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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Greenpeace declara guerra ao Facebook

O Greenpeace não é contra o crescimento do Facebook. Mas queremos ter certeza de que não sofreremos pelas más escolhas da empresa.
Foi o que disse a ONG em relação a atual campanha que move contra a fonte não renovável de energia que vem sendo utilizada pela maior rede social do mundo. Abordando diretamente no video o nome do CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, a expectativa está em cima da resposta dele à critica feita pelo Greenpeace. 

O video produzido reinventa a história de Mark e tem a intenção de chamar os internautas a colaborar em favor da pressão sob o CEO, de modo que este mude de ideia e comece a fazer uso de um método mais ecologicamente correto de produção de energia em sua empresa. Irônicamente, o Greenpeace utilizou seu perfil na própria rede do Facebook para declarar a seguinte opinião sobre Mark:
Seu perfil no Facebook não mostra o status de relacionamento, mas, se o fizesse, poderia dizer "em relacionamento com o carvão"
E é também na própria página do facebook do Greenpeace que as pessoas podem colaborar mandando uma mensagem em prol do meio ambiente diretamente para o perfil do CEO da rede.

De acordo com a ONG Ambientalista, "quando usamos o Facebook aqui, usamos também o carvão americano que alimenta os servidores da rede." Critico, não? Ainda segundo o Greenpeace, o enorme crescimento da rede exigiu de Mark a construção de mais um centro de dados que seria mais uma vez abastecido pelo carvão, o negócio piorou ainda mais quando em seguida decidiu dobrar o tamanho da instalação, o que conseqüentemente duplicaria a quantidade de carvão a ser utilizado .

Indignados e movidos pelo ideal ambientalista, algo que diga-se de passagem até mesmo quem não curte a ONG deveria ter em consciência, o Greanpeace começou então esta campanha e quanto à resposta de Mark Zuckerberg afirmou:
Em carta enviada a Mark Zuckerberg há 16 dias, o diretor executivo do Greenpeace, Kumi Naidoo, manifestou a sua preocupação. Infelizmente, a resposta indica que Mark tem medo de se comprometer.
Bom, o fato é que a campanha já está começando a rodar na boca do povo, especialmente nas sociais, afinal como muitos de nós sabemos o carvão é de fato uma das formas de produção de energia que mais emite os "maledetos" gases de efeito estufa. 


Greenpeace x Facebook, de que lado você fica? 
Veja o video que reinventa a história de Mark.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Exploração ilegal de carvão contribui para desmatamento do Cerrado


Exploração ilegal de carvão vegetal e lenha, insuficiência de políticas públicas para promoção de atividades produtivas sustentáveis e baixa valorização da biodiversidade e dos recursos hídricos estão entre as causas críticas para o desmatamento no Cerrado. Os pontos foram identificados pelos participantes da oficina técnica sobre o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Cerrado (PPCerrado), promovida pelo Departamento de Prevenção e Controle do Desmatamento do MMA, nos dias 4 e 5 de novembro.

O encontro teve por objetivo identificar os problemas e as causas críticas do desmatamento no Cerrado, bem como analisar os fatores de contexto e a pertinência das ações previstas no Plano Operativo para o bioma.

Os resultados da oficina vão subsidiar a construção da versão final do PPCerrado, que passou por consulta pública, entre os dias 10 de setembro e 12 de outubro. O documento tem lançamento previsto para o início de dezembro.

Como resultado da oficina realizada no dia 6 de novembro com os representantes dos órgãos de meio ambiente dos estados do Cerrado (MA, TO, SP, MG, GO, PI, BA, MS e MT e do DF), será realizada oficina específica com os estados de Minas Gerais, Tocantins e Bahia, coordenada pelo MMA, para discutir uma ação conjunta de combate à exploração ilegal de carvão vegetal, expressiva nesses três estados.

Até o dia 16 de novembro, os representantes deverão enviar as ações de responsabilidade dos estados focadas na mitigação e/ou resolução das causas críticas apontadas para compor a parte das ações estaduais do Plano Operativo.

A oficina contou com apoio da Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos (SPI) do Ministério do Planejamento.


Fonte: ASCOM/MMA

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Atividade carvoeira ilegal provoca desertificação no Nordeste, diz Minc

Por Mariana Jungmann, da Agência Brasil

Brasília - No sertão de Pernambuco, as árvores estão sendo queimadas e a caatinga está virando deserto. Essa foi a justificativa apresentada nessa quarta-feira (27) pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, para a derrubada de fornos de carvão promovida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na Operação Vesúvio.

No primeiro dia da operação, 69 fornos de carvão foram destruídos na fazenda Carnaúba, em Serra Talhada, a 400 quilômetros de Recife. O objetivo da iniciativa - que conta ainda com o reforço da Polícia Militar do estado, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal - é destruir mais 200 fornos, nos próximos 3 dias.

O Ibama estima que existam pelo menos 800 fornos ilegais em funcionamento no polígono formado pelos municípios de Serra Talhada, Ibimirim, Salgueiro e Custódia. Os outros 600 carvoeiros estariam escondidos entre galhos, no meio da mata.

"Acabou a moleza. A caatinga não vai virar carvão e o Nordeste não vai virar deserto”, afirmou o ministro referindo-se também aos estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Maranhão.

Segundo Minc, nesses estados nordestinos, o processo de desertificação está avançado e já atinge cerca de 10 milhões de hectares. Uma das vilãs desse processo, disse o ministro, são as carvoarias ilegais, que queimam as árvores nativas sem fazer o manejo adequado.

O produto apreendido hoje seria destinado a siderúrgicas em Minas Gerais e Espírito Santo. Só na fazenda Carnaúba, cerca 750 sacos, de 50 quilos de carvão, eram retirados de cada um dos fornos. Cada fornada consumia de 15 a 20 árvores e os fornos precisavam ser reabastecidos a cada dois dias.

“A atividade é toda ilegal. Desde a extração de árvores nativas, como a ingazeira e a angica, passando pela transformação em carvão sem licença, e, por fim, no transporte que utilizava notas frias”, relatou o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Flávio Montiel.

Com o saco de carvão estimado em R$ 6,50, calcula-se que o lucro da fazenda passe dos R$ 300 mil por mês. A equipe da Operação Vesúvio constatou ainda que os carvoeiros não pagavam os direitos trabalhistas de seus empregados. Os 20 trabalhadores da fazenda fiscalizada recebiam só o valor das diárias (de R$ 10 a R$ 15), não tinham carteira assinada e trabalhavam em condições insalubres.

Mesmo com essas constatações, Francisco Assis, responsável pela carvoaria no momento da operação, garante que não empregava crianças e negou que os empregados estivessem submetidos a condições semelhantes à escravidão. “Nóis é tudo liberto”, afirmou, contando que coordenava trabalhadores de oito carvoeiros e recebia o mesmo valor que os outros.

O funcionário assinou as notificações e recebeu a explicação do ministro de que seria detido para prestar depoimento. “Eu tô assinando com muita parcimônia, mas eu não sou o responsável”, disse.

Nenhum dos donos da fazenda apareceu para se responsabilizar pelas irregularidades durante a Operação Vesúvio. Eles serão multados em R$ 200 mil, devem responder criminalmente e serão obrigados a restaurar o dobro da área desmatada.


(Envolverde/Agência Brasil)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Ibama coordena operação para destruir carvoarias ilegais em Pernambuco

Fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com o apoio de 50 homens das Polícias Federal, Rodoviária Federal e Militar, deflagraram na quarta-feira (27) a Operação Vesúvio, com objetivo de destruir carvoarias ilegais em fazendas localizadas nos municípios de Serra Talhada, Custódia, Ibimirim e Salgueiro, no agreste de Pernambuco.

A primeira ação dos fiscais destruiu cerca de 70 fornos na Fazenda Carnaúbas, em Serra Talhada, de propriedade da família Pereira de Menezes. Um funcionário que estava no local foi detido pelos agentes federais. A estimativa dos fiscais do Ibama é de que, para cada fornada de carvão, aproximadamente 15 árvores da caatinga foram derrubadas. Com isso, os donos das carvoarias faturavam cerca de R$ 300 mil por mês.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, acompanha a operação. Segundo ele, o carvão era vendido para siderúrgicas localizadas na Região Sudeste. “Empresas de Minas e Espírito Santo compravam esse carvão extraído ilegalmente da caatinga. Agora acabou a moleza”, disse. (Fonte: Mariana Jungmann/ Radiobrás)

Carvoarias transformam reserva biológica em pó no Maranhão

Apesar de ser uma área federal de preservação e protegida por lei, na reserva biológica do Gurupi, a palavra lei não quer dizer muito. No meio da mata, homens do Batalhão de Policiamento Ambiental protegem os fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A operação é para fechar carvoarias clandestinas, que funcionam no interior do Maranhão.

Em uma carvoaria, os fiscais encontraram 81 fornos. Todos funcionam sem parar. "É lamentável e chama a atenção da gente. Amanhã, a gente vai precisar e não vai ter”, diz um senhor.

As carvoarias clandestinas funcionam a semana inteira durante as 24 horas do dia. Para abastecer todos esses fornos, os carvoeiros derrubaram milhares de árvores, sem nenhuma autorização dos órgãos ambientais. Em um monte, os funcionários do Ibama encontraram até madeira nobre. Elas já estavam serradas e iriam ser transformadas em carvão.

Todos os fornos foram destruídos. Em uma outra carvoaria, a fiscalização chegou tarde demais. Dentro dos fornos, há apenas restos de carvão. A madeira usada pelos carvoeiros vem da reserva biológica do Gurupi. Pela lei, apenas pesquisadores, com autorização do Governo Federal, podem entrar na reserva.. Mas não é assim que funciona.

"Todo este carvão produzido nas carvoarias é destinado ao abastecimento das siderúrgicas, porque o mercado interno, de padaria, panificadoras e churrascarias não absorve nada desse carvão”, explica o coordenador do Ibama Luís Furtado.

O presidente do Sindicato das Empresas Siderúrgicas, Cláudio Azevedo, nega a denúncia e diz que as indústrias não usam carvão clandestino. “Todo o carvão consumido pelas indústrias siderúrgicas do Maranhão é um carvão que tem origem, em autorização de desmatamento, em projeto de manejo florestal, como também carvão da casca do coco babaçu”, afirma. (Fonte: G1)

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Ar limpo pode acabar com a Amazônia, dizem pesquisadores

Um ar mais limpo devido redução da combustão de carvão poderia ajudar a destruir a Amazônia neste século, segundo uma pesquisa publicada nesta quarta-feira (7) que destaca os complexos desafios da mudança climática global.

O estudo na revista Nature identificou uma relação entre a redução das emissões de dióxido de enxofre por combustão de carvão e do aumento das temperaturas da superfície tropical do Atlântico Norte, que estimula o risco de desertificação da floresta Amazônica.

Com a floresta tropical já ameaçada pela evolução, altas temperaturas globais podem inclinar a balança, afirmam.

"Normalmente, a poluição é algo ruim. Mas neste caso, a melhora do ar pode ter levado, ironicamente, a uma seca da Amazônia", disse Peter Cox, um pesquisador da Universidade de Exeter na Grã-Bretanha, que liderou o estudo.

"Isso só mostra que é preciso lidar com os gases estufa."

A poluição no hemisfério norte limitou o aquecimento no Atlântico norte tropical, matendo a Amazônia mais úmida do que ela normalmente estaria.

Mas com a proteção evaporando devino ao ar mais limpo e aos gases estuda, a floresta agora encara um risco de seca, segundo os pesquisadores.

A Amazônia tem papel crucial no sistema climático global porque contém cerca de 10% do carbono armazenado em ecossistemas terrestres.

Os pesquisadores estimaram que por volta de 2025 uma seca nas mesmas proporções poderia ocorrer a cada dois anos. Em 2060, a crise poderia ocorrer em 9 anos a cada 10 - o suficiente para tornar a Amazônia uma savana, segundo Cox.

As descobertas mostram a necessidade de lutar não só com os gases estufa, mas também com a destruição direta das florestas tropicais, segundo os pesquisadores. (Fonte: Estadão Online)

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Amigos da Terra lançam "carvão e mudanças climáticas"

O Núcleo Amigos da Terra/Brasil está lançando a publicação "Carvão e mudanças climáticas". De acordo com a organizadora Kathia Vasconcellos o livro é destinado a tomadores de decisão e àqueles que ajudam a formar opiniões. Chama a atenção ao fato de que é o homem o responsável pelas alterações climáticas e à necessidade de se reduzir as emissões de gases de efeito estufa. "O Núcleo Amigos da Terra/Brasil trabalha para inserir a questão da queima do carvão mineral nos debates nacionais sobre controle de emissões de gases de efeito estufa, os quais no Brasil, estão muito direcionados ao desmatamento e à queima de florestas. Nosso entendimento é que somente com informações claras sobre o tema será possível fazer escolhas adequadas relacionadas à energia e ao clima," diz a introdução.

Dentre os temas abordados estão as causas e as conseqüências visíveis das mudanças climáticas, a responsabilidade do Brasil, os efeitos nocivos à saúde, a chuva ácida, a alternativa de captura e armazenamento de carbono. A distribuição vai se iniciar na próxima semana.

(Envolverde/Amigos da Terra)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

China diz que não ameaça o planeta, mas depende do carvão

A China, segundo maior consumidor de energia do mundo, atrás dos Estados Unidos, anunciou nesta quarta-feira (26) que seu consumo não é uma ameaça ao resto do planeta, mas sua economia continuará dependendo em grande medida do carvão, maior responsável pela poluição no país.

Um documento publicado nesta quarta-feira pelo Conselho de Estado (Executivo), intitulado "Condições e políticas energéticas da China", afirma que o país "não foi, não é e nem será uma ameaça à segurança energética mundial".

O documento apresenta a situação atual do setor de energia na China. O país é auto-suficiente em 90%, segundo o Executivo. Mas o aumento do seu consumo foi responsável por um terço da alta do preço do petróleo nos mercados internacionais nos últimos meses.

A produção de energia de 2006 na China foi equivalente a 2,21 bilhões de toneladas de carvão standard. O país está em segundo lugar no ranking mundial. Mas seu consumo foi também o segundo maior do mundo, equivalente a 2,46 bilhões de toneladas de carvão.

A dependência chinesa do carvão baixou de 72,2%, em 1980, até 69,4% em 2006. Mas o documento reconhece que a participação do combustível na matriz energética chinesa continuará sendo alta, afetando o meio ambiente.

"O carvão é o principal combustível consumido na China, e esta estrutura energética permanecerá assim por um longo período. Os métodos antiquados de produção intensificam a pressão sobre o meio ambiente, e esta é a principal causa de poluição na China, assim como de gases causadores do efeito estufa", diz o relatório.

O Governo pretende promover uma produção de carvão mais limpa e eficiente para reduzir também a sua dependência do petróleo. Nas conclusões do documento, o Governo chinês reafirma que seu consumo energético é ainda baixo em proporção com sua população, a maior do mundo, com 1,3 bilhão de habitantes. O consumo per capita ainda é equivalente a "três quartos da média mundial", ressalta.

O déficit energético chinês obrigou o país a fechar acordos com países como Irã e Sudão. A dependência do petróleo transforma a China em um dos principais compradores hoje, com um forte impacto no preço do petróleo. Mas o Executivo se compromete no documento a estabelecer acordos de longo prazo com as petrolíferas estrangeiras.

O Governo liberalizará o sistema nacional de preços do combustível, atualmente abaixo das cotações internacionais, e se compromete a promover as energias renováveis e limpas, a tecnologia e a proteção do meio ambiente, segundo o documento de 44 páginas.

No entanto, o Governo não adotou nenhuma das exigências ocidentais para reduzir as emissões de carbono. A China, quarto maior PIB do mundo, se considera um país em desenvolvimento que ainda luta contra a pobreza, e culpa os países ricos pelo aquecimento global.

Segundo os números publicados, o uso de energias renováveis e nuclear somadas subiu de 4% em 1980 até 7,2% no ano passado. (Estadão Online)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Brasil reduziu em 15,7% produção de carvão obtido com desmatamento, apura IBGE

Uma queda de 15,7% na produção de carvão vegetal obtido por meio do extrativismo foi apurada pela pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, divulgada nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número, registrado em 2006 em comparação ao ano anterior, reverteu a tendência de alta observada desde 1998.

Para o gerente da pesquisa, Luis Celso Guimarães Lins, esse é o principal resultado da pesquisa. “A queda foi na produção de carvão oriundo de desmatamento. Então, houve uma diminuição de árvores abatidas com essa finalidade”, afirmou Lins à Agência Brasil. Por outro lado, a produção de carvão proveniente de silvicultura (cultivo de florestas) cresceu. Na soma, a produção de carvão vegetal caiu 6,9%, segundo o IBGE.

A retração na produção extrativista de carvão se deu, basicamente, na Bahia, completou o técnico. A redução no estado foi de 54,6%, de acordo com os dados do instituto. “Em 2005 foram colocadas muitas licenças para desmatamento de áreas para expansão agrícola, levando lá em cima o carvão vegetal da Bahia”, disse Lins. “E em 2006 teve uma fiscalização maior, essas licenças deixaram de ocorrer. Então, deu essa queda boa em termos de Brasil.”

Segundo a pesquisa, a produção de carvão proveniente da silvicultura vem crescendo desde 2002 e aumentou 3,3% no ano passado, totalizando cerca de 2,609 milhões de toneladas – um pouco mais de metade de produção, que foi de 5,114 milhões de toneladas no total.

O principal estado produtor de carvão vegetal de florestas cultivadas em 2006 foi Minas Gerais, com 75,7% da produção nacional, destacando o município de Buritizeiro, com 446,7 mil toneladas. Por outro lado, o principal estado produtor de carvão obtido da extração vegetal foi Mato Grosso do Sul, que respondeu por 24% do total produzido no país. Por municípios, a produção de carvão do extrativismo foi liderada por Jaborandi (BA), com 6,7% da produção nacional.

A pesquisa do IBGE mostra ampliação de 3,5% da produção nacional de madeira em tora na atividade extrativista em relação a 2005. No segmento de florestas plantadas, a variação foi quase zero: o incremento foi de 0,2%. No segmento extrativista, o Pará é o maior produtor, com 52,9% dos 17,985 milhões de metros cúbicos coletados no país. “Os cinco principais municípios produtores estão no estado”, disse Lins.

Já a produção de madeira de florestas plantadas para fabricação de papel e celulose cresceu 0,8%. Concentra-se em São Paulo, que respondeu por 35,6% (mais de um terço) dos 55,114 milhões de metros cúbicos produzidos no Brasil em 2006. “No extrativismo, você tem o destaque do norte do país, onde estão as matas. E na silvicultura, o plantio, você está em São Paulo, Paraná, pega um pedaço da Bahia, Minas, Espírito Santo. É um pedaço mais aqui para baixo”, indicou o gerente da pesquisa.

Para Luis Celso Guimarães Lins, outro destaque da pesquisa é apontar para a manutenção crescente do setor da silvicultura, principalmente para papel e celulose. “A silvicultura tem que se precaver. Se você monta uma indústria, você tem que ter matéria-prima para fazer ela funcionar. O que a gente está vendo na pesquisa é que cada vez mais estão aumentando esses plantios de essências exóticas (isto é, não nativas) visando à manutenção dessas fábricas no futuro e também a exportação de pasta de celulose”, disse Lins, citando eucalipto e Pinus (gênero de pinheiros). (Agência Brasil)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Mais barato e acessível, carvão é maior inimigo do clima

Os altos preços do petróleo levam os países em desenvolvimento a economizar combustível e recorrer a fontes renováveis de energia, e também fazem Índia e China a recorrerem mais do que nunca ao carvão, mais barato, mas altamente poluente.

"Os preços altos do petróleo incitam os países consumidores a investir mais nas fontes de energia alternativas", considera a Agência Internacional da Energia (AIE).

Segundo estudo recente da Agência Francesa de Meio Ambiente e Controle da Energia, a Europa é a região do mundo que mais reduziu a utilização de energia em seu processo produtivo.

Sua intensidade energética é inferior em 30% a dos Estados Unidos, em 40% à da China e até três vezes inferior à dos antigos países do bloco comunista e do Oriente Médio.

Os países europeus já fixaram um objetivo para 2020 para elevar em 20% o percentual de energia renovável consumida e reduzir em 20% suas emissões de gases do efeito estufa.

Também a energia nuclear suscita um novo interesse em muitos países, liderados pelos Estados Unidos, já que produz muito pouco CO2.

No entanto, o carvão domina aprodução mundial de eletricidade, segundo a AIE.

O carvão serve para fabricar 40% da eletricidade no mundo, à frente do gás (20%), das centrais hidráulicas (16%), da energia nuclear (15%), do petróleo (7%) e das energias renováveis (2%), de acordo com dados da agência.

Além disso, a demanda de carvão deve dobrar até 2030, impulsionada pelo consumo de China e Índia, que dispõem de carvão em abundância e precisam dele para suprir as necessidades de suas indústrias.

"Em 2006, a China construiu o equivalente a três centrais de carvão por semana", alerta Cedric Philibert, da AIE.

"Em kilowatts/hora, o carvão é mais barato que o gás e o petróleo. E, ignorando das emissões de CO2, é mais barato que a energia nuclear", explica.

"Construir uma central nuclear requer muito mais tempo que construir uma central de carvão", afirma Jean-Marie Chevallier, professor de economia da Universidade de Paris Dauphine.

"Os Estados Unidos adotaram uma lei a favor da energia nuclear em 2005 e construirão uma central talvez antes de 2015, enquanto uma central de carvão pode ser construída em quatro anos", compara.

Independentemente do preço, o carvão é também mais fácil de transportar que o gás, mais abundante. O mundo dispõe de 40 anos de reservas de petróleo, 60 anos de gás e 165 de carvão.

"Assim sendo, o petróleo não é o pior inimigo do clima, o carvão é bem mais", resume Philibert.

A conferência sobre as mudanças climáticas que acontece na ilha indonésia de Bali tem como objetivo deifnir um roteiro de negociações destinadas a alcançar um novo acordo internacional sobre a redução de emissões de gases de efeito estufa, que como o CO2 são responsáveis pelo aquecimento global. (Yahoo Brasil)