A declaração do secretário-geral das Nações Unidas, Ban-ki moon, repetida pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, revela o assunto principal da primeira visita que faz o país desde que assumiu o cargo, em janeiro deste ano.
A ilha de Bali, na Indonésia, sediará, em dezembro, a Convenção das Partes sobre Mudança Climática das Nações Unidas.
Para Ban-ki moon, o papel do Brasil nesta questão é fundamental, já que o país é “um gigante verde, um líder”, pelas riquezas naturais e projetos de preservação ambiental de destaque internacional, como o biocombustível e o combate ao desmatamento da Amazônia.
Ba-ki moon, que é sul-coreano, chegou ao Brasil na tarde de domingo (11) e conheceu uma usina de produção de etanol, em Jaboticabal, no interior de São Paulo.
Na segunda-feira (12) foi a Brasília, onde se encontrou com o presidente Luís Inácio Lula da Silva e o ministro Celso Amorim.
Além das questões ambientais, o presidente e o secretário conversaram sobre o processo de reforma da ONU - Organização da Nações Unidas e do próprio Conselho de Segurança da ONU.
Segundo Amorim, o presidente Lula trouxe o assunto à conversa e reiterou que o conselho não pode continuar com a mesma estrutura que tinha desde a criação, em 1945.
O Brasil pleiteia uma vaga permanente no conselho do organismo internacional.
“O presidente Lula citou que não é possível a situação continuar do jeito que está ou a própria ONU vai se desacreditar, pois não é possível que após 65 anos de sua criação o conselho continue o mesmo, sendo que o contexto geopolítico de hoje é totalmente diferente”, disse o ministro.
O presidente Lula também lembrou a proposta do Brasil na última Conferência sobre o Clima, em Nairóbi (capital do Quênia), de conceder incentivos aos países, especialmente os mais pobres, que promoverem ações de combate ao desmatamento.
Eles dialogaram, ainda, sobre o combate à fome, quando, segundo Amorim, o secretário da ONU cumprimentou o Brasil sobre as metas do milênio já alcançadas.
No fim da tarde, Ban-ki moon partiu de Brasília para o Pará, onde vai conhecer projetos de combate ao desmatamento da Amazônia.
Agência Brasil
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