Mostrando postagens com marcador energia solar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador energia solar. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Energia solar se recupera e pode ter um novo boom


 

Apesar da crise econômica ter prejudicado o setor em 2009, a Alemanha quebrou o recorde de maior capacidade instalada em um único ano ao atingir a marca dos 3 GW, o que pode indicar uma nova expansão no mercado para os próximos meses

Tudo uma questão de planejamento. Os primeiros meses de 2009 foram terríveis para a indústria solar, com algumas empresas registrando perdas bilionárias. Porém, bastou o mercado começar a se recuperar para que o país mais preparado pudesse aproveitar os baixos preços dos componentes e dos painéis solares e mostrar porque é o líder mundial em renováveis.  
Há alguns anos o governo alemão resolveu adotar uma série de incentivos, incluindo tarifas feed-in, para as energias renováveis, principalmente para a eólica e solar. O investimento já foi mais que recompensado ao diversificar e limpar a matriz energética do país, e agora ganha novamente destaque por ter alcançado um número histórico: três gigawatts (GW) de capacidade instalada de energia solar apenas em 2009, o que faz a Alemanha produzir um terço de toda a energia solar do planeta, 5,3 GW de 15 GW.

A capacidade instalada este ano representa praticamente o dobro do volume de 2008, 1,6 GW. Indústrias do setor afirmaram que o baixo preço e a alta oferta de painéis foram os principais fatores responsáveis pelo crescimento, e que ele só não foi maior porque os fornecedores já estão no limite.

“Estamos surpresos como a demanda se fortaleceu. Apenas não alcançaremos mais de 3 GW porque não há mais capacidade. Estamos trabalhando no limite”, afirmou à Reuters o presidente da Associação das Indústrias Solares da Alemanha (BSW),Carsten Koernig.

De acordo com a BSW, esse crescimento recorde também se deve aos sinais do governo de que pode reduzir os incentivos para o setor nos próximos meses, já que considera que a indústria está madura e que não precisaria mais de tantos recursos públicos. Dessa forma, os investidores estariam aproveitando para começar projetos agora, para ainda serem favorecidos pelas atuais regras.

“Mas estamos confiantes que o governo não deseja colocar em risco a indústria, e se realmente acontecerem alguns ajustes, eles serão mínimos. O governo já nos deu importantes sinais de que ainda está apostando nas energias renováveis”, concluiu Koernig.

Projeções

Em 2009, a indústria experimentou um período ruim causado principalmente pela crise de crédito e o declínio de quase 50% nos preços de módulos solares.

Para o próximo ano, analistas estão prevendo uma grande melhora, com os produtos chineses tendo um maior impacto no mercado e com os cortes previstos nos incentivos europeus sendo menores do que era temido.

“Ainda existem algumas incertezas, mas acredito que em seis ou 12 meses o mercado solar estará bem melhor que agora e as ações valendo mais”, afirmou o analista da consultoria Cowen and Co, Rob Stone.

A queda dos preços dos painéis solares também deve se tornar um atrativo para novos investimentos. Espera-se uma redução de até 15% no custo deles, mas as empresas fornecedoras devem conseguir manter uma margem de lucro confortável pelo aumento de outros componentes, prevêem analistas.

O CEO da Q-Cells, Anton Milner, uma das maiores fabricantes de células solares do mundo, espera que a demanda cresça na primeira metade de 2010, um alívio depois ter tido prejuízos de quase um bilhão de euros nos primeiros nove meses de 2009. Outras empresas, como a Conergy e a Phoenix Solar, também tem essa visão, e aguardam um novo impulso no setor no próximo ano.

As previsões coincidem ao anunciar uma retomada na energia solar, assim como nas renováveis em geral, depois de um período de incertezas. Apenas na Alemanha, a indústria solar emprega 54 mil pessoas e movimentou € 9,5 bilhões em 2008.

Fonte: Carbono Brasil.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Espelhos solares vão gerar eletricidade no deserto espanhol

Na extensa área desértica do sul da Espanha, a paisagem está ganhando uma nova cara com a instalação de mais de mil espelhos - cada um com tamanho equivalente a meia quadra de tênis. Eles fazem parte do projeto da maior usina de energia solar do mundo.

A função dos espelhos será refletir a luz do sol para superaquecer água em uma torre central. Quando essa usina for inaugurada, em janeiro de 2009, ela vai gerar 20 MW de eletricidade, o suficiente para abastecer 11 mil casas.


A tecnologia conhecida como Energia Solar Concentrada (CSP, na sigla em inglês) é considerada por muitos como a maneira mais simples, eficaz e barata para absorver a luz solar, segundo o Guardian. No entanto, a CSP funciona apenas em locais com céu limpo e sol muito forte, o que faz dos desertos da Andaluzia um lugar ideal.


E a Espanha está apostando no aproveitamento de seu clima: mais de 50 projetos de energia solar já foram aprovados para implantação e, até 2015, o país espera gerar mais de 2GW de por meio de CSP, afirma o Guardian.

"Seria bom se os nossos governantes adotacem essa e outras maneiras de gerar energia"

Fonte: Tecnologia Terra

Táxi movido a energia solar atravessa 38 países

Um carro movido a energia solar chegou ao 14º encontro da Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC, na sigla em inglês), na cidade de Poznan, na Polônia, depois de passar por 38 países.

Ao volante estava o professor suíço, Louis Palmer, que fez o percurso de 52 mil quilômetros em 17 meses.

Segundo Palmer, o feito provou que a energia solar é uma alternativa viável aos combustíveis com base em petróleo e pode ajudar a combater o aquecimento global.

Ele ressaltou, contudo, que o protótipo precisará de grandes modificações antes de poder ser produzido em massa.

O pequeno veículo azul e branco com três rodas puxa um trailer com baterias carregadas pela exposição ao sol. Ele pode viajar por 300 quilômetros com uma só carga e atingir velocidades de 90 quilômetros por hora.

Palmer está empenhado em inspirar os fabricantes de veículos a produzirem modelos menos danosos ao meio ambiente.

"As pessoas adoram esta idéia de um carro solar", afirmou Palmer diante do prédio onde se realizará a Conferência. "Eu espero que a indústria automobilística dê ouvidos (...) e fabrique carros elétricos no futuro."

O ativista disse que o carro a energia solar funcionou "como um relógio suíço", quebrando apenas duas vezes durante a longa jornada, que começou em Lucerna, na Suíça, em julho de 2007.

Em trechos breves do percurso, ele foi acompanhado de celebridades.

Palmer disse que seus passageiros incluíram o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon e o diretor de cinema americano James Cameron, entre outros.

Eletricidade - O carro é movido a energia solar, mas Palmer também levava uma bateria diferente para percursos noturnos ou em nações menos ensolaradas, tais como a Polônia, no inverno. Esta bateria era recarregada na eletricidade.

Palmer disse que a construção do protótipo tem custo equivalente a duas Ferraris, mas, se produzido em massa, poderia custar 10 mil euros, com um extra de 4 mil euros para os painéis solares.

O ativista disse que agora quer voltar para a casa: "Eu prometi a minha mãe que voltaria antes do Natal".

Mas no ano que vem ele planeja organizar uma viagem com seis veículos para fazer uma volta ao mundo em 80 dias usando energia hidráulica, geotérmica e eólica.

Fonte: Estadão Online

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Projetos popularizam transformação de energia solar em elétrica

Na discussão a respeito da sustentabilidade na construção civil brasileira, os holofotes se voltam agora para a eficiência energética.

No cenário de novidades, empresas e universidades brasileiras apresentam planos de prédios que geram sua própria eletricidade e painéis fotovoltaicos que permitem transformar energia solar em elétrica.

Um edifício responsável pela produção de toda a energia elétrica consumida por seus usuários é o objetivo de projetos denominados "zeronet" ou auto-suficientes.

Realidade em alguns países europeus, como a Alemanha, essa idéia dá seus primeiros passos em uma indústria do ABC. A Zeppini, fabricante de equipamentos para postos e motos de São Bernardo do Campo, anunciará em setembro a geração de energia elétrica de toda a sua área social por meio de painéis fotovoltaicos instalados nos telhados.

A divulgação será marco inicial da Energia Z, braço da empresa que oferecerá produtos para instalação de fotovoltaicos e projetos de energia solar.

"É um mercado que ainda não aparece em estatísticas", dimensiona Paulo Fernandez, diretor da Zeppini, que investiu US$ 1 milhão no projeto.

Mas o quadro parece mudar com o boom do mercado brasileiro de construção civil. A preocupação das incorporadoras em obter certificados de sustentabilidade traz às rodas da indústria temas que até então não tinham espaço.

Selo do Inmetro - Para regulamentar o setor, o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia) lançará no início de 2009 uma etiqueta avaliadora da eficiência energética de edificações comerciais novas com lajes acima de 500 m2.

O selo, inicialmente voluntário, terá faixas de A a E, atribuídas segundo o desempenho energético da edificação.

"Faz todo o sentido que o setor público passe a fazer só prédios A e B, porque a conta (de energia elétrica) ficará com ele depois", observa Roberto Lamberts, professor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

Instalar um sistema de uso da energia solar é caro - levam-se cerca de 15 anos para recuperar o investimento -, mas tecnologias para barateá-lo começam a aparecer. Na PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica), o projeto Planta-Piloto, liderado pelos professores Adriano Moehlecke e Izete Zanesco, estuda a viabilidade da produção nacional de painéis de silício, que atualmente são importados.

Outras inovações serão debatidas no 1º Simpósio Brasileiro da Construção Sustentável, que acontece em São Paulo de 04 a 05 de setembro. (Fonte: Cristiane Capuchinho/ Folha Online)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Primeiro barco brasileiro movido a energia solar começa a navegar na Amazônia

Por Leandro Martins, da Rádio Nacional da Amazônia

Brasília - Uma pequena embarcação para quatro pessoas, que usa a luz do sol como combustível, começou a circular neste mês nas águas do Rio Amazonas. É o barco Seisuí 1, que está sendo testado em passeios ecológicos de hóspedes de um hotel da região.

O fabricante do barco solar é o empresário mineiro Fernando Garcia, que vive há 30 anos em Manaus. Garcia, sócio de uma empresa que produz estações de tratamento de esgoto, diz que teve a idéia de fazer um protótipo do barco solar há um ano e meio. Ele acrescenta que o projeto é pioneiro no Brasil, mas dez países já testaram a tecnologia, entre eles Inglaterra e Noruega.

O empresário explica como funciona o motor do Seisuí, palavra japonesa que significa “água limpa”: "Os painéis solares captam a luz do sol, geram 150 watts cada um, com 21 volts de corrente. Esse painéis alimentam as baterias e o gerenciador de energia dos motores".

A energia solar também abastece uma bateria reserva para navegar à noite ou em tempo nublado ou chuvoso. O barco é equipado com um pequeno motor convencional movido a álcool e leva alguns litros do combustível para o caso de falha no sistema elétrico, que está em fase de testes.

O Seisuí atinge a velocidade de 25 quilômetros por hora, semelhante à de um pequeno barco tradicional na região, equipado com motor a diesel de15 hp e com dez toneladas de peso. A vantagem do modelo solar, segundo Garcia, é o peso. Como o casco é feito em alumínio, o Seisuí pesa apenas 250 quilos.

O construtor do Seisuí aponta outra vantagem do protótipo para os rios da região. '' Além da energia alternativa, é uma embarcação extremamente segura, muito difícil de naufragar e praticamente impossível de virar. Nós estamos precisando de novas tecnologias nessa área aqui no Amazonas".

Garcia diz que o projeto tem despertado interesse, e 22 barcos já foram encomendados. Entre os pedidos, há dois hotéis na selva amazônica, uma prefeitura do Sul do país, que quer disponibilizá-lo para passeios turísticos em lagos. Há também um pedido do barco para o monitoramento da qualidade de meio ambiente no Pantanal Matogrossense.

O construtor não divulga o preço do barco, mas afirma que a economia compensa. Enquanto a energia solar é gratuita e não polui, um pequeno barco convencional gasta em média R$ 500 em óleo diesel para navegar durante oito horas, o que equivale à duração da bateria do Seisuí.


Crédito de imagem: Yusseff Abrahim / SEMMA


(Envolverde/Agência Brasil)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Primeiro barco brasileiro movido a energia solar começa a navegar na Amazônia

Uma pequena embarcação para quatro pessoas, que usa a luz do sol como combustível, começou a circular neste mês nas águas do Rio Amazonas. É o barco Seisuí 1, que está sendo testado em passeios ecológicos de hóspedes de um hotel da região.

O fabricante do barco solar é o empresário mineiro Fernando Garcia, que vive há 30 anos em Manaus. Garcia, sócio de uma empresa que produz estações de tratamento de esgoto, diz que teve a idéia de fazer um protótipo do barco solar há um ano e meio. Ele acrescenta que o projeto é pioneiro no Brasil, mas dez países já testaram a tecnologia, entre eles Inglaterra e Noruega.

O empresário explica como funciona o motor do Seisuí, palavra japonesa que significa “água limpa”: "Os painéis solares captam a luz do sol, geram 150 watts cada um, com 21 volts de corrente. Esse painéis alimentam as baterias e o gerenciador de energia dos motores".

A energia solar também abastece uma bateria reserva para navegar à noite ou em tempo nublado ou chuvoso. O barco é equipado com um pequeno motor convencional movido a álcool e leva alguns litros do combustível para o caso de falha no sistema elétrico, que está em fase de testes.

O Seisuí atinge a velocidade de 25 quilômetros por hora, semelhante à de um pequeno barco tradicional na região, equipado com motor a diesel de15 hp e com dez toneladas de peso. A vantagem do modelo solar, segundo Garcia, é o peso. Como o casco é feito em alumínio, o Seisuí pesa apenas 250 quilos.

O construtor do Seisuí aponta outra vantagem do protótipo para os rios da região. '' Além da energia alternativa, é uma embarcação extremamente segura, muito difícil de naufragar e praticamente impossível de virar. Nós estamos precisando de novas tecnologias nessa área aqui no Amazonas".

Garcia diz que o projeto tem despertado interesse, e 22 barcos já foram encomendados. Entre os pedidos, há dois hotéis na selva amazônica, uma prefeitura do Sul do país, que quer disponibilizá-lo para passeios turísticos em lagos. Há também um pedido do barco para o monitoramento da qualidade de meio ambiente no Pantanal Matogrossense.

O construtor não divulga o preço do barco, mas afirma que a economia compensa. Enquanto a energia solar é gratuita e não polui, um pequeno barco convencional gasta em média R$ 500 em óleo diesel para navegar durante oito horas, o que equivale à duração da bateria do Seisuí. (Fonte: Leandro Martins/ Rádio Nacional da Amazônia)

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Avião britânico movido à energia solar bate recorde de permanência no ar

Um avião de fabricação britânica que funciona com energia solar bateu um recorde mundial extra-oficial de permanência no ar, de 82 horas e 37 minutos.

O Zephyr-6, sem tripulação, conseguiu se manter em vôo no deserto do Arizona com a ajuda de pilhas carregadas com luz solar, informa hoje a emissora "BBC", que afirma que o aparelho pode ser ideal para tarefas militares de reconhecimento.

O vôo foi realizado em uma base do Exército dos Estados Unidos no Arizona, onde o Zephyr-6 quebrou o atual recorde mundial de um vôo não-tripulado estabelecido pelo avião americano Global Hawk, de 30 horas e 24 minutos.

Em declarações à "BBC", Chris Kelleher, membro da firma britânica de defesa e pesquisa QinetiQ, responsável pela fabricação do aparelho, disse que os aviões oferecem mais vantagens que os tradicionais.

"A vantagem principal é a continuidade, que pode ficar ali o tempo todo", afirmou Kelleher.

O teste do avião, realizado entre 28 e 31 de julho passado, não é oficial, porque a QinetiQ não envolveu a Federação Aeronáutica Internacional, organismo que regula os esportes aéreos e que dá o sinal verde a todas as tentativas de marcar recordes.

O Departamento de Defesa americano financiou o teste através do chamado Programa Conjunto de Demonstração Tecnológica (JCTD, em inglês), porque busca novas tecnologias para dar apoio a suas tropas em terra.

"Achamos que o Zephyr está perto de ser um sistema operacional, desejamos que seja nos próximos dois anos", disse Kelleher.

O Zephyr, de 30 quilos e montado com fibra ultraleve, foi guiado através de controle remoto até alcançar uma altitude de 18 quilômetros e depois voou com piloto automático e mediante comunicações via satélite.

Segundo a "BBC", o Zephyr comprovou que pode suportar temperaturas extremas, desde os 45 graus Celsius em nível do solo no deserto do Arizona até os 70 graus abaixo de zero, ao alcançar uma altitude de 18 quilômetros.
(Fonte: Folha Online)

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Espanha inaugura usina movida inteiramente a energia solar

Um projeto gigante, que gera tanto eletricidade quanto resultados positivos para o meio ambiente, foi inaugurado no sul da Espanha: a primeira usina do mundo movida inteiramente pela energia do Sol.

No meio do terreno árido da região, a usina se destaca pela magnitude e imponência. Do chão brotam os raios que convergem no topo da torre de 160 metros, mais alta que um prédio de 50 andares. É radiação solar em estado puro, concentrada em um único ponto. Calor natural que aquece a água que corre para dentro da torre até virar vapor a 400ºC, para mover as turbinas que produzem energia elétrica sem poluir o meio ambiente.

Novecentos espelhos gigantes se movem lentamente como girassóis. Nem dá para perceber a mudança de posição, mas eles estão sempre alinhados com o Sol para refletir o máximo de luz, direto para a torre de captação. É a maior usina solar com produção de energia em escala comercial do mundo. Daqui sai eletricidade para abastecer 180 mil casas, uma cidade do tamanho de Sevilha, que fica a 30km.

A construção ocupa uma área do tamanho de 60 campos de futebol. E custou o equivalente a meio bilhão de reais. Cada centavo saiu da iniciativa privada, um consórcio de empresas espanholas que planeja recuperar o investimento em apenas dois anos.

“Trocamos o gás, o carvão e o petróleo pelo Sol, que brilha 240 dias por ano na região sul da Espanha. E é de graça”, diz o engenheiro responsável pela produção de energia.

A segunda usina, ainda maior, já está em construção. Outras sete completarão o projeto da plataforma solar de Sevilha até 2014. O plano é fornecer eletricidade para todo o sul da Espanha. E o melhor de tudo: evitar que sejam despejadas 600 mil toneladas de dióxido de carbono por ano na atmosfera.

“É um tecnologia que pode servir a sociedade, em qualquer parte do planeta”, diz o engenheiro. “Inclusive no nordeste do Brasil, onde o que não falta é Sol”. Trata-se da fonte de energia mais antiga do mundo, mas ainda considerada por muita gente um negócio do futuro. Não na Espanha, onde já é, claramente, um sucesso. (Globo Online)

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Cidade mais quente da Austrália recebe central solar

Uma remota cidadezinha da Austrália, detentora do recorde histórico do dia mais quente do continente, está se preparando para se tornar a primeira central térmica solar do país.

A central de Cloncurry, no nordeste do estado de Queensland, será capaz de gerar eletricidade também nos raros dias nublados e de noite, já que ela se alimenta com o calor captado em blocos de grafite.

O governo local irá construir a central de 10 megawatts com um custo de aproximadamente 4,2 milhões de euros, e irá produzir com ela cerca de 30 milhões de quilowatts/hora ao ano, suficiente para 3500 residências.

"A cidade de Conclurry ostenta o título do dia mais quente registrado na Austrália, 53 graus na sombra em 1889, portanto, é a localidade ideal", disse a premier de Queensland, Anna Bligh.

A central, que deverá entrar em funcionamento no início de 2010, irá funcionar com energia térmica solar, e se difere das unidades com painéis fotovoltaicos, que produzem energia diretamente.

A central terá 8000 espelhos que irão refletir a luz do sol em blocos de grafite. A água bombeada através dos blocos irá servir para gerar vapor, que por sua vez irá produzir eletricidade por meio de turbinas.

O calor alojado na grafite produz vapor mesmo após o pôr do sol, e permite que os geradores funcionem também à noite.

As emissões de gás estufa da Austrália estão entre as mais altas do mundo em proporção com a população, no entanto, o governo australiano se recusa a assinar o protocolo de Kyoto e prefere se concentrar na eficiência da energia e na tecnologia para limitar as emissões. (Folha Online)

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Novo sistema torna energia solar mais competitiva

Um cientista israelense disse ter desenvolvido um novo sistema, que estará terminado no prazo de um ano, para substituir a energia tradicional nas casas pela solar.

"Após trinta anos de pesquisa e experiências, sei como produzir energia solar de modo que ela seja competitiva com a tradicional", afirmou ao jornal israelense Ha'aretz David Feiman, diretor do Centro Nacional de Energia Solar de Sde Boker, no deserto do Neguev.

O físico israelense disse ter desenvolvido um novo dispositivo de painéis de células fotovoltaicas - que transformam a luz solar em energia elétrica - a um custo aceitável e com possibilidade de armazenamento.

Feiman explicou que muitos dos sistemas existentes de energia solar são compostos de silício, elemento que aumenta os custos, o que "complica" a exploração deste tipo de energia renovável.

Segundo o especialista, uma célula fotovoltaica de 100 cm² produz normalmente um watt de eletricidade. Com o novo dispositivo, poderá produzir 1,5 mil watts.

"Desta forma, o custo é ínfimo. Ninguém produziu até agora tanta eletricidade com uma única célula solar", disse Feiman.

O novo sistema consta de uma grande placa de vidro em forma de parábola que não apenas absorve a luz, como também a concentra em um único ponto, aumentando sua potência em mil vezes em relação à obtida com o método tradicional de captação de luz solar.

Em Israel, país com mais de 300 dias de sol por ano, a energia solar é usada maciçamente para aquecer água nas casas de família, mas ainda não como fonte de energia elétrica alternativa.

JB Online