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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Café com o Presidente: Brasil teve posição de destaque na COP 15

O programa Café com o Presidente, transmitido em cadeia de rádio nesta segunda-feira (21/12,) abordou a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP15), realizada na semana passada, em Copenhague (Dinamarca). Na conversa, o presidente Lula disse que após a reunião "o sentimento que fica é de que os governantes do mundo inteiro vão ter que ter esse tema sempre como prioritário, para que a gente encontre uma solução definitiva e possa garantir a manutenção e a existência do planeta Terra, permitindo que a espécie humana sobreviva”. 


Segundo o presidente Lula, “todo mundo sabe que os maiores culpados são os países mais industrializados, ou seja, eles começaram a poluir muito tempo antes do Brasil, da China, da Índia e de outros países, porque há 200 anos eles já são industrializados. O que se discute agora é quais as medidas que nós vamos tomar para que a gente comece a desaquecer o Planeta e a diminuir as emissões de gases de efeito estufa. Então, eu acho que isso foi uma coisa que ficou clara para todo mundo, mesmo aqueles que concordaram e que não concordaram”.E o Brasil teve uma participação bem destacada na COP15. De acordo com o presidente, o País estabeleceu meta de redução de emsisão de gases de efeito estufa, até 2020, de 36,1% a 38,9%, ao mesmo tempo em que propôs reduzir o desmatamento na Amazônia em 80%, também até 2020. 

“Nós também resolvemos mais três coisas importantes: diminuir o desmatamento no cerrado; o setor siderúrgico nosso, nós vamos trabalhar para que ele utilize carvão vegetal e não carvão mineral, para também diminuir a emissão de gases de efeito estufa; e a nossa matriz energética, que já é a mais limpa do mundo, do ponto de vista da energia elétrica, nós temos 85% de energia elétrica limpa. Portanto, o Brasil estava totalmente à vontade. O Brasil foi considerado, durante todo o encontro, como o país que apresentou a melhor proposta, como o país que trabalhou isso corretamente. E, graças a Deus, a decisão do governo que nós enviamos ao Congresso Nacional foi aprovada, e agora é lei. Portanto, já não é mais a vontade do presidente Lula. Agora, quem quer que governe este país, vai ter que cumprir”, disse. 

Fonte: Blog do Planalto

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Lula diz que plano dá ao país autoridade para debater clima

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (8) que o lançamento do Plano Nacional de Mudanças do Clima dará ao Brasil mais autoridade para debater o aquecimento global com os demais países.

Na semana passada, o governo brasileiro assumiu a meta de reduzir a taxa anual do desmatamento da Amazônia à praticamente a metade até 2017, para 5.850 quilômetros quadrados. A destruição da floresta é o principal fator de emissão de gases de efeito estufa no país.

"Nós queremos fazer esse debate sobre a questão climática com o mundo dando exemplo daquilo que o Brasil sabe fazer, pode fazer e está fazendo", declarou Lula em seu programa semanal de rádio, "Café com o Presidente".

Segundo o presidente, para atingir o objetivo, o Brasil terá policiais para proteger a Amazônia e o governo federal fará parcerias com os Estados e municípios a fim de combater o desmatamento. "Nós estamos assumindo um compromisso muito sério, que eu penso que nenhum país do mundo assumiu", complementou.

O desmatamento da Amazônia teve um aumento de 3,8 por cento em um ano (de agosto de 2007 a julho deste ano), alcançando 11.986 quilômetros quadrados.

Foi a primeira alta anual em quatro anos. O dado, no entanto, ainda está longe do pico registrado em 2004, de 27.379 quilômetros quadrados de destruição.
 
Fonte: Estadão Online

domingo, 13 de abril de 2008

Lula diz que meio ambiente é 'responsabilidade coletiva'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu, no almoço com o primeiro-ministro da Holanda, Jan Peter Balkenende, o apoio do país à aspiração brasileira de ocupar assento permanente no Conselho de Segurança da ONU reformado. "Isso é um gesto de confiança em nossa capacidade de contribuir para a construção de um mundo mais pacífico e próspero". Ainda em seu discurso, o presidente lembrou que uma das grandes ameaças à paz e à segurança internacional é a mudança climática e advertiu que "a preservação de um meio ambiente saudável para esta e para futuras gerações é uma responsabilidade coletiva".

Lula afirmou que o Brasil está fazendo a sua parte, por meio dos biocombustíveis, lembrando que eles permitem a redução da emissão de gases de efeito estufa, em forma compatível com a segurança alimentar, com os direitos dos trabalhadores (numa referência às denúncias de trabalho escravo na produção da cana-de-açúcar) e a proteção das florestas.

O primeiro-ministro holandês elogiou o compromisso pessoal do presidente Lula de erradicar a fome e a pobreza do mundo e destacou a importância da Amazônia, afirmando que o Brasil "tem ouro nas mãos, não só no sentido figurativo mas literal, com uma única e intensa flora e fauna". "O Brasil tem tudo para fortalecer o papel que desempenha como ator em nível mundial, tanto em termos políticos quanto econômicos", disse Jan Peter. (Fonte: Estadão Online)

Debate sobre biocombustível deve ser feito com fatos, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (11) em Haia, na Holanda que é necessário discutir as barreiras comerciais aos biocombustíveis e ressaltou os benefícios do etanol na redução da emissão de gases do efeito estufa. "É preciso discutir as barreiras ao comércio de biocombustíveis que surgem a pretexto de supostos riscos ambientais, sociais e alimentares. Considero esse debate necessário e urgente mas ele precisa ser feito com base em fatos e não em preconceitos", concluiu o presidente.

Lula afirmou que o Brasil tem feito grandes esforços para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. Segundo ele,o desmatamento caiu 60% nos últimos três anos e foram reservados 20 milhões de hectares de área de preservação ecológica. "Os combustíveis fósseis são os maiores responsáveis pelo aquecimento global e a experiência brasileira com biocombustíveis mostra que é possível uma solução equilibrada para os desafios da segurança energética e da sustentabilidade ambiental, social e econômica.

Ainda segundo dados apresentados pelo presidente Lula, a substituição da gasolina pelo etanol, no Brasil, evitou a emissão de 644 milhões de toneladas de CO2 nos últimos 30 anos e gerou cerca de 6 milhões de postos de trabalho, inclusive nas regiões mais carentes do Brasil. Ele que só 1% das áreas agricultáveis é que plantam cana-de-açúcar para a produção do etanol.

Lula lembrou ainda que em novembro vai haver seminário internacional para discutir o assunto, e pediu para que os empresários participem de um debate racional, onde haverá uma grande dosagem de informações técnicas e científicas, "de forma a não permitir que a gente fique fazendo debate apenas com viés ideológicos, se a cana vai substituir o feijão o arroz".

Lula disse que nos jornais de hoje já tem até charges dizendo que os biocombustíveis estão causando inflação por conta dos alimentos que deixaram de ser plantados. "Isso é uma falácia, uma mentira deslavada de quem não entende ou não quer entender", desabafou Lula, citando que existem mais de 1 bilhão de seres humanos do mundo vivendo abaixo da linha da pobreza e que não conseguem comer as calorias e proteínas necessárias.

"É amplamente possível compatibilizar produção de etanol e biodiesel com a produção de alimentos", afirmou o presidente. "Peço a todos vocês que ao analisarem a questão dos biocombustíveis não avaliem a partir da lógica de um país europeu" afirmou. Segundo o presidente, há espaço extraordinário para uma parceria para produzir novos combustíveis a partir de países que não produzem nada.

Investimentos - Em discurso de improviso para cerca de 200 empresários holandeses e brasileiros, no seminário sobre Oportunidades de Negócios, em Haia, na Holanda, o presidente conclamou os empresários a investirem no Brasil, assegurando que não faltará infra-estrutura ou energia para que as empresas possam produzir. "Estou dizendo isso para que os empresários saibam o que significa o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), afirmou Lula, que citou vários investimentos do governo na área de infra-estrutura. (Fonte: Estadão Online)