Fonte: Ambiente Energia
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
As alternativas da alternativa
Fonte: Ambiente Energia
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Cidade gaúcha de Osório tem o maior parque eólico da América Latina
Por Rodrigo Trespach
Foto de Tiago Lopez Trespach
Um ditado popular no brasil aponta "lá onde o vento faz a curva", em referência a um lugar que é muito, muito distante. Soa pejorativo na maior parte dos usos, mas, para os moradores de Osório, no Rio Grande do Sul, esse lugar é a casa deles - e com orgulho. Localizada no pé da serra Geral, em uma vasta planície repleta de rios e 23 lagoas, a cidade é um corredor natural para a passagem do vento e a criação de correntes ascendentes. É na região do morro da Borússia, por exemplo, que o sopro austral conhecido como minuano - nome de uma tribo indígena extinta - surge de sua jornada desde o interior gaúcho em direção ao oceano Atlântico. O seco e gélido minuano, que ultrapassa com facilidade os 30 quilômetros por hora, não é o único nem o mais temido vento que costuma fazer a curva em Osório. O nordeste, ou "nordestão", como é chamado pelos moradores, pode atingir 100 quilômetros por hora. Comum no verão, dura três dias, mas acaba com a paciência dos osorienses em bem menos tempo.
Em Osório, o vento é mais que apenas uma força invisível - é protagonista do cotidiano e da economia local. Emancipado desde 1857, o município sempre subsistiu sem maiores ambições com base nas atividades agrícola e comercial. Moradores antigos costumavam dizer que ele só conseguiria se desenvolver de verdade quando conseguisse "engarrafar o vento". O futuro chegou em abril de 2006. No dia em que o próprio presidente da República acionou o primeiro aerogerador dos Parque Eólico de Osório (são três parques, Sangradouro, Osório e dos Índios, conectados a uma única subestação), o maior complexo gerador de energia do vento da América Latina, inaugurou-se uma fase não apenas para a cidade mas para todo o país. Osório afinal havia conseguido "engarrafar o vento".
Hoje são 75 aerogeradores em funcionamento. Cata-ventos gigantes, as torres de concreto têm 98 metros de altura e cada uma das três pás que compõem o rotor pesa mais de 5 toneladas em seus 35 metros de comprimento. Com potencial de 150 megawatts/hora, o sistema gera aproximadamente 425 gigawatts anuais de energia, suficientes para abastecer o consumo doméstico de 650 mil pessoas - mais de 15 vezes a população de Osório - e evitar a emissão de 148 mil toneladas de CO2 na atmosfera pelo sistema elétrico brasileiro, economizando 36,5 mil toneladas de petróleo e 41 milhões de metros cúbicos de gás natural. Segundo dados de 2010 da Associação Brasileira de Energia Eólica, Osório produz20% dessa energia no país. E 50 novos aerogeradores estão sendo construídos.
Se o parque rende tributos aos cofres públicos, os vendavais, por outro lado, costumam causar estragos e prejuízos. Ao longo da RS-289, a Estrada do Mar, que liga Osório a Torres, no extremo norte do litoral gaúcho, as tendas de produtos típicos, as placas de publicidade e os eucaliptos que cercam os dois lados da rodovia sempre são castigados pelos ventos. Raízes expostas, galhos na estrada, casas destelhadas e outdoors desfigurados são visões comuns.
Pode ser difícil sair à rua em dia de nordestão. As mulheres evitam usar saia e prendem o cabelo; varais com roupas expostas parecem querer decolar; andar de bicicleta é um desafio olímpico. Certas pessoas, porém, acolhem a ventania como se ela fosse uma dádiva: os adeptos de esportes como o windsurf e o kitesurf, que lotam as águas da lagoa dos Barros. Com velocidade máxima de 85 quilômetros por hora, a raia local só é superada pelas marcas alcançadas por esportistas náuticos nas águas de Lüderitz, na Namíbia, costa sudoeste da África.
Outra modalidade dos esportes do vento é o planador, avião sem motor que depende exclusivamente das correntes ascendentes para planar. O aeroclube da cidade, o Albatroz, foi fundado, no início da década de 1950, por pioneiros da atividade no país, caso de Darci Assis, uma lenda da aviação brasileira. O Albatroz detém o recorde sul-americano de permanência no ar com planador, com uma marca impressionante. Em outubro de 1954, Almiro F. Barrichello e Adalberto Jayme Meneghini permaneceram 11 horas e 37 minutos nos céus da região.
Hoje, ainda que as façanhas de Almiro Barrichello, Meneghini e Assis, falecido em 2005, tenham ficado no passado, a nova geração de voadores luta por seu espaço. O número de pilotos formados no Albatroz cresceu nos últimos anos. Muitos deles seguem carreira nas grandes companhias aéreas do país, mas regressam para Osório sempre que possível - e por uma razão especial. "Apenas com o planador pode-se voar de verdade", dizem em uníssono. A cidade habituou-se ao barulho dos rebocadores, aviões responsáveis em levar os planadores a uma altura na qual possam ser soltos do cabo que os prende. Libertos, os planadores misturam-se aos pássaros, deslizam sobre a vasta bacia hidrográfica, as encostas verdes ainda intocadas do morro da Borússia e retornam mansamente ao ponto de partida, em uma sequência de subidas e descidas que só termina quando o sol se põe no horizonte.
Foi nos céus que, em setembro, o instrutor de voo Frederico Reckziegel, de 29 anos, desfrutou ao mesmo tempo das duas maiores paixões de sua vida. Depois de 11 anos de namoro, ele resolveu subir ao altar com Giani Tricai, de 26. Mas, antes da cerimônia na Igreja do Porto, onde de fato oficializariam o casamento dias depois, ele convidou Giani para um voo especial. "Eu não queria que fosse um passeio como nos tempos de namoro. Daquela vez, eu precisava de uma prova de amor", conta Frederico. Assim se fez. A noiva entrou na cabine do planador Blanik como manda o figurino: de vestido, véu e grinalda. Não faltaram olhares curiosos do público, sempre presente às margens da pista para apreciar as aeronaves. A operação envolveu três aviões, equipe de solo e uma sessão de fotografias para registrar o sonho. Frederico ganhou um presente memorável de sua noiva e o aeroclube registrou outro evento histórico. O velho Darci Assis gostaria de ter presenciado aquele momento.
Publicado em 12/2010
Fonte: National Geographic
domingo, 19 de dezembro de 2010
10 links sobre energia limpa
1. http://www.businessgreen.com
BusinessGreen é um site de negócios de Londres, que oferece às empresas as últimas notícias e melhores práticas de como se tornar ambientalmente responsável, sem que a empresa perca o foco de seu negócio. Eles oferecem muitas oportunidades de anúncios e patrocínios, como por exemplo a divulgação de vídeos curtos produzidos pelas empresas, sobre suas práticas sustentáveis. O site divulga eventos, possui enquetes, seções de dicas, colunas de debate e opiniões de especialistas
2. http://www.youtube.com/watch?v=G3WTqK_XgKc
Reportagem sobre a descoberta de cientistas da Universidade de Rio Grande, para utilização de uma lama retirada do Porto de Rio Grande que pode ser usada para geração de energia. Essa lama era colocada fora, porém ela possui a presença da bactéria "micróbio elétrico", a qual, se armazenada em quantidade suficiente, permite a criação de uma usina energética, com capacidade de abastecer cidades do tamanho de Florianópolis.
3. http://www.youtube.com/watch?v=fBptS_3xt78
Reportagem sobre uma pesquisa de alunas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso, que busca reduzir a quantidade de efluentes químicos, especialmente o sulfato de alumínio, usados na fabricação de tintas. O objetivo é a redução de custos e proteção do meio ambiente. Para a limpeza dos efluentes, o estudo propõe o uso de polímeros naturais, vindos da natureza, como o quiabo, por exemplo.
4. http://www.jnjbrasil.com.br/reach/sobre.html
Link para o site da empresa Johnson & Johnson, apresentando a escova REACH ECO Essencial. Esta escova tem na sua composição o uso de material reciclado pré-consumo, ou seja, 40% do cabo é fabricado mediante o reaproveitamento de resíduos plásticos que sobravam da produção de outros produtos.
5. http://www.youtube.com/watch?v=ciPkTz_KCSw
Link sobre uma empresa brasileira que aplica o conceito de P+L no seu processo de produção. Eles trabalham com pedras e granitos, os quais geravam um acúmulo de resíduos, que não eram reaproveitados. Hoje são utilizados para inúmeros fins, como fabricação de cimento.
6. http://super.abril.com.br/superarquivo/2003/conteudo_288190.shtml
Link para o site da revista SuperInteressante, que mostra uma iniciativa do Consórcio Univias, fazendo o uso de tecnologia para o reaproveitamento da borracha de pneus descartados para a produção de asfalto. Além de trazer mais economia, resolve um grave problema ambiental, já que o tempo de vida de um pneu é de 300 a 400 anos.
7. http://www.youtube.com/user/RecicleSeuSurf
Um grupo de amigos se juntou para fazer a primeira prancha de surf de garrafas pet do Brasil, utilizando apenas várias garrafas e uma cola caseira, bem resistente. Este vídeo é uma ação com o intuito de mostrar que, com criatividade e pouco dinheiro, pode-se reaproveitar o lixo, criando algo útil e divertido.
8. http://www.bnb.gov.br/content/aplicacao/Meio_Ambiente/Acoes/gerados/producao_mais_limpa.asp?idTR=meioambiente
Link para uma página no site do Banco do Nordeste, que apresenta um Projeto de Produção mais Limpa. Seu objetivo é patrocinar a instalação de Núcleos de Tecnologias Limpas, formar consultores em Produção mais Limpa, disseminar os conceitos e financiar projetos de tecnologias limpas aos empresários nordestinos.
9. http://www.cebds.org.br/cebds/eco-pmaisl-conceito.asp
Link para uma página que trata sobre P+L, no site do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). Fundado em 1997, o CEBDS é uma coalizão dos maiores e mais expressivos grupos empresariais do Brasil, cujo desafio é criar condições no meio empresarial e nos demais segmentos da sociedade para que haja uma relação harmoniosa entre as três dimensões da sustentabilidade: econômica, social e ambiental.
10. http://www.mesaproducaomaislimpa.sp.gov.br/
Fórum sem fins lucrativos, criado em 2001, formado por mais de 1000 associados, com âmbito multi-setorial, com participação aberta e voluntária, conduzida por pessoas interessadas em tornar a Produção Mais Limpa um instrumento importante para a produção e o consumo sustentáveis de bens e serviços, bem como contribuir para o aumento da satisfação de todas as partes interessadas da sociedade, através do uso das estratégias e meios proporcionados pela Produção Mais Limpa.
Fonte: 2020 Sustentável - Capitalismo Natural e Produção + Limpa
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Nove países da UE prometem a construção da rede de energia eólica em alto mar
Nove países europeus prometeram nesta segunda-feira, construir mais ligações entre as estações de energia eólica no Mar do Norte e da Irlandês, o que poderia ajudá-los a aumentar a produção de energia renovável.
Produtores de energia eólica se queixam de que há poucas ligações entre os países e permitir que as centrais possam conduzir rapidamente sua produção quando necessário. Executivos da UE também pediram uma rede de distribuição de energia mais elaborada, por toda Europa para assim garantir o fornecimento de energia e evitar apagões.
Ministros da Energia da Grã-Bretanha, Alemanha, França, Holanda, Suécia, Dinamarca, Bélgica, Irlanda e Luxemburgo prometeram desenvolver uma nova rede de energia em alto mar para conectar a eletricidade produzida nos parques eólicos em alto mar.
A União Europeia tem o objetivo de gerar um quinto de toda a sua energia de fontes renováveis até 2020 para reduzir a dependência da importação de petróleo e gás, e para cumprir os objetivos das mudanças climáticas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa.
A energia eólica provavelmente irá desempenhar o papel principal. A European Wind Energy Association diz que o vento poderia gerar até 16 por cento de toda a energia da UE – ou um terço de toda a eletricidade – até 2020, se os governos ajudar a financiar os produtores de energia eólica e as redes de distribuição de energia.
Parques eólicos em alto mar utilizam turbinas maiores e mais potentes plantada no fundo do mar e podem gerar em torno de um terço a mais de potência do que parques em terra. Porem, são também muito mais caros de construir e manter.
AmbienteBrasil
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Energia solar se recupera e pode ter um novo boom
Tudo uma questão de planejamento. Os primeiros meses de 2009 foram terríveis para a indústria solar, com algumas empresas registrando perdas bilionárias. Porém, bastou o mercado começar a se recuperar para que o país mais preparado pudesse aproveitar os baixos preços dos componentes e dos painéis solares e mostrar porque é o líder mundial em renováveis.
A capacidade instalada este ano representa praticamente o dobro do volume de 2008, 1,6 GW. Indústrias do setor afirmaram que o baixo preço e a alta oferta de painéis foram os principais fatores responsáveis pelo crescimento, e que ele só não foi maior porque os fornecedores já estão no limite.
“Estamos surpresos como a demanda se fortaleceu. Apenas não alcançaremos mais de 3 GW porque não há mais capacidade. Estamos trabalhando no limite”, afirmou à Reuters o presidente da Associação das Indústrias Solares da Alemanha (BSW),Carsten Koernig.
De acordo com a BSW, esse crescimento recorde também se deve aos sinais do governo de que pode reduzir os incentivos para o setor nos próximos meses, já que considera que a indústria está madura e que não precisaria mais de tantos recursos públicos. Dessa forma, os investidores estariam aproveitando para começar projetos agora, para ainda serem favorecidos pelas atuais regras.
“Mas estamos confiantes que o governo não deseja colocar em risco a indústria, e se realmente acontecerem alguns ajustes, eles serão mínimos. O governo já nos deu importantes sinais de que ainda está apostando nas energias renováveis”, concluiu Koernig.
Projeções
Em 2009, a indústria experimentou um período ruim causado principalmente pela crise de crédito e o declínio de quase 50% nos preços de módulos solares.
Para o próximo ano, analistas estão prevendo uma grande melhora, com os produtos chineses tendo um maior impacto no mercado e com os cortes previstos nos incentivos europeus sendo menores do que era temido.
“Ainda existem algumas incertezas, mas acredito que em seis ou 12 meses o mercado solar estará bem melhor que agora e as ações valendo mais”, afirmou o analista da consultoria Cowen and Co, Rob Stone.
A queda dos preços dos painéis solares também deve se tornar um atrativo para novos investimentos. Espera-se uma redução de até 15% no custo deles, mas as empresas fornecedoras devem conseguir manter uma margem de lucro confortável pelo aumento de outros componentes, prevêem analistas.
O CEO da Q-Cells, Anton Milner, uma das maiores fabricantes de células solares do mundo, espera que a demanda cresça na primeira metade de 2010, um alívio depois ter tido prejuízos de quase um bilhão de euros nos primeiros nove meses de 2009. Outras empresas, como a Conergy e a Phoenix Solar, também tem essa visão, e aguardam um novo impulso no setor no próximo ano.
As previsões coincidem ao anunciar uma retomada na energia solar, assim como nas renováveis em geral, depois de um período de incertezas. Apenas na Alemanha, a indústria solar emprega 54 mil pessoas e movimentou € 9,5 bilhões em 2008.
Fonte: Carbono Brasil.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Fontes alternativas não conseguirão substituir combustíveis fósseis, diz secretário do MME
Altino participou do Seminário de Internacional de Biocomustíveis e Energia Nuclear, que acontece no Rio de Janeiro até esta sexta-feira (4). De acordo com o secretário, o esforço para desenvolver combustíveis alternativos ao petróleo é uma questão de mercado e do preço do petróleo no cenário externo.
"O esforço para desenvolver outros tipos de combustíveis passa pelo preço do petróleo no mercado internacional, é a chamada lei da oferta e da procura. O que acontece, em termos práticos, é que as fontes alternativas que sejam competitivas como o petróleo serão desenvolvidas, como estão de fato sendo", disse o secretário.
Durante o evento, o embaixado francês para Negociações Climáticas e ex-ministro do Meio Ambiente, Brice Lalonde, disse que o Brasil deveria tomar cuidado com a euforia do pré-sal, que poderia significar um risco, fazendo com que o País se esquecesse da energia alternativa, questão na qual o Brasil ia muito bem, com o desenvolvimento do etanol ou o uso de hidrelétricas para geração de eletricidade.
Quando questionado sobre a posição do embaixador francês, Altino disse aos jornalistas que "o Brasil está ganhando muito com o etanol, que tem preço livre de mercado" e destacou ainda a energia eólica e a biomassa. "O desenvolvimento das fonte alternativas se processarão desde que apresentem tecnologia, como algumas delas já apresentam, além de custos que possam ser competitivos", afirmou.
Ainda segundo Altino, o mundo continuará com o domínio dos combustíveis fósseis. "Cerca de 40% da fonte de energia elétrica do mundo vêm do carvão, que é abundante e tem um preço competitivo. O mundo não encontrou ainda saída para combustíveis líquidos derivados de petróleo, o Brasil fez o primeiro esforço, com o etanol", disse o secretário de Minas e Energia.
Durante sua apresentação no evento, Altino destacou que, dentro do setor energético, o Brasil é atualmente um baixo emissor de CO2 e que continuará neste horizonte até 2030. O secretário disse ainda não ter dúvidas de que o programa nuclear brasileiro deve ser estabelecido no país, com a usina de Angra 3, já em fase de licitação, e as unidades previstas para o Nordeste.
No entanto, de acordo com Altino, a grande prioridade do País para a geração de energia ainda é a hidroeletricidade. "Continuaremos desenvolvendo essa fonte de energia como assim fizemos nos útlimos 30 anos", afirmou.
(Envolverde)
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Desafios para a produção do etanol celulósico
Entre as tecnologias para essa conversão da biomassa existem oportunidades de desenvolvimentos utilizando a hidrólise química e a hidrólise enzimática. A conversão enzimática da biomassa celulósica para a obtenção de açúcares fermentescíveis tem sido apontada como a rota mais promissora e de grande interesse industrial para o aumento da produtividade do etanol de forma sustentável.No entanto, a utilização comercial da rota enzimática para a hidrólise da celulose ainda requer o desenvolvimento de tecnologias que possam reduzir os custos de produção das enzimas (as celulases). Juntamente com a etapa de pré-tratamento da biomassa, o custo de produção das enzimas é considerado como sendo um dos principais entraves na comercialização tecnológica da hidrólise enzimática de celulose.
Alguns especialistas asseguram que está na obtenção de enzimas capazes de reduzir os custos de produção de etanol celulósico a chave do sucesso do mercado mundial de biocombustíveis nos próximos anos.Baseados nessa demanda tecnológica para o desenvolvimento de processos agroindustriais contendo um forte componente de sustentabilidade ambiental, a unidade da Embrapa Instrumentação Agropecuária em parceria com a Embrapa Agroindústria de Alimentos vem trabalhando em projetos para o desenvolvimento de biorreatores de fermentação semi-sólida instrumentados para a produção de enzimas.
Esses biorreatores estão sendo avaliados para a produção das celulases utilizando para isso microrganismos previamente selecionados por pesquisadores da Embrapa. Um dos diferenciais do processo em desenvolvimento é a possibilidade da utilização de resíduos agroindustriais como substrato da fermentação. No Brasil, os resíduos agroindustriais se destacam pela abundância e pelo baixo custo. Isso se traduz na possibilidade de redução de custos das enzimas.O desenvolvimento de tecnologias nacionais de produção de enzimas associadas ao aproveitamento de resíduos agroindustriais e utilizando microrganismos selecionados e disponíveis no acervo da Embrapa, poderá vir a trazer contribuições bastante relevantes para o país, especialmente na área de agroenergia.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Espelhos solares vão gerar eletricidade no deserto espanhol
Na extensa área desértica do sul da Espanha, a paisagem está ganhando uma nova cara com a instalação de mais de mil espelhos - cada um com tamanho equivalente a meia quadra de tênis. Eles fazem parte do projeto da maior usina de energia solar do mundo.A função dos espelhos será refletir a luz do sol para superaquecer água em uma torre central. Quando essa usina for inaugurada, em janeiro de 2009, ela vai gerar 20 MW de eletricidade, o suficiente para abastecer 11 mil casas.
A tecnologia conhecida como Energia Solar Concentrada (CSP, na sigla em inglês) é considerada por muitos como a maneira mais simples, eficaz e barata para absorver a luz solar, segundo o Guardian. No entanto, a CSP funciona apenas em locais com céu limpo e sol muito forte, o que faz dos desertos da Andaluzia um lugar ideal.

E a Espanha está apostando no aproveitamento de seu clima: mais de 50 projetos de energia solar já foram aprovados para implantação e, até 2015, o país espera gerar mais de 2GW de por meio de CSP, afirma o Guardian.
"Seria bom se os nossos governantes adotacem essa e outras maneiras de gerar energia"
Fonte: Tecnologia Terra
Táxi movido a energia solar atravessa 38 países
Ao volante estava o professor suíço, Louis Palmer, que fez o percurso de 52 mil quilômetros em 17 meses.
Segundo Palmer, o feito provou que a energia solar é uma alternativa viável aos combustíveis com base em petróleo e pode ajudar a combater o aquecimento global.
Ele ressaltou, contudo, que o protótipo precisará de grandes modificações antes de poder ser produzido em massa.
O pequeno veículo azul e branco com três rodas puxa um trailer com baterias carregadas pela exposição ao sol. Ele pode viajar por 300 quilômetros com uma só carga e atingir velocidades de 90 quilômetros por hora.
Palmer está empenhado em inspirar os fabricantes de veículos a produzirem modelos menos danosos ao meio ambiente.
"As pessoas adoram esta idéia de um carro solar", afirmou Palmer diante do prédio onde se realizará a Conferência. "Eu espero que a indústria automobilística dê ouvidos (...) e fabrique carros elétricos no futuro."
O ativista disse que o carro a energia solar funcionou "como um relógio suíço", quebrando apenas duas vezes durante a longa jornada, que começou em Lucerna, na Suíça, em julho de 2007.
Em trechos breves do percurso, ele foi acompanhado de celebridades.
Palmer disse que seus passageiros incluíram o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon e o diretor de cinema americano James Cameron, entre outros.
Eletricidade - O carro é movido a energia solar, mas Palmer também levava uma bateria diferente para percursos noturnos ou em nações menos ensolaradas, tais como a Polônia, no inverno. Esta bateria era recarregada na eletricidade.
Palmer disse que a construção do protótipo tem custo equivalente a duas Ferraris, mas, se produzido em massa, poderia custar 10 mil euros, com um extra de 4 mil euros para os painéis solares.
O ativista disse que agora quer voltar para a casa: "Eu prometi a minha mãe que voltaria antes do Natal".
Mas no ano que vem ele planeja organizar uma viagem com seis veículos para fazer uma volta ao mundo em 80 dias usando energia hidráulica, geotérmica e eólica.
Fonte: Estadão Online
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Projetos popularizam transformação de energia solar em elétrica
No cenário de novidades, empresas e universidades brasileiras apresentam planos de prédios que geram sua própria eletricidade e painéis fotovoltaicos que permitem transformar energia solar em elétrica.
Um edifício responsável pela produção de toda a energia elétrica consumida por seus usuários é o objetivo de projetos denominados "zeronet" ou auto-suficientes.
Realidade em alguns países europeus, como a Alemanha, essa idéia dá seus primeiros passos em uma indústria do ABC. A Zeppini, fabricante de equipamentos para postos e motos de São Bernardo do Campo, anunciará em setembro a geração de energia elétrica de toda a sua área social por meio de painéis fotovoltaicos instalados nos telhados.
A divulgação será marco inicial da Energia Z, braço da empresa que oferecerá produtos para instalação de fotovoltaicos e projetos de energia solar.
"É um mercado que ainda não aparece em estatísticas", dimensiona Paulo Fernandez, diretor da Zeppini, que investiu US$ 1 milhão no projeto.
Mas o quadro parece mudar com o boom do mercado brasileiro de construção civil. A preocupação das incorporadoras em obter certificados de sustentabilidade traz às rodas da indústria temas que até então não tinham espaço.
Selo do Inmetro - Para regulamentar o setor, o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia) lançará no início de 2009 uma etiqueta avaliadora da eficiência energética de edificações comerciais novas com lajes acima de 500 m2.
O selo, inicialmente voluntário, terá faixas de A a E, atribuídas segundo o desempenho energético da edificação.
"Faz todo o sentido que o setor público passe a fazer só prédios A e B, porque a conta (de energia elétrica) ficará com ele depois", observa Roberto Lamberts, professor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).
Instalar um sistema de uso da energia solar é caro - levam-se cerca de 15 anos para recuperar o investimento -, mas tecnologias para barateá-lo começam a aparecer. Na PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica), o projeto Planta-Piloto, liderado pelos professores Adriano Moehlecke e Izete Zanesco, estuda a viabilidade da produção nacional de painéis de silício, que atualmente são importados.
Outras inovações serão debatidas no 1º Simpósio Brasileiro da Construção Sustentável, que acontece em São Paulo de 04 a 05 de setembro. (Fonte: Cristiane Capuchinho/ Folha Online)
Marinha espera concluir usina para produzir combustível nuclear em 2010
A Marinha espera concluir até 2010 sua própria usina para transformar o concentrado de urânio em gás e assim produzir combustível nuclear na quantidade necessária para continuar desenvolvendo seu programa nuclear.
Com o fôlego renovado desde a promessa do governo federal de destinar R$ 1 bilhão para que dê continuidade ao programa, a Marinha estima construir até 2014 um laboratório onde poderá gerar energia elétrica a partir da tecnologia nuclear.
Tanto a Usexa (Usina de Hexafluoreto de Urânio, o gás UF6) quanto o Laboratório de Geração Núcleo-Elétrica (Labgene) irão funcionar no Centro Experimental de Aramar (CEA), instalação que a Marinha mantém no município de Iperó, no interior de São Paulo, a cerca de 130 quilômetros da capital paulista.
Embora já domine todo o ciclo de produção do combustível nuclear, da prospecção mineral à fabricação das pastilhas de urânio que alimentam os reatores nucleares, o Brasil segue dependente de outros países para produzir a quantidade de combustível necessária para alimentar as Usinas de Angra 1 e 2, por não conseguir produzir nem o gás UF6 nem o urânio enriquecido nos volumes necessários.
Segundo o superintendente do Programa Nuclear da Marinha, comandante Arthur Campos, a conversão do urânio em pó (yellowcake) no gás UF6 - processo que poderá ser feito na Usexa tão logo ela fique pronta - hoje é realizada no Canadá. Já o enriquecimento do urânio é feito na Europa, pela companhia Urenco (do inglês Uranium Enrichment Services Worldwide), um consórcio formado pela Inglaterra, Alemanha e a Holanda.
Atualmente, apenas sete países realizam o enriquecimento do urânio: Estados Unidos, França, Rússia, Grã-Bretanha, Alemanha, Japão e Holanda.
Com a Usexa em funcionamento, a Marinha será capaz de produzir 40 toneladas de UF6. Pouco, mas suficiente para suas necessidades. Além disso, o conhecimento tecnológico adquirido pelos pesquisadores da força certamente servirão a outros setores, como já aconteceu no final 2005, quando as Indústrias Nucleares do Brasil (INB) comprou da Marinha e instalou em Resende (RJ) o modelo avançado de ultracentrífugas desenvolvido pelos militares em 1988 para a produção contínua de urânio enriquecido. O valor pago à Marinha é mantido em sigilo.
Para se ter uma noção do potencial energético do material obtido na Usexa, o chefe da divisão do Laboratório de Materiais Nucleares do CEA, Lauro Roberto, explica que com 24 quilos de UF6 podem ser produzidos cerca de 17 quilos de dióxido de urânio (UO2), matéria-prima para a fabricação de quase 3 mil pastilhas utilizadas como combustível nos reatores nucleares.
“A energia contida em uma só pastilha de urânio de 7 gramas, enriquecida a 3,5%, equivale a três barris de petróleo e a uma tonelada de carvão. Não significa que você vá obter toda essa energia, mas é possível ver o potencial do material”, explica Roberto.
Já o projeto do Labgene visa a construção de uma planta nuclear capaz de gerar energia elétrica. O reator que deverá ser utilizado terá cerca de 11 megawatts de potência, o que, segundo a Marinha, é suficiente para iluminar uma cidade de aproximadamente 20 mil habitantes. Sozinha, Angra 1 gera cerca de 600 megawatts.
Além de garantir que as instalações do laboratório servirão de base para um eventual projeto de desenvolvimento de um reator nuclear brasileiro, a Marinha também assegura que o Labgene servirá como um protótipo do sistema de propulsão naval, que permitirá a obtenção de parte do conhecimento necessário à possível construção de um submarino nuclear.
As empreiteiras contratadas pela Marinha preparam o terreno onde serão construídos os prédios que vão abrigar o reator e o protótipo de uma turbina. De acordo com o engenheiro civil consultor da obra Roberto Marczynski, o local foi escolhido devido a estabilidade geológica, já que seu subsolo rochoso atinge cem metros de profundidade. Além disso, o projeto dos dois prédios, interligados por uma ponte rolante e licenciados pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cenen), prevê as mesmas contenções de proteção que usadas nas Usinas de Angra dos Reis (RJ).
“A população pode estar segura”, garante o engenheiro.
(Fonte: Alex Rodrigues / Agência Brasil)
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Primeiro barco brasileiro movido a energia solar começa a navegar na Amazônia
Brasília - Uma pequena embarcação para quatro pessoas, que usa a luz do sol como combustível, começou a circular neste mês nas águas do Rio Amazonas. É o barco Seisuí 1, que está sendo testado em passeios ecológicos de hóspedes de um hotel da região.
O fabricante do barco solar é o empresário mineiro Fernando Garcia, que vive há 30 anos em Manaus. Garcia, sócio de uma empresa que produz estações de tratamento de esgoto, diz que teve a idéia de fazer um protótipo do barco solar há um ano e meio. Ele acrescenta que o projeto é pioneiro no Brasil, mas dez países já testaram a tecnologia, entre eles Inglaterra e Noruega.
O empresário explica como funciona o motor do Seisuí, palavra japonesa que significa “água limpa”: "Os painéis solares captam a luz do sol, geram 150 watts cada um, com 21 volts de corrente. Esse painéis alimentam as baterias e o gerenciador de energia dos motores".
A energia solar também abastece uma bateria reserva para navegar à noite ou em tempo nublado ou chuvoso. O barco é equipado com um pequeno motor convencional movido a álcool e leva alguns litros do combustível para o caso de falha no sistema elétrico, que está em fase de testes.
O Seisuí atinge a velocidade de 25 quilômetros por hora, semelhante à de um pequeno barco tradicional na região, equipado com motor a diesel de15 hp e com dez toneladas de peso. A vantagem do modelo solar, segundo Garcia, é o peso. Como o casco é feito em alumínio, o Seisuí pesa apenas 250 quilos.
O construtor do Seisuí aponta outra vantagem do protótipo para os rios da região. '' Além da energia alternativa, é uma embarcação extremamente segura, muito difícil de naufragar e praticamente impossível de virar. Nós estamos precisando de novas tecnologias nessa área aqui no Amazonas".
Garcia diz que o projeto tem despertado interesse, e 22 barcos já foram encomendados. Entre os pedidos, há dois hotéis na selva amazônica, uma prefeitura do Sul do país, que quer disponibilizá-lo para passeios turísticos em lagos. Há também um pedido do barco para o monitoramento da qualidade de meio ambiente no Pantanal Matogrossense.
O construtor não divulga o preço do barco, mas afirma que a economia compensa. Enquanto a energia solar é gratuita e não polui, um pequeno barco convencional gasta em média R$ 500 em óleo diesel para navegar durante oito horas, o que equivale à duração da bateria do Seisuí.
Crédito de imagem: Yusseff Abrahim / SEMMA
(Envolverde/Agência Brasil)
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Primeiro barco brasileiro movido a energia solar começa a navegar na Amazônia
O fabricante do barco solar é o empresário mineiro Fernando Garcia, que vive há 30 anos em Manaus. Garcia, sócio de uma empresa que produz estações de tratamento de esgoto, diz que teve a idéia de fazer um protótipo do barco solar há um ano e meio. Ele acrescenta que o projeto é pioneiro no Brasil, mas dez países já testaram a tecnologia, entre eles Inglaterra e Noruega.
O empresário explica como funciona o motor do Seisuí, palavra japonesa que significa “água limpa”: "Os painéis solares captam a luz do sol, geram 150 watts cada um, com 21 volts de corrente. Esse painéis alimentam as baterias e o gerenciador de energia dos motores".
A energia solar também abastece uma bateria reserva para navegar à noite ou em tempo nublado ou chuvoso. O barco é equipado com um pequeno motor convencional movido a álcool e leva alguns litros do combustível para o caso de falha no sistema elétrico, que está em fase de testes.
O Seisuí atinge a velocidade de 25 quilômetros por hora, semelhante à de um pequeno barco tradicional na região, equipado com motor a diesel de15 hp e com dez toneladas de peso. A vantagem do modelo solar, segundo Garcia, é o peso. Como o casco é feito em alumínio, o Seisuí pesa apenas 250 quilos.
O construtor do Seisuí aponta outra vantagem do protótipo para os rios da região. '' Além da energia alternativa, é uma embarcação extremamente segura, muito difícil de naufragar e praticamente impossível de virar. Nós estamos precisando de novas tecnologias nessa área aqui no Amazonas".
Garcia diz que o projeto tem despertado interesse, e 22 barcos já foram encomendados. Entre os pedidos, há dois hotéis na selva amazônica, uma prefeitura do Sul do país, que quer disponibilizá-lo para passeios turísticos em lagos. Há também um pedido do barco para o monitoramento da qualidade de meio ambiente no Pantanal Matogrossense.
O construtor não divulga o preço do barco, mas afirma que a economia compensa. Enquanto a energia solar é gratuita e não polui, um pequeno barco convencional gasta em média R$ 500 em óleo diesel para navegar durante oito horas, o que equivale à duração da bateria do Seisuí. (Fonte: Leandro Martins/ Rádio Nacional da Amazônia)
'Fórmula Zero' tem 1º campeonato na Holanda
Os karts equipados com motores que produzem eletricidade a partir do hidrogênio - de "emissão zero" de carbono - competiram pelo topo do pódio, ou o chamado "lugar zero".
A equipe Greenchoice Forze, da universidade holandesa Delft, venceu a prova geral e assim subiu ao pódio na "posição zero". Já a equipe EuplatechH2, da Espanha, registrou a volta mais rápida.
Do torneio, realizado no fim de semana, participaram também equipes dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Bélgica.
Criada pelos entusiastas holandeses de automotores Godert van Hardenbroek e Eelco Rietveld, a Fórmula Zero já é reconhecida pela Federação Internacional de Automobilismo, a entidade que regulamenta o automobilismo mundial.
Os organizadores do evento esperam que a categoria atinja os mesmos padrões da Fórmula 3, elevando-se à medida que o esporte automotor melhorar suas credenciais ambientais.
"Em dez anos, se a indústria automotiva não se comprometer com os princípios de baixa emissão ou emissão zero, provavelmente não existirá mais", disse o chefe da equipe britânica, do Imperial College de Londres.
"As equipes que abraçarem logo esta nova tecnologia vão ser bem-sucedidas, e aquelas que não abraçarem vão morrer na praia."
O próximo evento de Fórmula Zero será realizado em março do ano que vem, nos Estados Unidos. Em 2009, o campeonato compreenderá quatro corridas. (Fonte: Estadão Online)
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Biodiesel de algas
Agência FAPESP – Os ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e da Pesca e Aqüicultura (MPA) publicaram o primeiro edital para seleção de projetos de pesquisa que contemplem a aqüicultura e o uso de microalgas como matéria-prima para a produção de biodiesel.
Ao todo, serão repassados R$ 4,5 milhões por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). As propostas devem ser apresentadas sob a forma de projeto e encaminhadas ao CNPq exclusivamente pela internet, por intermédio do formulário de propostas on-line.
Segundo o CNPq, serão admitidos projetos que englobem todo o processo de produção e transformação em temas como: desenvolvimento de técnicas de cultivo de microalgas de baixo custo e que visem a produção de óleo como matéria-prima para a produção de biodiesel; estudos de potencial de cepas de microalgas; avaliação da viabilidade econômica do processo global do cultivo à obtenção de biodiesel; processos mais econômicos e eficientes do que os convencionalmente usados para a coleta de microalgas e extração do óleo para a produção de biodiesel.
A data-limite para submissão das propostas é 25 de setembro. Os resultados serão divulgados no Diário Oficial da União e na página do CNPq na internet a partir de 27 de outubro. Os primeiros projetos começarão a ser contratados a partir de 1º de dezembro.
Mais informações: http://www.cnpq.br/editais/ct/2008/026.htm
Crédito da imagem:MIT
(Envolverde/Agência Fapesp)
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Londrinos partem para a Grécia com carros movidos a óleo de cozinha
Dez equipes de aventureiros partem de Londres neste sábado para uma viagem até a Grécia usando como combustível apenas óleo de cozinha usado em restaurantes e lanchonetes que encontrarem no trajeto.
O projeto Grease to Greece (Gordura para a Grécia, em tradução livre) faz parte de outro maior, o FatFinding (ou Caçadores de Gordura) e conta com dez grupos de motoristas.
A viagem de 3.000 quilômetros até Atenas deverá ser feita em um período de duas semanas.
O idealizador do projeto, Andy Pag, já viajou de Londres a Timbuktu em um automóvel movido a base de chocolate e afirma que o objetivo é identificar se o uso de óleo vegetal reciclado é viável para ser utilizado como combustível em longa distância.
"A intenção é verificar se o uso do óleo é possível e praticável em viagens longas e rir um pouco no caminho", afirmou Pag.
A chegada em Atenas está prevista para o dia 27 de agosto. O time que chegar primeiro a capital irá receber um troféu das mãos do embaixador britânico na Grécia.
Combustível
Pag explica que as equipes poderão, em emergências, recorrer ao biocombustível e comprar óleo de cozinha em supermercados, caso seja necessário. No entanto, o principal combustível da viagem deverá ser óleo reciclado de restaurantes e lanchonetes encontrados no trajeto.
Segundo Pag, o principal desafio será convencer os donos dos estabelecimentos a doarem a gordura usada, já que em alguns países, há um controle duro com relação aos resíduos comerciais.
"Será difícil explicar para um dono de uma lanchonete na Croácia que queremos a gordura do estabelecimento dele", brinca um dos organizadores. "Estamos nas mãos dos donos de lanchonetes na Europa", disse.
De acordo com Pag, não é necessário converter os motores a diesel para usar biocombustíveis. Segundo ele, a maioria dos motores comportam a mistura de óleo vegetal com combustível comum.
(Fonte: Folha Online)
Cientistas estudam uso de asfalto para gerar energia
"Você põe uma rede de canos sob o asfalto e coloca água dentro deles. Se você fizer isso no estacionamento de um hotel, por exemplo, pode usar a água quente para lavagem", afirmou um dos autores do estudo "Capturando Energia Solar de Pavimentos de Asfalto", Rajib Mallick.
O uso da água aquecida seria o mais simples entre os possíveis. O objetivo principal dos pesquisadores, diz Mallick, é usar o calor contido na água para fazer funcionar turbinas e gerar energia elétrica.
Mallick, professor de engenharia civil e ambiental do Worcester Polytechnic Institute (WPI), em Massachusetts, e os outros três autores do trabalho argumentam que a energia pode ser mais simples de instalar do que painéis solares.
Entre as vantagens, estariam o aproveitamento de uma estrutura já existente de estradas e estacionamentos - a instalação poderia ser feita nas obras de recapeamento - e a possibilidade do uso após o anoitecer, ao contrário dos painéis, que dependem da luz para funcionar.
Mallick diz que, após terem feito os testes em laboratório, os pesquisadores estão agora fazendo um experimento em um estacionamento.
Segundo o cientista, a instalação do sistema em estradas tende a ser mais complexa do que em estacionamentos, pela instabilidade no pavimento causada pelo contínuo movimento e peso dos veículos que trafegam nas rodovias.
A idéia do estudo partiu de Michael Hullen, da empresa Novotech e um dos autores do estudo. Segundo Mallick, embora o potencial aproveitamento do asfalto na retenção do calor já tenha sido mencionado em outros estudos, ele e sua equipe não encontraram um que detalhasse o funcionamento do sistema de forma prática.
Além de Mallick e Hullen, Sankha Bhowmick e Bao-Liang Chen, também do WPI, foram co-autores no estudo, que será apresentado na próxima semana no Simpósio sobre Pavimentos de Asfaltos e o Meio Ambiente, em Zurich, na Suíça.
Custo - O sistema teria um custo entre US$ 20 e US$ 50 por metro quadrado e teria capacidade de gerar até 800 kW/h por dia durante seis meses do ano no Estado de New England, onde os cálculos foram feitos.
Regiões com maiores incidências de radiação solar como Califórnia e Arizona, no caso dos Estados Unidos, poderiam gerar ainda mais energia, pelo mesmo custo.
Mallick diz que pelo fato de ter muita radiação solar, o Brasil seria um dos grandes beneficiados do desenvolvimento comercial da tecnologia.
O cientista ressalva, porém, que "tudo foi feito numa base teórica" e que mais estudos precisarão ser feitos.
O sistema poderia ser usado para aeroportos, shoppings, hotéis e prédios comerciais, entre outros grandes consumidores de energia que poderiam atender à sua demanda sem o uso de energia elétrica.
Além de gerar energia, o sistema pode também reduzir as altas temperaturas do asfalto, aliviando o fenômeno das ilhas de calor, que resulta da substituição de plantas por concreto e outros materiais que absorvem calor.
Para tanto, Mallick e dois dos seus colegas no primeiro trabalho, elaboraram um outro estudo em que propõem usar o mesmo sistema de canos com líquidos para baixar a temperatura da superfície do asfalto e para gerar energia.
O estudo sobre a captura de energia solar foi financiado com bolsa do Massachusetts Technology Development, mas os cientistas estão em busca de mais financiamento para dar continuidades aos estudos e aperfeiçoar o modelo. (Fonte: Estadão Online)
Modelo popular movido a hidrogênio não sai antes de 2020, diz grupo
No melhor cenário, fabricantes de carros só conseguirão vender cerca de 2 milhões de veículos elétricos alimentados por células de combustível até 2020, de acordo com estudo do Conselho Nacional de Pesquisas dos EUA. Isso significa que menos de 1% dos veículos em estradas naquele país até essa data seria alimentado por células de combustível.
Em 2003, o presidente George W. Bush havia proposto gastar US$ 1,2 bilhão para desenvolver células de combustível e infra-estrutura. Na época, Bush disse que os primeiros automóveis conduzidos por crianças americanas nascidas nesse mesmo ano e que chegariam à idade de conduzir em 2020 poderiam ser alimentados por células de combustível.
O sucesso da tecnologia depende de criar infra-estrutura para geração, transporte e armazenamento do H2. E será necessário construir carros baratos para atrair consumidores. O estudo ressalta a platina como desafio, já que ela representa quase 60% do custo de uma célula de combustível. (Fonte: Folha Online)
Novo material vai baratear carro movido a hidrogênio
As descobertas dizem respeito à fabricação das chamadas células de combustível movidas a hidrogênio - uma espécie de bateria que se vale da energia daquele que é um dos elementos químicos mais abundantes da Terra. A conhecida fórmula H2O, afinal, significa que cada molécula de água tem dois átomos de hidrogênio.
Quebrar e juntar o hidrogênio e o oxigênio da água de modo econômico é o grande desafio. A quebra precisa ser feita para produzir o hidrogênio, pois a forma molecular do elemento (H2), que será usado como combustível, praticamente não existe na Terra.
É possível, porém, separar os dois elementos químicos passando uma corrente elétrica no líquido. Faz mais de dois séculos que se conhece esse processo, chamado eletrólise. Para isso são usado dois eletrodos, feitos de metal, um positivo (ânodo) e outro negativo (cátodo).
Esses dispositivos servem não só para quebrar a molécula de água mas também para produzi-la de novo num processo que libera energia. É esse o princípio da célula de combustível. O escapamento de um carro a hidrogênio solta vapor d'água em vez de poluição.
Um dos problemas para tornar a célula de combustível uma tecnologia economicamente viável é que os melhores eletrodos disponíveis precisam de platina, metal raro e caro.
Sem platina - Os dois estudos na "Science", pois, acenam justamente com alternativas baratas à platina. Novos eletrodos são feitos de materiais comuns ligados a compostos "catalisadores", que quebram a molécula da água produzindo os gases hidrogênio e oxigênio (H2 e O2).
A equipe de Daniel Nocera, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), conseguiu produzir oxigênio usando catalisadores baseados em elementos comuns, como fósforo e cobalto. Ele usou um eletrodo de vidro condutor em água contendo cobalto e fosfatos.
Sob corrente elétrica, uma camada fina escura se formou em torno do eletrodo, de onde surgiam bolhas de oxigênio.
Falta ainda, claro, um meio semelhante de produzir o hidrogênio, e uma fonte de energia para alimentar a eletrólise. Para isso, Nocera sugere o Sol.
Uma hora da luz solar que atinge a Terra seria suficiente para suprir as necessidades de energia de todo o planeta por um ano. Nocera diz acreditar que em uma década será possível suprir a demanda elétrica de uma residência com energia solar, armazenando-se o excesso nas células de combustível.
No segundo estudo, o grupo de Bjorn Winther-Jensen da Universidade Monash, de Clayton (Austrália), atuou na outra ponta do processo: usar o hidrogênio para gerar a energia dos motores para carros. Para isso, criou um eletrodo de materiais orgânicos, um deles o tecido plástico poroso goretex.
A união de outro plástico condutor de eletricidade com o goretex já permitiria criar células de combustível para uso em veículos, diz o cientista.
O goretex é um tecido "respirável". Em roupas, permite a passagem de vapor, mas bloqueia água em estado líquido - o que permite a saída do suor do corpo. No motor a hidrogênio, outro plástico misturado ao goretex poderia servir de eletrodo, e o material composto permitiria à célula de combustível "transpirar" também.
Segundo Winther-Jensen, substituir a platina é importante não apenas por causa de seu alto preço. A produção mundial desse metal não será suficiente nem para 5% da frota mundial de veículos caso o mundo pretenda trocar a gasolina pelo hidrogênio no futuro. (Fonte: Ricardo Bonalume Neto/ Folha Online)
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Antes tarde do que nunca: leilão de energia eólica à vista!
O potencial brasileiro de geração de energia a partir dos ventos é gigantesco. Segundo dados do Atlatas Eólico Nacional, elaborado pelo governo federal, chega a 143 mil megawatts (MW), considerando-se apenas a instalação em terra. Com turbinas no mar, o potencial é ainda maior. No nordeste do país, o potencial eólico chega a 75 mil MW, dos quais 25 mil MW se concentram no Ceará. No entanto, aproveitamos hoje apenas 247 MW por meio de 16 parques eólicos distribuídos em oito estados brasileiros.
Mas isso pode começar a mudar a partir de 2009, quando será realizado um leilão de energia eólica. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pelo ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, durante encontro em Fortaleza (CE) com representantes de governadores de Estados do nordeste, da iniciativa privada e da sociedade civil, entre os quais diretores do Greenpeace Brasil.
Também estiveram presentes ao encontro o presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith, e executivos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
"Conseguir juntar cinco governadores e quatro vices do nordeste com o ministro para discutir uma matriz energética limpa para a região já é um grande passo", afirma Marcelo Furtado, diretor executivo do Greenpeace. "A notícia do leilão é positiva, mas não é suficiente porque não sabemos se depois de 2009 teremos leilões anuais para contribuir com a demanda energética brasileira", avaliou.
Além de não falar sobre a regularidade dos leilões seguintes, o ministro Lobão também não detalhou o montante de energia a ser negociado. O ministro se comprometeu também a organizar um encontro com a ministra da Casa Civil Dilma Rousseff para discutir o projeto.
O estudo Revolução Energética do Greenpeace demonstra que, com apenas 50% de fontes renováveis, o Brasil poderia assegurar em 2050 uma matriz 88% renovável e R$ 117 bilhões mais barata que a planejada pelo Ministério de Minas e Energia atualmente. A energia eólica é comparativamente mais econômica do que gerações de grande porte a partir de térmicas nucleares ou fósseis.
Confira aqui o relatório A Caminho da Sustentabilidade Energética, lançado pelo Greenpeace em maio deste ano, que analisa as políticas nacionais para mercado de energias renováveis e traça panorama mundial do setor.
Em um país com as dimensões continentais do Brasil, diversificar a matriz e regionalizar as estratégias de aproveitamento energético é prerrogativa fundamental para garantir estabilidade no fornecimento de eletricidade, eliminar a dependência de fontes energéticas caras, sujas e esgotáveis, e também os riscos de racionamento.
"O Brasil vive um momento em que a crescente demanda por energia tem que ser compatibilizada com o desafio global das mudanças climáticas, o que exige a eliminação das fontes fósseis", diz Marcelo Furtado.
Na quarta-feira (19), o Greenpeace discutirá no Senado e na Câmara dos Deputados, em Brasília, uma legislação para promover as energias renováveis no Brasil e garantir sua expansão na matriz energética brasileira.
Crédito da imagem: Greenpeace / Steve Morgan
(Envolverde/Greenpeace)

