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domingo, 29 de agosto de 2010

Efeitos das queimadas

Por Redação Agência Fapesp 


Agência FAPESP – O Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet), da Universidade Estadual Paulista, em Bauru (SP), realizará até o dia 1º de setembro experimentos sobre o impacto de queimadas na atmosfera, na unidade de Ourinhos (SP).

O trabalho, que teve início na última terça-feira (24/8), utiliza equipamentos do instituto, disponíveis nos campi de Bauru e Presidente Prudente (SP), e do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), da Universidade de São Paulo (USP). O grupo fará a varredura de uma área com raio de 450 quilômetros a partir da posição do Laboratório de Monitoramento Ambiental (Lapam).

O IPMet é uma unidade complementar da Unesp apoiada pela FAPESP desde seu início, na década de 1970. A partir de 1982, com auxílio da Fundação, o instituto passou a dispor de um sistema central de processamento para trabalhos de pesquisa, processamento e disseminação de dados e produtos de radar.

O novo estudo, que é coordenado pelo físico e meteorologista Gerhard Held, do IPMet, tem o objetivo de compreender os efeitos das queimadas da palha de cana, como as alterações nas propriedades químicas e físicas da atmosfera.

O experimento utilizará diversos aparelhos do laboratório, como o Light Detection and Ranging (Lidar) – que por meio de feixes de raios laser mede os aerossóis na atmosfera – e o Sonic Detection And Ranging (Sodar), que mede os perfis verticais do vento em três dimensões, por meio da emissão de ondas de som.

Serão utilizadas ainda radiossondas para obtenção de variáveis meteorológicas até 25 quilômetros de altitude, além de amostradores de gases e partículas para atmosfera e cinco estações meteorológicas automáticas.

As queimadas no interior do Estado de São Paulo têm como uma das principais causas a produção sucroalcooleira. Os meses do inverno são mais propícios para a realização dessa pesquisa, por causa da intensificação das queimadas pela colheita de cana-de-açúcar e pela ausência de chuvas que mantêm as partículas em suspensão no ar.

Mais informações: http://www.unesp.br

(Envolverde/Agência Fapesp)

Unesp realiza pesquisa sobre efeitos da queimada na atmosfera

Por Redação do Governo do Estado de São Paulo 


Meteorologistas, físicos e químicos buscam entender mudanças climáticas na região de Ourinhos.

O Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet), do câmpus da Unesp de Bauru, realizará, até o dia 1º de setembro, experimentos sobre o impacto de queimadas na atmosfera, na unidade de Ourinhos. Iniciado na terça-feira, 24, o trabalho utiliza equipamentos do instituto, disponíveis nos câmpus de Bauru e Presidente Prudente, e do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), da Universidade de São Paulo (USP). O grupo fará a varredura de uma área com raio de 40 quilômetros a partir da posição do Laboratório de Monitoramento Ambiental (Lapam).

Coordenado pelo físico e meteorologista do IPMet Gerhard Held, o estudo busca compreender os efeitos das queimadas da palha de cana, como as alterações nas propriedades químicas e físicas da atmosfera. "Com o apoio de pesquisadores de diversas áreas, queremos entender como essas mudanças podem afetar o clima regional e como se espalham para outras cidades", diz o especialista.

Entre os equipamentos utilizados no experimento, estão aparelhos do laboratório, como o LIDAR (da sigla em inglês Light Detection and Ranging), que, por meio de feixes de raios laser, mede os aerossóis na atmosfera, e o SODAR (Sonic Detection And Ranging), que mede os perfis verticais do vento em três dimensões, por meio da emissão de ondas de som. Também são usadas radiossondas para obtenção de variáveis meteorológicas até 25 quilômetros de altura; amostradores de gases e partículas para atmosfera e cinco estações meteorológicas automáticas.

Os meses do inverno são mais propícios para a realização dessa pesquisa, por causa da intensificação das queimadas pela colheita de cana-de-açúcar, e pela ausência de chuvas que mantêm as particulas em suspensão no ar.

Fogo na plantação


As queimadas no interior do Estado têm como uma das principais causas a produção sucroalcooleira. Para fazer o corte da cana, os produtores ateiam fogo na plantação para facilitar o trabalho. Além dos impactos ambientais, a queima desse material orgânico lança para a atmosfera substâncias cancerígenas.

Em parceria com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), o governo estadual estabeleceu um cronograma para a eliminação das queimadas na colheita do canavial. Segundo o protocolo estabelecido entre as instituições , a meta para o fim desse modalidade de corte é 2017.

(Envolverde/Governo do Estado de São Paulo)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

E se a temperatura subir 4 graus?

Mapa interativo mostra efeitos da elevação da temperatura global em 4 graus, elaborado pelo governo britânico.



quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Mudanças Climáticas, Migracões e Saúde: cenários para o Nordeste, 2000-2050

Em novembro de 2008 durante a Conferência Regional sobre Mudanças Climáticas e o Nordeste, a CEDEPLAR/UFMG e a FIOCRUZ, lançaram o estudo: "Mudanças Climáticas, Migracões e Saúde: cenários para o Nordeste, 2000-2050". O principal objetivo da pesquisa é mapear algumas das conseqüências socioeconômicas das mudanças climáticas sobre a região Nordeste do país. Um dos pontos centrais do estudo é identificar, a partir de uma escala temporal que vai até 2050, como o novo clima poderá influenciar o movimento migratório das populações nordestinas. A região nordeste é uma das mais afetadas pelas mudanças climáticas. Abaixo o link para acesso ao arquivo digital da publicação.

http://www.cedeplar.ufmg.br/pesquisas/migracoes_saude/MIGRACAO_E_SAUDE_NORDESTE.pdf

Para mais informações sobre o projeto também é possível acessar o link abaixo:
http://www.cedeplar.ufmg.br/pesquisas/projetos-concluidos/migracoes-e-saude.php

A Embaixada do Reino Unido apoiou a pesquisa.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais

English version

O Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais – PFPMCG (“FAPESP Research Programme on Global Climate Change” – RPGCC) tem como objetivo avançar o conhecimento no tema. Espera-se que os resultados de pesquisa do programa auxiliem na tomada de decisões informadas cientificamente com respeito a avaliações de risco e estratégias de mitigação e adaptação.


O Programa terá um substancial componente tecnológico para o desenvolvimento das tecnologias apropriadas para o futuro, não somente concernentes a tecnologias inovadoras para mitigação de emissões, mas também tecnologias para adaptação em todos os setores e atividades, uma vez que algum grau de mudança climática já se tornou inevitável.

O Programa também desenvolverá um componente observacional, o qual deve envolver a recuperação e expansão de observações climáticas regionais e paleo-climáticas, para superar a falta de observações ambientais de qualidade para pesquisas, que tem sido um enorme obstáculo ao avanço científico do tema no Brasil. Isto será obtido em associação com outros mecanismo de financiamento internos e externos ao Estado de São Paulo. Por último, destaca-se que o Programa incluirá um componente de pesquisa sobre a interface de ciência e política climática.

O PFPMCG considerará propostas de pesquisa abarcadas no escopo do Programa descrito, incluindo, em particular, as seguintes áreas, cuja descrição detalhada encontra-se no documento de referência disponível em www.fapesp.br/mcg/FRPGCC.pdf (documento em fase de elaboração - pdf com 3.2MB).
a) Conseqüências das mudanças climáticas globais no funcionamento dos ecossistemas, com ênfase em biodiversidade e nos ciclos de água, carbono e nitrogênio.
b) Balanço de radiação na atmosfera, aerossóis, gases-traço e mudanças dos usos da terra.
c) Mudanças climáticas globais e agricultura e pecuária.
d) Energia e gases de efeito estufa: emissões e mitigação.
e) Mudanças climáticas e efeitos na saúde humana.
f) Dimensões humanas das mudanças climáticas globais: impactos, vulnerabilidades e respostas econômicas e sociais, incluindo adaptação às mudanças climáticas.
Propostas de pesquisa em outras áreas relacionadas ao tema das Mudanças Climáticas poderão ser submetidas, desde que devidamente justificadas em sua conexão com o Programa e seus objetivos.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Pais já pode embalar alimentos com PET reciclado


Adital - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a reciclagem de garrafas PET para uso em embalagens de alimentos no Brasil. A medida tem grande impacto ambiental, pois permitirá que as empresas autorizadas reciclem boa parte do material que até então tinha como destino depósitos e aterros sanitários ou era descartado na natureza, onde levam cerca de 100 anos para se decompor. Em 2007, 184 mil toneladas de garrafas PET deixaram de ser recicladas no Brasil.

A resolução da Agência teve como base o surgimento de novas tecnologias capazes de limpar e descontaminar esse tipo de material, independentemente do sistema de coleta. Quatro empresas brasileiras já apresentaram pedidos à Anvisa para adotar essas novas tecnologias - duas no Rio de Janeiro, uma em São Paulo e uma na Bahia.

"O material a ser reciclado passa por várias etapas e testes experimentais, sendo que no final do processo dá origem à resina de PET limpa e própria para a confecção de embalagens que entram em contato com alimentos", explica Lucas Dantas, gerente de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Anvisa.

A principal exigência para o uso do Polietilenotereftalato (PET) reciclado em contato com alimentos será o registro do produto na Anvisa. O rótulo da embalagem deverá conter o nome do produtor, o número de lote e a expressão "PET-PCR".

A liberação do uso de PET recicladas em embalagens de alimentos atende à exigência do Mercosul que editou o "Regulamento Técnico Mercosul sobre Embalagens de PET - PCR destinadas a entrar em contato com alimentos". Os países- membros do bloco econômico têm até o próximo dia 10 de maio para se adequar à norma.

A posição brasileira foi definida por um grupo de trabalho Interinstitucional sobre regulamentação de embalagens de polietileno tereftalato pós-consumo reciclado (PET - PCR).

Participaram dos trabalhos representantes da Anvisa, de cinco ministérios, do Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro), do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).

A Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet) estima que, somente em 2006, foram produzidas 378 mil toneladas de embalagens à base de PET em todo o país.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Servidores de computador ameaçam clima do planeta, diz relatório

Um servidor de computadores (sistema que fornece serviços a uma rede de PCs), um veículo utilitário esportivo (SUV) e um avião são os exemplos citados por pesquisadores britânicos para explicar o aumento do aquecimento global. A pesquisa, divulgada na segunda-feira (3) pela "New Scientist", mostra que, embora carros e aviões sejam os usuais culpados pela emissão de carbono na atmosfera, os servidores têm participação semelhante na história, embora os responsáveis não saibam disso.

Os dados apontam que os humanos têm mais de 1 bilhão de computadores em operação, base instalada que é responsável por cerca de 2% das emissões anuais de dióxido de carbono na Terra. A porcentagem é semelhante à registrada pela indústria da aviação no mundo todo.

A pesquisa foi realizada pela Global Action Plan, entidade britânica para a conservação do ambiente, e conclui que o computador na mesa do escritório não traz problemas, mas os servidores que armazenam dados são a grande ameaça.

Segundo os especialistas, a maioria dos departamentos instalam servidores com capacidade de armazenamento exagerada. “Estão comprando equipamentos que precisam de energia para funcionar e para serem resfriados, mas sem saber quanta energia isso exige”, disse à "New Scientist" o direto do Global Action Plan, Trewin Restorick.

Trewin reforça que cerca de 30% de energia poderia ser economizada “da noite para o dia”. Segundo ele, 60% dos departamentos utilizam menos da metade do armazenamento disponível em seus servidores, e 37% dizem que armazenam os dados indefinidamente.

Segundo o relatório, 86% dos escritórios não sabem qual a taxa de emissão de carbono de suas atividades, enquanto mais da metade nem confere o valor da conta de luz.

O relatório “Uma verdade ineficaz” foi apresentado em Bali, na Indonésia, onde representantes de diversos países se encontram até dia 14 para discutir o sucessor do protocolo de Kyoto, sobre aquecimento global. (Globo Online)