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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

História em Quadrinhos e Educação Ambiental no PROEJA

Com criatividade e bom-humor os alunos do curso de Eletrotécnica do PROEJA desenvolveram tirinhas de histórias em quadrinhos com o tema: “Energias Alternativas e Sustentabilidade”. A proposta conduzida pelo professor de Arte-Educação Alberto de Souza contou com aulas de desenho e estudo da linguagem das histórias em quadrinhos. Contando com a participação do professor Adriano Ferrarez, representando o Grupo de Estudos em Energia Alternativa e Tecnologia Social (GREATS), foi ministrada uma palestra para a turma com vistas a introduzir o tema a ser abordado nas histórias em quadrinhos. A partir daí foram diversas tarefas envolvidas na produção das tirinhas: pesquisa, roteiro, esboço, desenho, finalização à tinta, digitalização, colorização, letreiramento. Primeiramente foi feito um esboço em papel do que seria a história em quadrinhos, a seguir esse desenho foi finalizado à nanquim para, posteriormente, ser digitalizado em scanner. Uma vez obtidos os arquivos digitais, a colorização e letreiramento foram feitos utilizando as ferramentas digitais. Assim os alunos puderam também se familiarizar com o computador e manejar de forma conjugada a arte e a tecnologia.

Alberto de Souza, que é também cartunista com trabalhos publicados na imprensa sob o pseudônimo Beralto e designer gráfico formado pelo IF Fluminense, mostrou-se satisfeito com os resultados: “desde o processo de pesquisa em que os alunos foram estimulados a fazer uma imersão no tema proposto, através de pesquisas referenciais, até a etapa de elaboração das histórias em tiras de quadrinhos, houve uma apropriação espontânea, por parte dos alunos, dos conhecimentos necessários para o processo criativo de uma forma que só a arte pode fazê-lo”.

O professor Adriano Ferrarez, que pretende repetir a experiência em novas oportunidades, comenta que “uma proposta interdisciplinar como essa é importante para que o PROEJA cumpra uma de suas missões qual seja integrar educação, ciência e cultura”.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Colóquio de pesquisadores em Educação Ambiental irão debater mudanças climáticas.

Será realizado no período de 23 a 25 de setembro próximo, em Balneário Camboriu/SC, o IV COLÓQUIO DE PESQUISADORES EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA REGIÃO SUL – IV CPEASul, Encontro da Rede Sul Brasileira de Educação Ambiental, promovido pela Universidade do Vale do Itajaí - Univali, e terá como temática os “Diálogos sobre sustentabilidade: desafios aos educadores frente às mudanças climáticas”.

Informações no site: http://fiaiweb03.univali.br/elis2/tes/modelos/pgevento.php?cd_evento=1163

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Aquecimento pode estar por trás de secas no Brasil


Redação 24 Horas News

Está acontecendo agora, provavelmente vai acontecer de novo. Para cientistas, os extremos climáticos, como a secura que turbina queimadas no Centro-Oeste e na Amazônia, podem estar ligados ao aquecimento global.
O mesmo vale para as enchentes que deixaram 20 milhões de desabrigados no Paquistão nas últimas semanas, ou para a seca na Rússia, a pior da história, que devastou as plantações de trigo e fez aumentar o preço do pão até no Brasil.
Claro, nenhuma dessas catástrofes pode ser atribuída de forma específica às mudanças climáticas globais. É difícil separar os efeitos do aquecimento causado pelo homem da variabilidade natural do clima quando se trata de casos isolados.
"Mas o que se pode dizer é que a frequência com que eventos climáticos extremos ocorrem tende a aumentar", afirma o físico Paulo Artaxo, da USP. Desse ponto de vista, a secura no interior do país, e em especial na região amazônica, é o esperado.
"Os modelos climáticos [projeções do clima futuro feitas em computador] projetam secas maiores no centro e no leste da Amazônia e no Nordeste", afirma o climatologista José Antonio Marengo, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
"No Centro-Oeste haveria mais ondas de calor", disse Marengo, que ontem participava de um evento sobre mudança climática e desertificação em Fortaleza.
ENERGIA EXTRA
Artaxo, da USP, lembra que o primeiro fator responsável por estimular eventos climáticos fora do comum num planeta mais aquecido é a energia sobrando. "Você injeta energia extra no sistema ao aquecer a atmosfera. E essa energia precisa ir para algum lugar", afirma.
Outro ponto crucial, segundo Marengo, é o fato de que continentes e oceanos esquentam a taxas diferentes -é mais difícil esquentar uma massa de água do que a mesma massa de terra.
Como o ciclo da chuva e o dos ventos dependem muito dos mares, a diferença mais acentuada de temperatura entre oceano e continente pode levar a mais vendavais e mais tempestades.
"É como se houvesse uma aceleração no ciclo hidrológico, como se ele virasse um carro andando em quinta."
A estiagem deste ano ainda não virou uma catástrofe no Brasil. "Está só um pouco mais seco do que a média", diz o climatologista Carlos Nobre, também do Inpe.
Já a onda de calor russa tem tudo para virar um estudo de caso, como o evento semelhante que matou 30 mil pessoas na Europa em 2003.
Segundo Nobre, ambas as ondas de calor foram causadas por bloqueios atmosféricos. ""É como se fosse uma bola sobre a região, que não deixa o ar frio entrar."
Nobre diz que não há nenhuma boa teoria ligando os bloqueios atmosféricos ao aquecimento global. Mas cita estudos depois da onda de 2003, mostrando que a probabilidade de ela ter a ver com o fenômeno era de 80%. No caso da Rússia, essa possibilidade é menor, afirma.

Semiárido deve ser região mais afetada por aquecimento global

As mudanças climáticas em todo o mundo devem afetar de forma mais intensa o semiárido nordestino, uma região já tradicionalmente conhecida pela escassez de chuva. Essa é a opinião de cientistas de 90 países, reunidos em Fortaleza.

Veja aqui - http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/08/semiarido-deve-ser-regiao-mais-afetada-por-aquecimento-global.html

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Conama aprova diretrizes para a educação ambiental

Jefferson Rudy
 
Foto Conama aprova diretrizes para a educação ambiental  
A proposta, elaborada em parceria com o Ministério da Educação, deverá estimular a unificação da linguagem e da abordagem dos temas relacionados ao meio ambiente, para evitar levar ao público e à escola informações com conteúdo correto.
25/11/2009
Paulenir Constâncio
Para ampliar a confiabilidade da informação sobre meio ambiente com fins educacionais e promover a cidadania ambiental, o Conama aprovou nesta quarta-feira (25/11), resolução que traça as diretrizes para campanhas e projetos de comunicação e educação ambiental. A proposta, elaborada em parceria com o Ministério da Educação, deverá estimular a unificação da linguagem e da abordagem dos temas relacionados ao meio ambiente, para evitar levar ao público e à escola informações com conteúdo incorreto.

O MEC constatou que várias publicações, até mesmo oficiais, com fins didáticos ou não, contêm informações equivocadas sobre meio ambiente, o que justificou uma decisão do Conama. Rachel Trajber, coordenadora-geral de educação ambiental do Ministério da Educação e representante da pasta no Conselho apresentou em plenário alguns exemplos de uso indevido e incorreto dos conteúdos que dizem respeito ao meio ambiente.

A medida adotada não interfere, nem altera as demais normas educacionais, mas reconhece as informações ambientais dentro do seu caráter ao mesmo tempo específico e transversal, conforme a Lei de Diretrizes de Bases da Educação e os projetos político-pedagógicos das escolas. A resolução destaca alguns conteúdos que devem ser trabalhados por educadores de várias áreas como os impactos socioambientais das atividades humanas, a segurança ambiental e qualidade de vida.

É a primeira vez que se adota, via Conama, uma norma que afeta os setores educacional e de comunicação social, no que diz respeito a estabelecer diretrizes sobre o que deve ser ensinado e como estimular a mídia, com viés educacional, a divulgar informações corretas. As regras valem para o ensino público e privado e abrangem campanhas, programas de comunicação e informação e educação ambientais e projetos ligados à área.

Campos de Altitude - Já a votação da resolução que trata de parâmetros para a identificação e análise da vegetação dos Campos de Altitude, regulamentando artigo da Lei da Mata Atlântica, foi adiada para março de 2010 em razão de pedido de vistas dos representantes do governo do Rio Grande do Sul e do Paraná. Apesar dos argumentos de urgência, levantados pelo Diretor do Departamento de Florestas, do MMA, João de Deus, o regimento obriga a presidência a acatar o pedido. O dois estados do Sul solicitaram, ainda, audiência pública nos estados, o que foi negado pela plenária do Conama.

Calendário - A 96ª Reunião do Conama, que prossegue nesta quinta-feira (26/11) aprovou o calendário de reuniões ordinárias para o ano de 2010. O colegiado volta a se reunir em março do ano que vem, nos dias 17 e 18, em maio nos dias 26 e 27, em agosto dias 25 e 26 e em novembro, nos dias 24 e 25.
 
ASCOM

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O papel dos parques urbanos na educação ambiental.

Os parques urbanos desempenham um papel de destaque para manter viva a aproximação entre o ser humano e o ambiente natural, mas para isso é necessário que haja um intenso cuidado, a fim de não se tornarem “Terra de Ninguém”.

Autora: Gladis Franck da Cunha

1-Vista aérea Redenção

1-Vista aérea da Redenção.

Os parques urbanos são espaços públicos e gratuitos que oportunizam momentos de reencontro com o ambiente natural ou com a vida rural, quebrando a dureza do concreto e do trânsito construídos pelo ser humano e possibilitando momentos de maior liberdade e devaneios.

2-Detalhes do parque de Berlim

3-Detalhes do parque de Berlim

2-3-Detalhes do parque de Berlim em que se observam os contatos entre o ambiente construído e o natural.

A possibilidade de devaneio depende da certeza da segurança. Para isso, os parques devem ser mantidos e cuidados. Em parques alemães como o de Köln há marcas nas árvores, indicando que elas estão sendo constantemente observadas para serem cortadas sempre que houver perigo de caírem.

4-Árvore marcada para ser cortada

4-Árvore marcada para ser cortada.

5-Troncos de árvores cortadas

5-Troncos de árvores cortadas são amontoados para serem posteriormente utilizados pela prefeitura de Köln.

Em Viena, os arbustos cobertos durante o inverno indicam que este local está sendo constantemente vigiado e preservado. Além disso, estes cuidados mostram que as relações entre o ser humano e a natureza podem ser harmônicas e nós nos constituirmos em um fator de preservação, em vez de destruição, chamando a atenção para nossa responsabilidade de manter o local limpo.

6-Viena arbustos cobertos

6-Arbustos cobertos em Viena.

Em alguns parques podem ser realizados passeios a pé ou de bicicletas e observadas cenas rurais, como em Köln onde há um rebanho de ovelhas, sendo diariamente pastoreado.

7-Rebanho de ovelhas ao longo do passeio

7-Rebanho de ovelhas ao longo do passeio

8-O cão pastor se dedica ao seu trabalho

8-O cão pastor se dedica ao seu trabalho sem se deixar intimidar pelos visitantes curiosos.

O contato entre o ambiente natural e o construído permite a comparação entre tecnologias antigas e modernas. A velha pastora evita olhar para máquina fotográfica enquanto realiza um trabalho usando procedimentos milenares vestindo indumentária contemporânea para proteger-se do frio. Um carrinho de bebê sofisticado possibilita uma convivência confortável desde os primeiros anos com ambientes naturais, mesmo no frio inverno alemão. Estas imagens indicam que algumas coisas permanecem, enquanto outras mudam.

9-A pastora e seu rebanho

9-A pastora e seu rebanho.

10-Homem passeando com bebê no parque de Köln

10-Homem passeando com bebê no parque de Köln.

O contato com animais selvagens “urbanizados” também é possível em parques. Em geral, podem ser observadas aves, mas também podemos visualizar e até tocar em alguns mamíferos conhecidos ou não.

11-Casal de patos Mandarim se preparando para uma soneca

11- Casal de patos Mandarim se preparando para uma soneca.

12-Pequeno esquilo entre galhos e o inicio do brotamento

12-Pequeno esquilo entre galhos e o inicio do brotamento.

13-Harém de renas anãs, com o macho à frente

13-Harém de renas anãs(?), com o macho à frente, circunda mulher e criança na perspectiva de receber pedacinhos de pão.

14-Cisne se aproxima curioso

14-Cisne se aproxima curioso com a perspectiva que o fotógrafo lhe presenteie com algum quitute.

Outro encontro presente nos parques é o da natureza e com a arte, dessa forma durante os devaneios é possível sensibilizar o olhar para obras de arte e ser sensibilizado por elas.

15-Escultura contemporânea no parque de Köln

15-Escultura contemporânea no parque de Köln.

16-Anjo da Paz no Centro do Parque de Berlim

16-Anjo da Paz no Centro do Parque de Berlim reúne os fragmentos de um parque que é recortado por largas avenidas.

17-Chafariz Redenção

17-Escultura em fonte do Parque da redenção em Porto Alegre.

18-A parede de vidro

18-A parede de vidro na construção à beira do Parque de Köln possibilitou uma decoração mutável pelas transformações sazonais, ângulo de observação e luminosidade que incide sobre a vegetação.

Um passeio por um parque pode aliviar as tensões do ambiente urbano e possibilitar atividades físicas saudáveis como caminhadas ou corridas. Para tanto, estes espaços gratuitos, que constituem um patrimônio comum dos munícipes, precisam ser priorizados pelo poder público que deve garantir a sua preservação e proteção, a fim de que possam ser utilizados como espaços de educação por pais e filhos ou por grupos de estudantes e professores, pois a convivência em ambientes naturais favorece a sensibilização pelas questões ambientais.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

III CNMA aprova mais de 650 propostas com destaque para educação ambiental

Terminou na madrugada deste domingo (11/05) a terceira edição da Conferência Nacional do Meio Ambiente, em Brasília, que teve as mudanças climáticas como tema central. O evento reuniu mais de 1.200 delegados de todo o país, que aprovaram cerca de 650 propostas na plenária final após quase cinco dias de debates. Na avaliação do secretário de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Hamilton Pereira, responsável pela coordenação de todo o processo da CNMA, um dos destaques ficou por conta da inclusão da educação ambiental em uma parte significativa das propostas finais.

"O conjunto das políticas propostas para a área da educação ambiental chama a atenção porque revela a percepção dos setores que se mobilizaram para a conferência da necessidade de mudança do comportamento, de mudança no padrão de produção e consumo. Mostra que a sociedade brasileira recolheu esse tema, agendou, pautou e está trabalhando numa perspectiva que aponta para as gerações futuras", disse.

Para ele, a conferência ficou acima da expectativa. "Estamos coroando um processo que foi altamente amplo. Nós alcançamos todos os estados da federação e a qualidade do que vimos aqui é muito reveladora da profundidade desse processo", acredita.

Durante a conferência nacional 16 grupos de trabalho discutiram propostas de mitigação e adaptação às mudanças do clima em áreas como saúde, recursos hídricos, florestas, transporte, agropecuária, indústria, entre outras. O texto-base, formulado a partir das propostas colhidas nas mais de 700 conferências municipais e estaduais, com a participação de cerca de 100 mil pessoas, contava com mais de cinco mil proposições.

O último dia da conferência teve debates acalorados em torno de temas polêmicos como a transposição do Rio São Francisco e a construção de rodovias na Amazônia. Para a secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, Thelma Krug, outros pontos aprovados na plenária também são polêmicos como o uso de plantas exóticas no reflorestamento. Para ela, ainda há um preconceito em relação ao uso das exóticas apesar de elas fazerem parte de alguns biomas. "Muitas coisas poderão ser aproveitadas no plano (de mudanças climáticas) e outras terão que ser reavaliadas. Ainda não é possível definir um percentual do que será aproveitado, mas vamos trabalhar nisso", afirmou.

Segundo Hamilton Pereira, as resoluções serão consolidadas pelo Ministério do Meio Ambiente e encaminhadas ao presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva para auxiliar na elaboração do Plano e da Política Nacional de Mudanças do Clima. "Faremos com que esse material, vindo da sociedade, chegue às mãos do presidente Lula para que o governo consulte as outras áreas aqui mencionadas e venha a incorporar essas propostas no projeto de lei que será encaminhado ao Congresso Nacional", explicou.
(Fonte: Assessoria de Comunicação / MMA)

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Países lusófanos debatem educação ambiental em Angola

O diretor do Departamento de Educação Ambiental (DEA) do Ministério do Meio Ambiente, Marcos Sorrentino, participará da segunda reunião do Comitê Gestor do projeto Educação Ambiental na CPLP no Marco da Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, a ser realizada entre os dias 20 e 22 de abril, em Luanda, Angola. O DEA ocupa a secretaria-executiva do projeto. A reunião contará com os gestores de educação ambiental de todos os países-membros da CPLP: além de Brasil e Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Portugal e Timor-Leste.

O projeto, que conta com o apoio do Secretariado-Executivo da CPLP, propõe que os países de Língua Portuguesa cooperem para o fortalecimento da educação ambiental, conforme indicado na Plataforma de Cooperação da CPLP na Área Ambiental  documento assinado em maio de 2006 pelos ministros de Meio Ambiente dos oito países-membros. Nele, Brasil e Angola assumiram o papel de coordenadores do tema, considerado prioritário pela CPLP.

O objetivo dessa segunda reunião é definir o cronograma de atividades previstas no projeto, que inclui missões oficiais de formação de técnicos nos oito países e um Seminário CPLP de Educação Ambiental a ser realizado no Brasil em 2009. Articuladas com outros parceiros, essas ações deverão resultar em duas iniciativas correlatas: o Programa CPLP de Educação Ambiental e a Campanha CPLP Frente às Mudanças Socioambientais Globais.

A reunião servirá também como ponto de partida para a implantação de uma Rede de Salas Verdes na Comunidade. Ao todo, serão 16 centros de educação ambiental, dois em cada país-membro da CPLP, a serem geridos por seus respectivos governos e sociedades civis.

A reunião contará também com a apresentação de três documentários sobre o projeto Salas Verdes, produzidos pelo DEA em parceria com a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC). Os filmes têm como intuito levar a bem-sucedida experiência brasileira  o País já possui 390 Salas Verdes implantadas  aos outros países da CPLP. "Filmamos em Cananéia (SP) e Maragogipe (BA), duas regiões de preservação de mangue, que guardam relações com áreas remanescentes de quilombo", diz Mariana Dourado, responsável pelo projeto Salas Verdes no DEA. "Escolhemos lugares que demonstram integração de propostas do ministério - como Coletivos Educadores, Coletivos Jovens, Agenda 21 e Pontos de Cultura - e proximidade cultural entre Brasil e Angola".

Os documentários, que têm entre cinco e oito minutos de duração, apresentam trechos rodados por membros das próprias Salas Verdes. Os filmes retratam o processo de instalação dos centros; sua gestão e relação com a comunidade; os processos de enraizamento e dinamização das políticas públicas e algumas das ações de transformação da realidade promovidas a partir das Salas.

A reunião do comitê gestor do projeto Educação Ambiental na CPLP antecede a ocorrência, no mesmo local, da IV Conferência de Ministros de Meio Ambiente da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que também contará com a presença do diretor Marcos Sorrentino e de técnicos do DEA. (Fonte: MMA)

domingo, 13 de abril de 2008

Comissão aprova criação da Semana de Educação Ambiental

Por Newton Araújo Jr, da Agência Câmara

A Comissão de Educação e Cultura aprovou o Projeto de Lei 1960/07, do deputado Maurício Rands (PT-PE), que institui a Semana de Educação Ambiental nas instituições de educação infantil e de ensino fundamental e médio das redes pública e privada. As comemorações da semana serão realizadas anualmente, na primeiro quinzena de junho, com atividades planejadas de modo integrado e desenvolvidas em todos os componentes curriculares. Em 5 de junho, já é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente e a Semana Nacional do Meio Ambiente.

O relator do projeto, deputado Iran Barbosa (PT-SE), afirma que a Semana de Educação Ambiental será um marco para reflexão e ação em torno de atividades relacionadas ao tema, tanto da parte dos alunos como dos professores e de toda a comunidade escolar. A proposta altera a Lei da Política Nacional de Educação Ambiental (Lei 9.795/99).

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo* e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.


* Caráter conclusivo
Rito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações:
- se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra);
- se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total).
Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário.

Crédito de imagem: Ipam

(Envolverde/Agência Câmara)

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

MMA promove oficina de educação ambiental no Parque Nacional de Brasília/DF

O Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente vai promover uma oficina demonstrativa no Centro de Visitantes do Parque Nacional de Brasília (Água Mineral) para a implantação, na cidade, do programa de formação de educadores ambientais Trilha da Vida: (Re)Descobrindo a Natureza com os Sentidos. A idéia é apresentar e vivenciar o programa para futuramente compor, com os inscritos, um núcleo disseminador dessa metodologia em Brasília. A oficina ocorrerá nos dias 13 e 14 de dezembro, mas as inscrições - que serão 40, no máximo - estão abertas até este sábado (1º de dezembro).

Segundo Catia Hansel, da equipe central do programa, o participante é convidado a percorrer uma trilha que o estimula a usar os sentidos para perceber o meio ambiente. "Fazemos um percurso perceptivo, de olhos vendados, pela mata", diz. "Em seguida, o participante traz suas impressões para uma roda de diálogo", explica. Assim, por meio da reaproximação com o meio ambiente, eles são levados a fazer uma reflexão crítica quanto às relações históricas entre sociedade, indivíduo e meio ambiente.

Podem participar da oficina estudantes, profissionais e instituições que atuam no campo da educação ambiental em Brasília. Os interessados devem entrar em contato com Catia no e-mail catia.hansel@mma.gov.br , ou Miria Lucia, no e-mail miria-lucia.holanda@mma.gov.br . Informações podem ser obtidas também pelo telefone 3317 1343. (MMA)

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

MMA lança kit de publicações sobre educação ambiental

Primeira publicação brasileira a receber o Selo de Reconhecimento da Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014) da ONU - Organização das Nações Unidas, o kit de publicações Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis: Uma Coletânea para Pensar e Agir será lançado nesta quinta-feira (08), a partir das 8h30, no hall de entrada da CDU - Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados. O kit, que tem edição limitada, contém documentos técnicos do ProNEA - Programa Nacional de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, em parceria com a Unesco - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Cultura e a Ciência.

O lançamento ocorrerá pouco antes da realização do seminário Metrópoles Sustentáveis: Responsabilidades Individuais e Coletivas, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e a CDU. No evento serão apresentadas iniciativas variadas, de autoria de diferentes segmentos da sociedade, que enfrentam um desafio comum: fomentar mudanças comportamentais, de atitudes e de valores naqueles que hoje vivem em grandes regiões metropolitanas. Aberto ao público, o encontro ocorrerá na plenária da CDU e contará com a participação do Departamento de Educação Ambiental do MMA. (MMA)

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Educação ambiental e mudanças climáticas em debate no Senado

O secretário de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (Saic) do Ministério do Meio Ambiente, Hamilton Pereira, apresentou na segunda-feira (15), no Senado Federal, algumas das iniciativas de educação ambiental implementadas pelo governo brasileiro para enfrentar o problema das mudanças climáticas - entre elas a criação da Saic; a realização da 3ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, no ano que vem; a instituição, pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, do órgão gestor da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA); e a busca de capilarização em todas as regiões e setores do País, por meio dos coletivos educadores, potencializando as iniciativas já existentes. A apresentação ocorreu na Sala 3 da Ala Alexandre Costa, no Anexo II do Senado, em Audiência Pública de Educação Ambiental na Comissão Mista Especial destinada a acompanhar, monitorar e fiscalizar as ações referentes às mudanças climáticas no Brasil.

"Para nós, do Ministério do Meio Ambiente, é de fundamental importância esse espaço de diálogo institucional", disse o secretário - ao lembrar que, no passado, o Brasil "educou gerações e gerações a partir de uma percepção de que os recursos naturais eram infinitos". E enfatizou: "Ao longo do século 20, glorificamos a megabiodiversidade brasileira, mas não cuidamos de preservá-la". Hoje, porém, ao retomar um novo ciclo de desenvolvimento, o secretário expôs o que vê como o "triplo desafio" a ser enfrentado pelo País: "em primeiro lugar, retomar o crescimento inclusivo, distribuidor de renda; em segundo, preservar e aprofundar as conquistas democráticas dos últimos 30 anos; e, em terceiro, incluir a sensibilidade ambiental que faltou aos ciclos anteriores". "É necessário que o Estado brasileiro reconstitua os seus instrumentos para que se possa fixar, de maneira estruturante, a questão da sensibilidade socioambiental no País", concluiu.

Também participou da audiência o diretor de Educação Ambiental do MMA, Marcos Sorrentino. Em sua apresentação, citou a importância do órgão gestor da PNEA: "Ele se destaca como uma iniciativa transversal, que busca sinergizar os poucos recursos disponíveis para a educação ambiental". Sorrentino lembrou que, nos últimos quatro anos, o governo desenhou o Sistema Nacional de Educação Ambiental (Sisnea), "hoje em debate junto à sociedade brasileira".

Estavam presentes também a coordenadora-geral de Educação Ambiental do Ministério da Educação, Rachel Trajber; a especialista em Educação Ambiental Eda Tassara; e a coordenadora-geral da organização não-governamental Instituto Ecoar para Cidadania, Miriam Duailibi - representantes, respectivamente, do governo, da academia e da sociedade civil. (MMA)

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Congresso internacional de educação ambiental tratará sobre mudanças climáticas

O Ministério do Meio Ambiente participará, de 24 a 27 de setembro, do I Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países Lusófonos e Galícia, em Santiago de Compostela, Galícia, Espanha. O MMA será representado por gestores do Departamento de Educação Ambiental. Os participantes discutirão estratégias para o enfrentamento das mudanças climáticas e a conservação da biodiversidade, pela ótica da sustentabilidade e da instrumentalização da cooperação internacional.

Durante o evento, ocorrerá o lançamento de um programa conjunto de Educação Ambiental para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O programa consolida parte das recomendações elaboradas na reunião de Ministros de Meio Ambiente dos oito membros da CPLP (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal e Timor-Leste), em 2006, que resultou na definição da Plataforma de Cooperação da CPLP na Área Ambiental. Por meio de seu Departamento de Educação Ambiental, o MMA tem colaborado com países da Comunidade, como Angola e Moçambique, apoiando o desenvolvimento de seus próprios Programas Nacionais de Educação Ambiental (ProNEA).

Salas verdes - Aprovada a versão atual do programa conjunto de Educação Ambiental, a CPLP passará a contar com 16 centros de informação e referência chamados Salas Verdes, dois em cada país - um em instituição pública, outro em entidade social. A instalação das Salas Verdes, bem como a definição das bases de uma campanha internacional de educação ambiental com ênfase nas mudanças climáticas e o aprofundamento e a qualificação do conceito de educação ambiental, possibilitará aos países da CPLP aprofundarem a integração dos seus gestores e educadores ambientais, explica a técnica do Departamento de Educação Ambiental/MMA, Daniela Ferraz. Além disso, acrescenta ela, o programa fortalecerá a plataforma de cooperação da CPLP em outras áreas relacionadas, em benefício da proteção ambiental e da sustentabilidade socioambiental das nações envolvidas.

As Salas Verdes serão espaços virtuais de comunicação para o intercâmbio de experiências, opiniões, pesquisa, estudo e realização de oficinas de formação. A implementação desses espaços prevê também a oferta de publicações especializadas sobre educação ambiental e outras questões que afetam o dia-a-dia do planeta, como mudanças climáticas, energias renováveis, combate à desertificação, mitigação dos efeitos da seca, ecoturismo, gestão ambiental marinha e costeira, gestão de resíduos, gestão integrada de recursos hídricos e proteção à biodiversidade. Além disso, a Comunidade onde está inserida a Sala Verde participará de processos educacionais definidos em um projeto pedagógico.

Completado um ano de implementação do programa, pretende-se que as Salas Verdes possuam um acervo de 200 títulos (cerca de 25 de cada país da CPLP) e atuando em parceria com a Comunidade, contribuindo para a melhoria socioambiental nos países lusófonos.

Interessados em participar do I Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países Lusófonos e Galícia podem encontrar informações sobre programação, inscrição e outras no site www.ealusofono.org. A idéia do evento - organizado pelo Centro de Extensión Universitaria e Divulgación Ambiental de Galicia - surgiu durante o Congresso Iberoamericano de Educação Ambiental, ano passado, em Joinville (SC).

MMA