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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Rio Sustentável: lei define diretrizes

Prestes a ser palco da Rio +20 no ano que vem, quando a Rio 92 completará 20 anos, a cidade do Rio de Janeiro deu mais um passo para se tornar referência em sustentabilidade. Na quinta-feira, dia 27 de janeiro, o prefeito Eduardo Paes sancionou a Lei nº 5.248/2011, que instituiu a Política Municipal sobre Mudança do Clima e Desenvolvimento Sustentável. A Lei Aspásia Camargo, nome da sua autora, estabelece metas gradativas para a redução das emissões de gases de efeito estufa no município, sendo 8%, em 2012; 16%, em 2016; e 20%, em 2020, com base no inventário de 2005. A legislação leva em conta os princípios da prevenção, mitigação e adaptação.

Para atingir as metas estabelecidas, a lei busca fomentar o desenvolvimento de projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL); o incentivo ao estudo e à pequisa  de tecnologias sustentáveis; o estabelecimento de um programa de ecoeficiência; a gestão e o uso racional dos recursos naturais; a gestão dos resíduos sólidos; o planejamento do setor de transporte e de mobilidade urbana; e a criação de incentivos para a geração de energia descentralizada, a partir de fontes renováveis; e a criação de incentivos fiscais e financeiros para pesquisas relacionadas à eficiência energética e ao uso de energias renováveis em sistemas de conversão de energias.


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (guia)

  

Além de contextualizar o tema, Guia de Orientação – 2009, coordenado por Isaura Maria de Rezende Lopes Frondizi, aborda detalhe estrutura institucional, conceitos fundamentais, ciclo do projeto, registro, monitoramento, verificação e certificação, emissão das RCEs e procedimentos para submissão de projetos de MDL no Brasil.

Guia Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (149)
 
Fonte: http://www.matrizlimpa.com.br/

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Mudanças climáticas em multimídia

 
Da Agência Ambiente Energia – !Isso Não é Normal, site multimídia sobre mudanças climáticas, está no ar, com reportagens, vídeos, entrevistas e mapas interativos sobre o tema no Brasil. Neste primeira etapa, o projeto tem como base a cidade de São Paulo. Depois, a iniciativa vai tratar da questão climática em Santa Catarina e, na última fase, destacará a região Nordeste do país.

A página São Paulo Vulnerável traz gráficos e mapas extraídos do estudo “Vulnerabilidade das Megacidades Brasileiras às Mudanças Climáticas: Região Metropolitana de São Paulo”, divulgado em junho por uma equipe multidisciplinar de pesquisadores, coordenada por Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

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Fonte: Ambiente Energia

domingo, 29 de agosto de 2010

Mudanças climáticas alteram crescimento das florestas

As mudanças climáticas já estão causando alterações no padrão de crescimento das florestas - tanto das tropicais quanto das temperadas -, mostram dois estudos realizados pelo Smithsonian Institution, dos Estados Unidos. As alterações no clima têm feito com que as florestas tropicais cresçam em um ritmo mais lento do que o habitual, ao passo que o inverso ocorre nas florestas temperadas, onde as árvores se desenvolvem a taxas mais aceleradas. Em ambos os casos, o fenômeno pode ser explicado pelo aumento nas concentrações de CO2 na atmosfera.

"Nos últimos 40 anos verificamos um aumento de 15% nas emissões de CO2 na atmosfera. Era esperado que isso afetasse os padrões de crescimento das florestas, mas só agora estamos tendo as primeiras pistas de como isso está acontecendo na prática", afirma o pesquisador Stuart James Davies, diretor científico do Smithsonian Tropical Research Institute, considerada uma das principais instituições mundiais de estudos na área de ecologia tropical, com atuação em 40 países.

No Brasil, o Experimento de Grande Escala da Interação Biosfera-Atmosfera da Amazônia (LBA), iniciativa que soma mais de 150 projetos de pesquisas, ainda não possibilitou aferir conclusões sobre como o bioma é afetado pelo aquecimento global. "Ainda não temos dados suficientes para afirmar que a floresta tropical brasileira teve seus padrões de crescimento alterados em razão das mudanças climáticas", afirma Luiz Antonio Martinelli, pesquisador da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP). Ele explica que as florestas tropicais têm maior variabilidade genética e possibilidade de adaptação a mudanças do que as florestas de clima temperado. "Mas já temos um banco de dados consistente para investigações futuras." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



sexta-feira, 27 de agosto de 2010

História em Quadrinhos e Educação Ambiental no PROEJA

Com criatividade e bom-humor os alunos do curso de Eletrotécnica do PROEJA desenvolveram tirinhas de histórias em quadrinhos com o tema: “Energias Alternativas e Sustentabilidade”. A proposta conduzida pelo professor de Arte-Educação Alberto de Souza contou com aulas de desenho e estudo da linguagem das histórias em quadrinhos. Contando com a participação do professor Adriano Ferrarez, representando o Grupo de Estudos em Energia Alternativa e Tecnologia Social (GREATS), foi ministrada uma palestra para a turma com vistas a introduzir o tema a ser abordado nas histórias em quadrinhos. A partir daí foram diversas tarefas envolvidas na produção das tirinhas: pesquisa, roteiro, esboço, desenho, finalização à tinta, digitalização, colorização, letreiramento. Primeiramente foi feito um esboço em papel do que seria a história em quadrinhos, a seguir esse desenho foi finalizado à nanquim para, posteriormente, ser digitalizado em scanner. Uma vez obtidos os arquivos digitais, a colorização e letreiramento foram feitos utilizando as ferramentas digitais. Assim os alunos puderam também se familiarizar com o computador e manejar de forma conjugada a arte e a tecnologia.

Alberto de Souza, que é também cartunista com trabalhos publicados na imprensa sob o pseudônimo Beralto e designer gráfico formado pelo IF Fluminense, mostrou-se satisfeito com os resultados: “desde o processo de pesquisa em que os alunos foram estimulados a fazer uma imersão no tema proposto, através de pesquisas referenciais, até a etapa de elaboração das histórias em tiras de quadrinhos, houve uma apropriação espontânea, por parte dos alunos, dos conhecimentos necessários para o processo criativo de uma forma que só a arte pode fazê-lo”.

O professor Adriano Ferrarez, que pretende repetir a experiência em novas oportunidades, comenta que “uma proposta interdisciplinar como essa é importante para que o PROEJA cumpra uma de suas missões qual seja integrar educação, ciência e cultura”.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Padre biólogo assume comando da PUC do Rio com agenda verde


Marcos de Paula/AE
Marcos de Paula/AE

O padre Josafá Carlos Siqueira, de 58 anos, é o primeiro reitor a assumir uma universidade de porte do País com uma agenda marcadamente ambiental. "Minha mãe se chama Orquídea. Acho que já nasci com a vocação para cuidar de plantas e admirar sua beleza", diz Siqueira, que comanda a Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio desde julho. Nascido em Pirenópolis, cerrado goiano, ele virou seminarista depois de se formar em Biologia, por influência de um primo que era padre. Não vê conflito entre sua opção religiosa e a ciência. "Se queremos resolver os grandes problemas do planeta, temos de religar as duas pontas", diz. "Devemos enxergar a natureza como criação divina que precisa ser respeitada e preservada a partir do conhecimento científico."

Como nasceu a proposta da agenda ambiental para a PUC?

Veio do fortalecimento do Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente, que fundamos em 1999 com o objetivo de acolher ideias sobre meio ambiente na universidade, criar projetos de pesquisa e atuar em parceria com poder público e iniciativa privada, fundamentalmente em educação ambiental. Embora a proposta da agenda seja da reitoria, ela nasceu desse grupo de alunos e professores. O objetivo é dar nosso testemunho de sustentabilidade, mostrar para a sociedade como lidamos com as questões ambientais na PUC. É uma pequena semente, mas que, por analogia, pode se tornar um pau-mulato (árvore que alcança 40 metros de altura).

De que maneira?

Com o estabelecimento de metas a curto, médio e longo prazo, tanto no nível de gestão quanto de ensino e pesquisa. A agenda envolve diversas áreas: biodiversidade, água, energia, atmosfera, materiais, resíduos e educação ambiental. Neste momento, estamos priorizando as ações de curto prazo, como reduzir o consumo de papel, ter maior controle sobre consumo de água e energia e preservar as árvores do câmpus. A PUC está no coração do pouco que resta de mata atlântica no Rio.

É difícil conciliar vocação religiosa e a atividade científica?

Nunca encontrei dificuldade, até porque estamos vivendo em outro momento histórico, que não é mais aquele do conflito apologético entre religião e ciência. Se queremos resolver os grandes problemas do planeta, temos de religar as duas pontas e construir uma visão mais ampla das questões. Devemos enxergar a natureza como criação divina que precisa ser respeitada e preservada a partir do conhecimento científico.

Após quase 70 anos, a PUC terá uma graduação em Biologia. Por que demorou tanto?

O curso nasce com uma proposta diferenciada, depois de um longo processo de consolidação do discurso ambiental na universidade. Hoje temos mais de cem disciplinas ligadas a temas ambientais, em todos os departamentos. Nestes mais de 30 anos em que milito na área, pude perceber as ideias formidáveis e os limites na formação do biólogo. O maior deles é a falta de um conhecimento interdisciplinar.

Qual é o projeto do curso?

Queremos um profissional preparado para enfrentar os grandes desafios ambientais do futuro – mudanças climáticas, bioinvasão (migração de espécies que pode desequilibrar hábitats) – a partir de várias áreas do conhecimento.

O que o sr. acha de o tema sustentabilidade ter entrado na agenda destas eleições?

É evidente que todos os candidatos querem agregar a sustentabilidade a seus discursos, porque todos nós temos consciência da importância do tema. Mas é preciso tomar cuidado, ver quais são os fundamentos dessa opção pelo ambiental, qual a ética que está por trás. Sem dúvida, é preciso aliar o desenvolvimento à preservação.

Fonte: Carlos Lordelo - Jornal O Estado de S. Paulo

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Colóquio de pesquisadores em Educação Ambiental irão debater mudanças climáticas.

Será realizado no período de 23 a 25 de setembro próximo, em Balneário Camboriu/SC, o IV COLÓQUIO DE PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA REGIÃO SUL – IV CPEASul, Encontro da Rede Sul Brasileira de Educação Ambiental, promovido pela Universidade do Vale do Itajaí - Univali, e terá como temática os “Diálogos sobre sustentabilidade: desafios aos educadores frente às mudanças climáticas”.

Informações no site: http://fiaiweb03.univali.br/elis2/tes/modelos/pgevento.php?cd_evento=1163