domingo, 30 de janeiro de 2011
Casca de banana pode despoluir água
Uma imagem vale mais que mil palavras (e ações)
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Inmetro e Ibama fecham acordo para uso do ARLA 32
Aditivo para motores a diesel reduz emissão de gases poluentes terá certificação compulsória.
Brasília - O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) assinaram ontem, 13 de setembro, o Termo de Cooperação Técnica para a regulamentação da produção, comercialização e uso do ARLA 32, aditivo para motores a diesel que reduz as emissões de gases poluentes. A parceria foi assinada pelos presidentes das entidades, Abelardo Bayma Azevedo, do Ibama, e João Jornada, do Inmetro.
O ARLA 32 será introduzido no mercado brasileiro com base na Instrução Normativa nº 23/2009 do Ibama. Trata-se de uma solução aquosa de ureia técnica, não tóxica, produzida em laboratório, que reduz as emissões de óxido de nitrogênio (NOx) dos veículos equipados com motores a diesel. Esta redução ocorre por meio de uma reação química entre a ureia e o gás do motor decorrente do funcionamento.
Para o presidente do Ibama, o acordo firmado ontem para o Arla 32 é o primeiro de uma série de outras parcerias a serem firmadas com o Inmetro.
“É muito importante para o Inmetro estar engajado em um projeto de grande importância, sobretudo que atenda à preocupação da sociedade com a questão do meio ambiente. Vamos definir os padrões e atuar na regulamentação dos detalhes técnicos, além de acompanharmos a fiscalização em todo o país. O produto que não estiver em conformidade não poderá ser comercializado”, comentou Jornada.
O ARLA 32 está classificado na categoria dos fluidos transportáveis de baixo risco, pois não é explosivo nem nocivo ao meio ambiente. A partir de 1º de janeiro de 2012, todos os veículos novos classificados como comerciais leves, pesados, semipesados e ônibus terão de usar o Arla 32. O produto estará disponível em postos de abastecimento, concessionárias e até mesmo em supermercados.
A certificação será obrigatória e, portanto, o produto deverá apresentar selo do Inmetro e do Ibama. “Sem esta solução o veículo não vai andar ou vai andar em condições bem precárias. A proporção é de que a cada cinco tanques de diesel será preciso usar um de ureia. É uma solução barata, que não vai impactar no preço do diesel. Nossa expectativa é uma significativa redução de NOx. A indústria já sabe das mudanças há um ano e prepara as adaptações para atender às exigências”, explicou Paulo Macedo, coordenador de resíduos e emissões do Ibama.
A Diretoria de Metrologia Científica e Industrial do Inmetro trabalha na definição do material de referência do Arla 32, assim como a Diretoria da Qualidade se encarrega do planejamento desde o processo de certificação até a fiscalização do produto. O acordo entre o Inmetro e o Ibama viabilizará a implementação das atividades de regulamentação, registro e fiscalização do ARLA 32, além da utilização da infraestrutura do Inmetro para análises técnicas a serem realizadas para a liberação da produção e da comercialização do agente. Devido à alta inovação tecnológica, a produção do ARLA 32 vai causar impacto em diversos setores da economia, incluindo as indústrias automobilística, química e de derivados de petróleo e combustíveis.
O mecanismo de Avaliação da Conformidade a ser utilizado será o de Certificação Compulsória de 3ª parte, com foco na proteção do meio ambiente e conforme ensaios previstos na Norma Internacional ISO 22241-2:2006 – Diesel Engines – NOx reduction agent AUS 32 – Part 2: Test methods.
(Envolverde/Ibama)
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Entra em vigor resolução que obriga inspeção veicular em todo o País
Com a publicação, estados e municípios ficam obrigados a elaborar planos para realizar a inspeção de suas frotas de veículos. Atualmente, só a cidade de São Paulo e estado do Rio de Janeiro fazem a fiscalização. Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), referentes a maio de 2009, tem mais de 3 milhões de veículos os estados de Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.
"O ministério está muito imbuído politicamente para que a Resolução seja implantada em todo o país", diz Rudolf de Noronha, gerente de projetos do Departamento de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente. De acordo com o documento, devem passar pela inspeção para controle de poluição todos os veículos automotores, motociclos e veículos similares, independentemente do tipo de combustível que utilizem.
As condições da inspeção serão definidas no Plano de Controle de Poluição Veicular (PCPV), que deverá ser elaborado pelos estados em até 12 meses contados a partir da publicação da Resolução no DOU. E, a partir de sua implantação, veículos que não tenham passado pela fiscalização não terão o licenciamento anual renovado. "Esperamos que, em um ano, todos os estados já estejam com seus planos prontos", diz Noronha. "Estaremos à disposição para colaborar tecnicamente no que for preciso", reforça.
Uma espécie de guia para a gestão do controle da poluição veicular, o PCPV deverá ter por base, quando houver, o inventário de emissões de fontes móveis e o monitoramento da qualidade do ar. O plano vai estabelecer, ainda, a extensão geográfica e as regiões a serem priorizadas; a frota-alvo e respectivos embasamentos técnicos e legais; o cronograma preliminar de implantação; a periodicidade da inspeção; a análise econômica; e a forma de integração, quando for o caso, com programas de inspeção de segurança veicular.
Com o controle, o Conama pretende reduzir os casos de poluição decorrentes de falhas de manutenção e de alteração nos projetos originais dos veículos. Os resultados esperados são a melhoria da qualidade do ar, com a consequente melhoria da saúde pública e aumento da expectativa de vida dos habitantes das grandes cidades. A redução das emissões veiculares reflete diretamente na questão do aquecimento global e na questão da concentração de ozônio na troposfera, responsável pelo efeito estufa.
ASCO/MMA
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Fontes alternativas não conseguirão substituir combustíveis fósseis, diz secretário do MME
Altino participou do Seminário de Internacional de Biocomustíveis e Energia Nuclear, que acontece no Rio de Janeiro até esta sexta-feira (4). De acordo com o secretário, o esforço para desenvolver combustíveis alternativos ao petróleo é uma questão de mercado e do preço do petróleo no cenário externo.
"O esforço para desenvolver outros tipos de combustíveis passa pelo preço do petróleo no mercado internacional, é a chamada lei da oferta e da procura. O que acontece, em termos práticos, é que as fontes alternativas que sejam competitivas como o petróleo serão desenvolvidas, como estão de fato sendo", disse o secretário.
Durante o evento, o embaixado francês para Negociações Climáticas e ex-ministro do Meio Ambiente, Brice Lalonde, disse que o Brasil deveria tomar cuidado com a euforia do pré-sal, que poderia significar um risco, fazendo com que o País se esquecesse da energia alternativa, questão na qual o Brasil ia muito bem, com o desenvolvimento do etanol ou o uso de hidrelétricas para geração de eletricidade.
Quando questionado sobre a posição do embaixador francês, Altino disse aos jornalistas que "o Brasil está ganhando muito com o etanol, que tem preço livre de mercado" e destacou ainda a energia eólica e a biomassa. "O desenvolvimento das fonte alternativas se processarão desde que apresentem tecnologia, como algumas delas já apresentam, além de custos que possam ser competitivos", afirmou.
Ainda segundo Altino, o mundo continuará com o domínio dos combustíveis fósseis. "Cerca de 40% da fonte de energia elétrica do mundo vêm do carvão, que é abundante e tem um preço competitivo. O mundo não encontrou ainda saída para combustíveis líquidos derivados de petróleo, o Brasil fez o primeiro esforço, com o etanol", disse o secretário de Minas e Energia.
Durante sua apresentação no evento, Altino destacou que, dentro do setor energético, o Brasil é atualmente um baixo emissor de CO2 e que continuará neste horizonte até 2030. O secretário disse ainda não ter dúvidas de que o programa nuclear brasileiro deve ser estabelecido no país, com a usina de Angra 3, já em fase de licitação, e as unidades previstas para o Nordeste.
No entanto, de acordo com Altino, a grande prioridade do País para a geração de energia ainda é a hidroeletricidade. "Continuaremos desenvolvendo essa fonte de energia como assim fizemos nos útlimos 30 anos", afirmou.
(Envolverde)
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Países da Europa oriental rejeitam plano para reduzir poluição
Em um encontro com líderes de nove países da Europa oriental, Sarkozy ouviu deles que o plano, que prevê uma redução em 20% das emissões da UE até 2020, ignora a dependência que esses países ainda têm da queima de carvão para produzir energia - o que libera poluentes na atmosfera.
Os líderes também argumentaram que a proposta não leva em conta que esses países são mais pobres que outros que integram o bloco.
Sarkozy, porém, disse que a reunião levou a avanços sobre o tema e manifestou confiança de que um consenso possa ser alcançado na cúpula dos 27 líderes dos países da União Européia, a ser realizada em Bruxelas na semana que vem.
Um dos participantes do encontro deste sábado, o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, também indicou que acredita que um acordo é possível em Bruxelas.
Além de Tusk, participaram da reunião com o presidente francês na cidade polonesa de Gdansk os líderes de Estônia, Letônia, Lituânia, Hungria, Eslováquia, Bulgária, Romênia e República Checa.
Liderança
O encontro em Gdansk ocorreu paralelamente a outra reunião que vem acontecendo na cidade polonesa de Poznan, em que representantes de dezenas de países negociam um novo acordo global para substituir o protocolo de Kyoto de redução dos gases do efeito estufa, que expira em 2012.
De acordo com o correspondente da BBC na Polônia Matt McGrath, embora a reunião em Gdansk não tenha tido nenhuma relação direta com a reunião em Poznan, ela foi vista como crucial para manter a liderança do bloco europeu nas negociações sobre mudanças climáticas.
O plano proposto pela França que enfrenta resistência dos países do antigo bloco socialista se concentra em três áreas: corte nas emissões de poluentes, ampliação do uso de fontes renováveis de energia e aumento da economia no uso da energia.
Além de prever que, até 2020, diminuam em 20% as emissões da UE, a proposta sugere que até esse ano aumentem também em 20% o uso de fontes renováveis e a economia de energia.
O presidente francês quer que o pacote já esteja finalizado antes de entregar a Presidência rotativa do bloco à República Tcheca, em janeiro de 2009.
Fonte: Folha Online
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Emissão de carbono atingiu recorde em 2007, diz estudo
A Organização Meteorológica Mundial, OMM, anunciou que as emissões de carbono na atmosfera atingiram um nível recorde em 2007. De acordo com um estudo, lançado essa terça feira pela OMM, a quantidade de dióxido de carbono aumentou 0,5% se comparada ao ano anterior.
Radiações
Segundo a agência da ONU, o uso de combustíveis fósseis e outras atividades humanas são responsáveis pela emissão de gases poluentes, que retêm as radiações e levam ao aquecimento do planeta.
O estudo sugere que os níveis de dióxido de carbono na atmosfera aumentaram 37% nos últimos 25 anos.
Mas de acordo com especialistas, ainda é cedo para saber se há também um aumento dos valores de gases como o metano ou outros responsáveis pelo efeito de estufa.
Redução
As Nações Unidas estão liderando negociações para formatar a segunda fase do Protocolo de Kyoto, que prevê a redução de emissões de gases que causam o aquecimento global.
A próxima reunião sobre o tema ocorre em dezembro, em Poznan, na Polônia.
Para ouvir esta notícia clique em http://downloads.unmultimedia.org/radio/pt/real/2008/0811259i.rm ou acesse: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/7866.html
Fonte: Envolverde/Rádio ONU
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Brasil terá saldo ambiental positivo em 2050, diz estudo
O Brasil e a Rússia são os únicos países do mundo que projetam saldos positivos resultantes da combinação entre o crescimento da economia e a conservação dos recursos naturais para 2050. O dado consta do estudo “Balanço das Nações: uma reflexão sobre o cenário das mudanças climáticas”, realizado pela Universidade de São Paulo (USP).
No caso brasileiro, investimentos em matrizes energéticas mais limpas e a abundância de florestas conferem o crédito positivo de 544 bilhões de dólares, o que garante ao país condições melhores para enfrentar as mudanças climáticas e mais oportunidades de negócios. O estudo foi apresentado durante o evento “Amazônia - Dilemas e Oportunidades”, promovido pela Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo.
“Trata-se do excedente de créditos de carbono em relação ao que se polui. O valor é positivo graças às florestas brasileiras, especialmente à Amazônia”, afirma José Roberto Kassai, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA/USP) e coordenador da pesquisa. Uma situação privilegiada, segundo o professor, que precisa ser levada em conta pelos brasileiros: “é dela que dependemos, é nossa maior riqueza”.
Baseada na metodologia básica de contabilidade empresarial, o estudo avaliou os excedentes de sete países (Brasil, Rússia, Índia, China, Estados Unidos, Alemanha e Japão) até 2050. A análise envolveu seis pesquisadores da Universidade de áreas que vão de contabilidade a biologia.
Cenário preocupante
Os números projetados para o Brasil e Rússia são uma exceção no cenário mundial, pois o resto do mundo apresenta um déficit de mais de 15 trilhões de dólares por ano. “O balanço planetário aponta um patrimônio líquido negativo de cerca de dois mil dólares anuais para cada um dos mais de seis bilhões de habitantes, ou seja, eles não terão renda insuficiente para honrar seus compromissos com a preservação do meio ambiente, o que colocará a necessidade de redução das emissões ou negociação de créditos de carbono de outras nações”, explica Kassai.
Para Kassai, as situações privilegiadas do Brasil e da Rússia não serão suficientes para suportar o cenário geral, pois, juntos, os dois países representam menos de 5% do déficit total. “É fundamental que países como os Estados Unidos e a China comecem a tomar medidas concretas para diminuir as emissões”, diz Kassai.
O Estudo
A amostra considerada para o estudo incluiu sete países de grande relevância no mundo moderno. Juntos, eles representam 32% da área emersa do planeta, 50% da população mundial e 68% do Produto Interno Bruto (PIB) global. Os cenários futuros relativos ao meio ambiente empregados no levantamento são os gerados pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU).
A grande inovação do estudo foi a metodologia usada: através da equação básica da contabilidade empresarial, os pesquisadores calcularam o patrimônio líquido ambiental de cada país, buscando saber o custo do crescimento econômico em relação à preservação e manutenção dos recursos naturais. No cálculo, entraram variáveis como o PIB, o consumo médio de energia da população per capita de cada país, suas reservas florestais e matriz energética.
Fonte: Envolverde/Instituto Akatu
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Plásticos oxibiodegradáveis não se decompõem na natureza como esperado
Os consumidores mais atentos já devem ter notado que certas sacolas plásticas, dessas utilizadas para embalar produtos comprados em supermercados, drogarias e lojas as mais diversas, trazem a informação de que são confeccionadas com plástico oxibiodegradável. Esse tipo de plástico começou a ser produzido no final dos anos 1980 e, segundo seus fabricantes, são ambientalmente corretos porque se decompõem rapidamente na natureza. Com isso minimizariam uma série de riscos ambientais decorrentes do descarte desses produtos, como a impermeabilização do solo e a contaminação de lençóis freáticos.Agora uma pesquisa concluída recentemente por um pesquisador brasileiro mostra que não é bem assim. O engenheiro de materiais Guilherme José MacedoFechine, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, realizou uma bateria de testes com um tipo de plástico oxibiodegradável vendido no mercado nacional e constatou que, apesar de ele se fragmentar e virar pó, não é consumido por fungos, bactérias, protozoários e outros microorganismos - condição necessária para ser considerado biodegradável e desaparecer do solo ou da água. De acordo com o pesquisador, que não quer falar os nomes comerciais dos produtos porque as empresas não foram consultadas, não é de hoje que a biodegradabilidade dos polímeros oxibiodegráveis é considerada um assunto polêmico na comunidade científica internacional. Uma corrente de estudiosos duvida se eles são, de fato, biodegradáveis.
No início do ano, o governador José Serra vetou um projeto de lei da Assembléia Legislativa paulista que tornava obrigatório o uso de sacolas plásticas com o aditivo oxibiodegradável porque havia dúvidas sobre o real benefício ao ambiente. “Meu estudo comprovou que não são biodegradáveis”, afirma Fechine, que acaba de retornar da Bélgica, onde participou de um congresso internacional sobre modificação e degradação de polímeros, o Modest 2008 na sigla em inglês.
Para entender a controvérsia sobre os polímeros oxibiodegradáveis, é importante, primeiro, compreender como ocorre o processo de biodegradação desses plásticos e, em seguida, saber como eles são produzidos. A oxibiodegradação acontece em dois estágios. No início o plástico é convertido, pela ação de oxigênio, temperatura ou radiação ultravioleta em fragmentos moleculares menores. Em seguida esses fragmentos se biodegradam, o que significa que são convertidos em dióxido de carbono, água e biomassa por microorganismos decompositores. Para fomentar tal característica, os fabricantes misturam um aditivo pró-oxidante a polímeros convencionais, como polipropileno, polietileno ou outros. Esses polímeros são os mais usados para confecção de sacos e outros produtos plásticos. O aditivo pró-oxidante acaba por tornar o polímero supostamente biodegradável. Quando descartado em aterros ou lixões, o aditivo quebraria as longas cadeias moleculares que formam os polímeros, conferindo-lhe as características necessárias para ser consumido pelos microorganismos presentes no solo.
“Segundo meu estudo, a única diferença dos polímeros oxibiodegradáveis é que o tempo de fragmentação é muito mais rápido do que o dos polímeros convencionais”, afirma Fechine. “As empresas que comercializam esse tipo de aditivo pró-oxidante deveriam alertar que apenas sua presença não tornará o plástico biodegradável. Para que isso ocorra, o polímero precisaria passar por uma forte degradação prévia, causada por radiação ultravioleta ou temperatura, por exemplo, e ser descartado em solo apropriado, com pH, umidade, temperatura e presença de microorganismos que permitissem a ocorrência da biodegradação.
” Nem todos concordam com as limitações do aditivo. “Não conheço o trabalho, não sei se foi feito com o aditivo que represento, nem sei que metodologia o pesquisador utilizou. Mas posso garantir que testes conduzidos pela Ecosigma, empresa com sede em Campinas especializada em compostagem e gestão de resíduos, e com participação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Instituto Agronômico de Campinas (IAC), demonstraram que os plásticos oxibiodegradáveis fabricados com o aditivo d2w, que representamos no Brasil, são, de fato, biodegradáveis, compostáveis e não ecotóxicos para plantas superiores, minhocas e microorganismos metanogênicos [que produzem metano]”, afirma Eduardo van Roost, diretor-superintendente da Res Brasil, que comercializa o aditivo d2w para mais de 160 fabricantes brasileiros de embalagens plásticas. “Uma prova da eficiência, desempenho e segurança do nosso aditivo é o fato de ele estar presente em mais de 60 países”, complementa.
Comparação de amostras
O experimento conduzido por Fechine, que há três anos está à frente de um projeto Jovem Pesquisador da FAPESP, realizado no Departamento de Engenharia de Materiais da Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP) antes de ele se tornar professor do Mackenzie, comparou a degradação de duas amostras de polipropileno, uma delas contendo o aditivo pró-oxidante e outra sem essa substância. Na primeira etapa do trabalho, as duas amostras foram previamente fotodegradadas numa câmara de envelhecimento acelerado com emissão de radiação ultravioleta. “Com isso simulamos a fotodegradação que os plásticos sofrem num aterro sanitário ou lixão em função da radiação solar que incide sobre eles”, explica o professor. As amostras foram submetidas a diferentes tempos de radiação, sendo que a mais longa exposição correspondeu a 480 horas (ou 20 dias) na câmara de envelhecimento. Ao final desse período o polímero com aditivo pró-oxidante encontrava-se em avançado estado de decomposição. “Medimos a massa molar (mede quantidade de moléculas) das duas amostras antes e depois do ensaio na câmara de envelhecimento e constatamos que o aditivo pró-oxidante realmente acelerou a fotodegradação de forma intensa, quando comparado à amostra com polímero convencional. Restava saber se, além de fragmentado, ele se tornara biodegradável”, conta o professor Fechine.
As duas amostras foram, então, submetidas a testes de biodegradabilidade em um terreno previamente preparado. Foram enterradas e, de tempos em tempos, coletadas para pesagem e avaliação de perda de massa. “Depois de quase dois meses constatamos que não houve perda significativa de massa para ambas as amostras. Isso quer dizer que nenhuma das duas foi consumida pelos microorganismos do solo durante esse tempo”, diz Fechine. “Nosso experimento mostrou que o aditivo acelera a fragmentação do polímero, mas não o torna biodegradável.” Um artigo com os resultados dos ensaios já foi aceito para publicação pela revista Polymer Engineering and Science, uma das mais conceituadas na área de polímeros. Intitulado Effect of UV radiation and pro-oxidant biodegradability, o artigo foi escrito em parceria com os pesquisadores Nicole Demarquette, da Poli-USP, Derval dos Santos Rosa e Marina Rezende, da Universidade São Francisco, em Itatiba, no interior paulista, responsáveis pelos ensaios de biodegradação em solo.
Fonte: Mercado Ético
(Envolverde/Revista Pesquisa Fapesp)
Acordo às escuras adia diesel mais limpo no País
As milhares de pessoas e dezenas de organizações que se engajaram nos últimos anos na luta por um diesel mais limpo têm agora um motivo forte para lamentar. Contrariando os interesses públicos e a saúde da população que respira o ar contaminado nas grandes cidades brasileiras, um acordo fechado na madrugada de quinta (30/10), sem a participação da sociedade civil, adia por mais quatro anos a comercialização do diesel com menos quantidade de enxofre.A decisão foi tomada na presença do Ministério Público Federal (MPF) e ocorreu entre o governo federal e representantes da Petrobras, da Fecombustível, da Agência Nacional de Petróleo (ANP), do governo do estado de São Paulo, da Anfavea e das montadoras de motores. O chamado acordo judicial foi fechado como parte das compensações pelo descumprimento da Resolução Conama 315/02, que estabelecia para o dia 1º de janeiro de 2009 a obrigatoriedade da venda do diesel com, no máximo, 50 partículas por milhão de enxofre (50 ppmS), em todo o País.
O enxofre, altamente cancerígeno, é responsável pela morte de cerca de 3 mil pessoas somente na cidade de São Paulo. Hoje, a concentração da substância no diesel é de 500 ppmS nas regiões metropolitanas e de 2000 ppmS no interior. Na Europa e nos Estados Unidos, por exemplo, a proporção é de 10 ppm e a tendência é chegar a zero no curto prazo. A necessidade de controlar a emissão de poluentes é consenso em todo o mundo. E os efeitos fatais à saúde da população são comprovados cientificamente e, no Brasil, têm a chancela da Faculdade de Medicina da USP.
O acordo firmado ontem deixa claro que o Ministério Público Federal e o governo cederam às pressões e abriram mão de exigir o cumprimento integral da resolução do Conama. “É uma sentença de morte”, enfatiza Oded Grajew, do Movimento Nossa São Paulo. Grajew também lembra o compromisso feito pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, durante o seminário “Conexões Sustentáveis: São Paulo – Amazônia”, realizado entre os dias 14 e 15 de outubro, de não fechar nenhum acordo sem a participação da sociedade civil. “Isso foi desrespeitado. A palavra do ministro não foi cumprida”, completa.
Veja carta de Oded Grajew enviada ao ministro em http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/2018
Decisões tomadas
O acordo fechado às escuras prevê que, a partir 1º de janeiro de 2009, passa a ser obrigatória a utilização do diesel S50 nas frotas cativas de ônibus urbanos dos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro. Até 2011, gradativamente, a obrigação passa a valer para as cidades de Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e para as regiões metropolitanas de São Paulo, da Baixada Santista, Campinas, São José dos Campos e Rio de Janeiro.
Além disso, a Petrobras, a partir de 1º de janeiro do próximo ano, substituirá totalmente a oferta do diesel com 2.000 ppm S por um novo diesel que conterá 1.800 ppm. E, somente a partir de janeiro de 2014, o diesel com 1.800 ppm S será trocado por um com 500 ppmS – padrão exatamente igual ao comercializado atualmente nas regiões metropolitanas.
Para o não cumprimento da Resolução 315/02 do Conama, montadoras de veículos e motores e a indústria do petróleo alegaram falta de tempo e de logística. “Eles tiveram mais de seis anos para se preparar, não dá para aceitar isso como desculpa. Além do mais, o Conama é uma instância de discussão coletiva e, portanto, a resolução foi elaborada com a participação dos mais diversos setores da sociedade e do governo”, contesta Fábio Feldman, do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas.
“Compensações pífias"
Na tentativa de “compensar” a sociedade brasileira pela morte de milhares de pessoas todos os anos e pelos custos ao serviço público de saúde, ficou decidido que a Petrobras e as montadoras terão de bancar projetos ambientais.
As montadoras custearão a construção de um laboratório de testes de motores (R$ 12 milhões), uma pesquisa nacional sobre emissões de poluentes (R$ 500 mil) e a fiscalização da emissão da fumaça preta por ônibus e caminhões na cidade de SP (R$ 200 mil). Já a Petrobras mandará R$ 1 milhão para o sistema de fiscalização da emissão da fumaça de São Paulo."Quem vai se responsabilizar pelas doenças por causa do não-cumprimento da resolução?", reforçou Oded Grajew.
Nova resolução Conama
Horas depois do acordo judicial entre montadoras e distribuidoras de combustíveis ter sido firmado, uma reunião extraordinária do Conama, em Brasília, aprovava a resolução que prevê novo prazo para o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), destinado a veículos pesados novos (P-7). Os membros do Conama definiram a antecipação da adoção do diesel S-10 nos ônibus e caminhões em circulação no Brasil para 2012.
Vale lembrar que a fase anterior, a chamada P-6, é justamente a que prevê a obrigatoriedade do diesel com 50 ppm S em todo o País, a partir de janeiro de 2009, e que está sendo descumprida pelas montadoras de automóveis e pela Petrobras.
Leia a íntegra do acordo judicial em http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/files/AcordoPetrobras.pdf
Fonte: Envolverde/Movimento Nossa São Paulo
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Austrália mantém plano para taxar poluição a partir de 2010
Em dezembro, o governo vai liberar os detalhes finais do plano, voltado para o corte das emissões de gases estufa no país em 60% até 2050.
O relatório do Departamento do Tesouro disse que a meta poderá ser atingida com pouco impacto sobre o crescimento econômico do país.
Ele prevê que o crescimento atingiria cerca de 1,1% ao ano em 2050 se a Austrália taxar as emissões de carbono e se transformar em uma economia de baixa emissão, enquanto o crescimento provavelmente ficaria em 1,2% sem as medidas.
Swan apoiou as previsões do relatório, mesmo com a maior parte dos cálculos tendo sido feita antes da crise econômica atual, que está diminuindo o ritmo da economia global.
Ele disse que a mudança climática é "um desafio de longo prazo para a prosperidade da nação", enquanto a crise atual é um desafio "substancial" mas de curto prazo.
"O que buscamos aqui é a saúde, prosperidade e sustentabilidade de longo prazo na Austrália", disse.
O governo vai anunciar em dezembro a redução de gases estufa de curto prazo assim como a taxa que estabelecerá por tonelada de poluição de carbono.
Poluidores poderão negociar permissões de poluição em um mercado nacional como parte do esquema.
Fonte: Estadao.com.br
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Contaminação de terras nos EUA
(Fonte: O Eco)
Cidades: não tão culpadas pelo aquecimento global
As cidades são as grandes responsáveis pelo aquecimento global? Sim, mas não da maneira como se imaginava, segundo um estudo que acaba de ser divulgado. A pesquisa aponta que as cidades estão sendo acusadas injustamente por conta das emissões de gases causadores do efeito estufa.
Publicado na edição de outubro da revista Environment and Urbanization, o trabalho afirma que o peso das cidades no total das emissões é de cerca de 40%, muito menos do que os 75% a 80% que têm sido constantemente apontados.
Segundo o estudo, o potencial das cidades de ajudar nas políticas para enfrentar o aquecimento global tem sido prejudicado por conta desse erro de avaliação.
“Acusar unicamente as cidades pelas emissões de gases estufa ignora o papel importante delas como parte da solução para o problema. Cidades bem planejadas e bem administradas podem fornecer altos níveis de vida que não impliquem emissões elevadas”, disse o autor da pesquisa, David Satterthwaite, do Instituto Internacional para Ambiente e Desenvolvimento (IIED, na sigla em inglês).
Agências das Nações Unidas, a iniciativa contra mudanças climáticas lançada pelo governo de Bill Clinton, nos Estados Unidos, e o atual prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, são alguns dos exemplos mencionados pela pesquisa que apontaram ser as cidades responsáveis por mais de 75% das emissões.
Satterthwaite usou dados do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) para demonstrar que dois quintos dos gases têm origem em atividades humanas nas cidades. A agricultura e o desflorestamento seriam responsáveis por cerca de 30%, enquanto os demais 30% derivariam de indústrias pesadas, da queima do carvão e de estações energéticas, entre outras atividades localizadas em áreas rurais ou em centros urbanos menores.
Mas o novo estudo também destaca que simplesmente apontar locais como fontes de emissão pode levar a equívocos. Por exemplo, emissões de estações de energia deveriam ser alocadas para aqueles que consomem a eletricidade, segundo Satterthwaite, e não para os locais onde estão as instalações. Emissões de indústrias também deveriam ser incluídas para os consumidores dos bens fabricados.
“A demanda de consumo dirige a produção de bens e serviços e, por conseqüência, a emissão de gases estufa. Alocar emissões para consumidores, no lugar dos produtores, indicaria que o problema não está nas cidades, mas em uma minoria da população mundial com elevados níveis de consumo. E uma grande parte desses consumidores não vive em cidades, mas ao redor delas”, disse Satterthwaite.
Ao mesmo tempo, alocar as emissões para os consumidores aumentaria as parcelas de emissões globais derivadas da Europa e da América do Norte, evidenciando as pequenas taxas na África, Ásia e América Latina.
Segundo o pesquisador inglês, em geral as pessoas mais ricas, que vivem fora das cidades, são responsáveis por mais emissões de gases causadores do efeito estufa. Além de morar em casas maiores, que gastam mais para serem aquecidas ou resfriadas, esses moradores de condomínios e cidades -dormitório têm mais automóveis e rodam mais por conta do deslocamento para as cidades.
“As formas como as cidades são projetadas e administradas fazem grande diferença. A maioria das cidades nos Estados Unidos usa de três a cinco vezes mais gasolina por habitante do que as européias, mas não têm padrões de vida de três a cinco vezes superiores”, disse Satterthwaite.
O pesquisador destaca que as cidades oferecem muitas possibilidades de reduzir a emissão per capita de gases estufa, como a promoção do uso de bicicletas, de caminhar ou do transporte público, além da construção de edifícios que precisem de muito menos energia para aquecimento ou resfriamento.
“Atingir as reduções necessárias nas emissões mundiais depende de realizar o potencial das cidades em combinar alta qualidade de vida com baixas emissões de gases estufa”, destacou.
O artigo Cities' contribution to global warming: notes on the allocation of greenhouse gas emissions, de David Satterthwaite, pode ser lido por assinantes da Environment and Urbanization em http://eau.sagepub.com.
(Agência Fapesp)
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Europa apóia planos de redução de emissões de carros em 2012
A comissão parlamentar aprovou por 46 votos a favor e 19 contra um relatório que rejeita a reivindicação da indústria, principalmente a alemã, de fixar um prazo adicional de três anos para facilitar o cumprimento progressivo das metas fixadas.
Desta forma, nenhum carro novo poderá emitir mais do que 130 gramas de CO2 por quilômetro a partir de 2012.
Além disso, os eurodeputados estabeleceram metas adicionais de redução de emissões para 2020.
Também aprovaram multas aos fabricantes que não respeitarem estas metas, seguindo a proposta da CE de que estas sanções alcancem 95 euro por cada grama de CO2 suplementar.
No início do mês, a comissão de indústria do Parlamento Europeu aprovou a concessão aos fabricantes de um prazo suplementar de três anos (até 2015) para aplicar os limites de emissão de CO2 exigidos.
O plenário do Parlamento Europeu ainda precisa apoiar a proposta.
(Fonte: Estadão Online)
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Associação estuda proposta de reciclagem de veículos sem condições de circular
De acordo com o presidente da entidade, José Edison Parro, o grande problema da reciclagem de veículos é que não há empresas especializadas nesse serviço no Brasil. Dessa forma, seria necessário trazer para o país empresas interessadas em atuar na área. “Seria uma linha de desmontagem na qual há vários componentes, óleo, plástico, graxa, borracha, então isso tem que ser feito dentro de uma seqüência e uma linha de montagem. Esse é o nosso objetivo, um estudo de engenharia ligado a essa parte automotiva.”
Parro afirmou que, além dos problemas de ordem técnica, há desafios burocráticos, porque não existe uma regulamentação para o descarte dos veículos fora de linha. Com isso, eles acabam sendo levados para desmanches e depósitos, onde os restos ficam totalmente expostos. "O que queremos fazer é colocar uma ordem nesse assunto e promover essa reciclagem, principalmente em termos ambientais. O nosso grande objetivo é fazer a reciclagem de veículos e não simplesmente destruir o veículo. Nós acreditamos que há uma série de materiais que podem ser reaproveitados.”
Segundo ele, não há dados precisos sobre o número de carros sem condições de circular, mas que continuam trafegando nas ruas. “Esse número está sendo bastante discutido. Uns falam em 20, 30% da frota, mas é um número meio duvidoso, então a inserção viria no sentido de colocar uma ordem para evitar acidentes”. Além disso, ele ressaltou que o estado passaria a arrecadar o que hoje não recebe pelos carros deixam de pagar o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
O professor de engenharia mecânica da Universidade de São Paulo (USP) Gilmar Batalha afirmou que as próprias fábricas poderiam comprar esses carros, desmontá-los e reaproveitar as peças recicladas desses veículos na linha de produção. Outra alternativa seria as montadoras darem descontos aos proprietários desses veículos para a aquisição de carros novos. “Porque ali está energia, matéria-prima guardada e que não precisaria ser jogada fora, poderia ser reutilizada.”
Batalha sugere que a compra de um veículo passe a ser encarada como a aquisição de um serviço de mobilidade que seria usado durante um tempo determinado. Ao término desse prazo, as próprias empresas comprariam o carro para reaproveitar a matéria-prima. “A idéia é a de que a fábrica começasse a acompanhar seu produto, seu serviço de mobilidade do berço ao túmulo, garantindo um ciclo de vida, de modo que se o usuário quiser prolongar esse ciclo ele teria uma despesa a mais.”
O professor reforçou que, mesmo que o Brasil seja um país rico em matéria-prima e recursos, existe uma demanda crescente do mercado interno. Para ele, o país deveria seguir o exemplo de nações onde os recursos são mais escassos. Para isso, uma das medidas necessárias seria o fim de cemitérios de carros velhos. “Esses locais são minas de ferro e alumínio e uma fonte de valor agregado. Deixar esse material lá é dinheiro jogado fora. Na medida em que as pessoas associarem valor ao produto e começar a surgir interesse econômico isso não vai ficar jogado fora”.
Segundo Gilmar Batalha, paralelamente à implantação da reciclagem dos veículos, uma nova forma de conceber os carros teria de ser elaborada, de modo a usar a cadeia de fornecedores dispostos a trabalhar ecologicamente. “A indústria automobilística brasileira já tem autonomia para conceber seus projetos. A sociedade tem que pegar idéias ecologicamente corretas e transformar em gestão, dar empregos em vários setores”, finalizou.
(Foto: Flávia Albuquerque e José Donizete / EBC - Agência Brasil)
Atlantis corre risco de bater em lixo espacial
A probabilidade de um ataque catastrófico por escombros orbitais é de cerca de 1 em 185 durante a próxima missão da Atlantis - contra 1 em 300 de um vôo para a ISS (Estação Espacial Internacional) -, segundo o diretor do programa Shuttle, John Shannon.
O Hubble está em uma órbita mais alta e mais suja do que a estação espacial - 565 km contra pouco mais de 320 km. A altitude extra expõe a Atlantis a mais pedaços de lixo.
Detritos espaciais, porém, não causaram danos significativos ao Hubble desde o seu lançamento, em 1990, diz Preston Burch, gerente do programa Hubble. (Fonte: Folha Online)
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Relatório adverte para impacto ambiental de fumaça e fuligem
Esses poluentes de rápida dispersão e freqüentemente esquecidos - produzidos na queima de madeira, querosene e combustíveis de automóveis - causam mais aquecimento localizado do que já se imaginou, dizem os autores do estudo. Eles alegam que deve haver um esforço maior para atacar esse tipo de poluição, para gerar resultados mais rápidos.
Por décadas, cientistas se concentraram no dióxido de carbono, o gás estufa mais prejudicial, porque permanece na atmosfera por décadas. Estudos passados quase não prestaram atenção aos poluentes que permanecem na atmosfera apenas por alguns dias.
O novo relatório, elaborado por cientistas da Nasa e da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), defende a luta contra os poluentes de curto prazo, enquanto reconhecem que o dióxido de carbono ainda é a principal causa do aquecimento global.
Esse conceito também é a política oficial da administração Bush, disse o secretário assistente de comércio, Bill Brennan.
Nos Estados Unidos, essa abordagem significaria cortar emissões de carros e caminhões mesmo antes de restrições às usinas energéticas termoelétricas. Nos países em desenvolvimento, ela significaria uma migração para formas mais limpas de energia.
Além da fuligem, smog e sulfatos, outros poluentes de curto prazo são o carbono orgânico, poeira e nitratos. Enquanto o dióxido de carbono é invisível, esses são poluentes que as pessoas conseguem ver.
As projeções de aumentos nas emissões desses poluentes na Ásia farão com que contribuam em cerca de 20% para o aquecimento global e alguns centímetros a menos de chuva na América até 2060, disse o relatório. (Fonte: Estadão Online)
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Qualidade do ar nas cidades tem de ser tratado globalmente
A qualidade do ar nas megacidades não pode ser vista como uma questão exclusivamente local. Pelo contrário, ela se tornou um problema a ser resolvido globalmente, devido ao inter-relacionamento muito próximo entre os gases associados com a poluição urbana e os gases de efeito estufa de vida mais longa dispersos na atmosfera.
Essa foi a mensagem dada por Paulo Eduardo Artaxo Netto, chefe do Departamento de Física Aplicada do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP), na sexta-feira (29), em São Paulo, durante palestra no 15º Congresso Brasileiro de Meteorologia, promovido pela Sociedade Brasileira de Meteorologia.
“A poluição urbana deixou de ser um problema local. Hoje, é absolutamente crítico o tratamento da questão da redução da mudança climática global e da poluição do ar de modo integrado”, disse.
“As comunidades de cientistas que antigamente tinham pouca intersecção, sobretudo a de químicos, climatologistas e daqueles que estudam o funcionamento dos ecossistemas, passaram a trabalhar com uma abordagem bem mais integrada do que há 10 ou 15 anos”, afirmou.
Por outro lado, essas questões também devem ter respostas regionais e individualizadas. Segundo Artaxo, as soluções para o Brasil não serão as mesmas da China ou da Europa, até mesmo porque o processo de urbanização está sendo feito em ritmo distinto entre os países e também em velocidade muito maior do que a projetada há alguns anos.
“A problemática dos poluentes urbanos e das emissões globais de gases estufa é diferente em cada região. Mas, para resolvê-la, as fontes de emissão devem ser controladas conjuntamente para que tenhamos um meio ambiente mais saudável, tanto local como globalmente”, afirmou Artaxo.
Segundo ele, que integra o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), essas importantes discussões são determinadas pelo rápido aumento populacional: a previsão é que a população urbana da Ásia, que já passa de 1,3 bilhão de habitantes, chegue a um contingente de pelo menos 2 bilhões em 2015.
“Nova Deli, na Índia, praticamente dobrou de 1974 a 1999 do ponto de vista da população. Isso mostra que o crescimento dos grandes aglomerados urbanos também é um processo global que deve ser tratado como tal”, apontou.
Essencialmente urbana
O índice de urbanização na América Latina hoje é maior de 75%, com cerca de 350 cidades no continente com população acima dos 300 mil habitantes. “E a projeção é que esse índice chegue próximo de 90% em 2030, dado que está sendo essencial para a administração da qualidade dos recursos atmosféricos”, disse.
Artaxo lembrou que o setor de transporte, uma das maiores fontes mundiais de óxido nítrico e monóxido de carbono nas grandes cidades, atualmente é responsável por 19% do total da emissão de gases do efeito estufa em todo o mundo, fração maior do que as emissões mundiais de gases devido às queimadas (17%).
Tanto por conta de seu efeito como poluente em áreas urbanas como pelo seu efeito climático no que diz respeito à questão radioativa, Artaxo destacou o preocupante aumento das concentrações globais de ozônio, um dos gases mais importantes do efeito estufa, ao lado do gás carbônico e do metano.
O ciclo do ozônio na atmosfera, controlado por outros gases, como monóxido de carbono e hidrocarbonetos, é caracterizado essencialmente pelas emissões provenientes de áreas urbanas. As concentrações globais de ozônio, verificadas por meio da combinação de diferentes modelos climáticos, vêm sofrendo fortes alterações no quadro geral de emissões de gases do efeito estufa.
“Qualquer série temporal de mais de dez anos aponta um aumento significativo de ozônio na atmosfera. As maiores concentrações estão ao norte da China, na Índia, no sul da Europa e na costa leste dos Estados Unidos, região com concentração elevada, em torno de 40 a 45 partes por bilhão do gás”, disse Artaxo.
“A América Latina é relativamente livre de ozônio, com apenas alguns episódios de emissão do gás produzida por queimadas”, complementou. Segundo ele, a concentração média de ozônio na atmosfera varia entre 55 e 58 partes por bilhão, sendo que antes da Revolução Industrial ela girava em torno de 30 a 35 partes por bilhão.
“É um aumento sem precedentes na concentração de ozônio na atmosfera que, segundo as projeções futuras em diferentes cenários do IPCC, certamente terá fortes efeitos sobre a população humana, vegetação e produção agrícola”, alertou Artaxo.
Falta, no entanto, um maior entendimento científico, de acordo com o professor do IF-USP, sobre a distribuição do gás na atmosfera e o seu impacto radioativo.
“A ciência mundial precisa, nos próximos anos, gerar respostas relevantes a essas questões para reduzir as incertezas, sobretudo no que se refere à questão radioativa do ozônio, cuja concentração cresce a uma taxa muito maior do que a dos demais gases do efeito estufa”, disse.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Das cidades para o planeta
Essa foi a mensagem dada por Paulo Eduardo Artaxo Netto, chefe do Departamento de Física Aplicada do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP), na sexta-feira (29), em São Paulo, durante palestra no 15º Congresso Brasileiro de Meteorologia, promovido pela Sociedade Brasileira de Meteorologia.
“A poluição urbana deixou de ser um problema local. Hoje, é absolutamente crítico o tratamento da questão da redução da mudança climática global e da poluição do ar de modo integrado”, disse.
“As comunidades de cientistas que antigamente tinham pouca intersecção, sobretudo a de químicos, climatologistas e daqueles que estudam o funcionamento dos ecossistemas, passaram a trabalhar com uma abordagem bem mais integrada do que há 10 ou 15 anos”, afirmou.
Por outro lado, essas questões também devem ter respostas regionais e individualizadas. Segundo Artaxo, as soluções para o Brasil não serão as mesmas da China ou da Europa, até mesmo porque o processo de urbanização está sendo feito em ritmo distinto entre os países e também em velocidade muito maior do que a projetada há alguns anos.
“A problemática dos poluentes urbanos e das emissões globais de gases estufa é diferente em cada região. Mas, para resolvê-la, as fontes de emissão devem ser controladas conjuntamente para que tenhamos um meio ambiente mais saudável, tanto local como globalmente”, afirmou Artaxo.
Segundo ele, que integra o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), essas importantes discussões são determinadas pelo rápido aumento populacional: a previsão é que a população urbana da Ásia, que já passa de 1,3 bilhão de habitantes, chegue a um contingente de pelo menos 2 bilhões em 2015.
“Nova Deli, na Índia, praticamente dobrou de 1974 a 1999 do ponto de vista da população. Isso mostra que o crescimento dos grandes aglomerados urbanos também é um processo global que deve ser tratado como tal”, apontou.
Essencialmente urbana - O índice de urbanização na América Latina hoje é maior de 75%, com cerca de 350 cidades no continente com população acima dos 300 mil habitantes. “E a projeção é que esse índice chegue próximo de 90% em 2030, dado que está sendo essencial para a administração da qualidade dos recursos atmosféricos”, disse.
Artaxo lembrou que o setor de transporte, uma das maiores fontes mundiais de óxido nítrico e monóxido de carbono nas grandes cidades, atualmente é responsável por 19% do total da emissão de gases do efeito estufa em todo o mundo, fração maior do que as emissões mundiais de gases devido às queimadas (17%).
Tanto por conta de seu efeito como poluente em áreas urbanas como pelo seu efeito climático no que diz respeito à questão radioativa, Artaxo destacou o preocupante aumento das concentrações globais de ozônio, um dos gases mais importantes do efeito estufa, ao lado do gás carbônico e do metano.
O ciclo do ozônio na atmosfera, controlado por outros gases, como monóxido de carbono e hidrocarbonetos, é caracterizado essencialmente pelas emissões provenientes de áreas urbanas. As concentrações globais de ozônio, verificadas por meio da combinação de diferentes modelos climáticos, vêm sofrendo fortes alterações no quadro geral de emissões de gases do efeito estufa.
“Qualquer série temporal de mais de dez anos aponta um aumento significativo de ozônio na atmosfera. As maiores concentrações estão ao norte da China, na Índia, no sul da Europa e na costa leste dos Estados Unidos, região com concentração elevada, em torno de 40 a 45 partes por bilhão do gás”, disse Artaxo.
“A América Latina é relativamente livre de ozônio, com apenas alguns episódios de emissão do gás produzida por queimadas”, complementou. Segundo ele, a concentração média de ozônio na atmosfera varia entre 55 e 58 partes por bilhão, sendo que antes da Revolução Industrial ela girava em torno de 30 a 35 partes por bilhão.
“É um aumento sem precedentes na concentração de ozônio na atmosfera que, segundo as projeções futuras em diferentes cenários do IPCC, certamente terá fortes efeitos sobre a população humana, vegetação e produção agrícola”, alertou Artaxo.
Falta, no entanto, um maior entendimento científico, de acordo com o professor do IF-USP, sobre a distribuição do gás na atmosfera e o seu impacto radioativo.
“A ciência mundial precisa, nos próximos anos, gerar respostas relevantes a essas questões para reduzir as incertezas, sobretudo no que se refere à questão radioativa do ozônio, cuja concentração cresce a uma taxa muito maior do que a dos demais gases do efeito estufa”, disse. (Fonte: Thiago Romero/ Agência Fapesp)
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Pequim respira o ar mais puro dos últimos dez anos graças aos Jogos Olímpicos
A Agência de Proteção do Meio Ambiente da cidade indicou que, em agosto, foram registrados 14 dias com ar de qualidade "nível um", o melhor possível.
A poluição caiu 50% de 8 a 24 de agosto, durante a competição, e 42% no mês inteiro, em relação à média habitual, destacou o órgão, em seu site. "Foi o melhor nível dos últimos dez anos", comenta.
Pequim é considerada uma das cidades mais poluídas do mundo, principalmente pelo elevado número de carros e pelas emissões de gases das indústrias.
Para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos (6-17 setembro), as autoridades adotaram um sistema de rodízio para diminuir o trânsito e fecharam temporariamente as fábricas mais poluentes.
Dentro destas tentativas para melhorar os índices de poluição, prometeram ainda que os carros mais poluentes serão substituídos progressivamente.
O trânsito vai funcionar em sistema de rodízio até 20 de setembro, quando terminam os Jogos Paraolímpicos. Os especialistas dizem que esta medida foi a que mais reduziu a poluição do ar nas últimas semanas. (Fonte: Yahoo!)