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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Buraco na camada de ozônio está contido

  
Um relatório divulgado esta semana pela ONU e chancelado por mais de 300 cientistas de todo o mundo confirma que a expansão do buraco na camada de ozônio está contida. A afirmação está baseada em quase uma década de estudos, que já vinham apontando para uma estabilização gradual da expansão da falha.


Apesar da excelente notícia, é importante notar que os danos na camada de ozônio ainda persistem e uma recuperação significativa dessa parte da atmosfera só será observada após 2020.

A contenção do buraco na camada de ozônio é consequência do esforço internacional iniciado em setembro de 1987, após a assinatura do Protocolo de Montreal. No tratado, os 150 países representados se comprometeram a retirar gradualmente dos processos industriais,15 tipos de gases apontados como fontes destruidoras ozônio (O3).

O relatório mostrou que os gases foram substituídos com sucesso, mas os novos produtos que passaram a ser usados poderão ter forte impacto no fenômeno do aquecimento global caso não sejam controlados. Entre esses produtos estão HFC e o HCFC-22, que nos últimos seis anos cresceram mais de 50% na composição da atmosfera. Outro produto citado é o HFC-23, que de acordo com o relatório seria 14 mil vezes mais danoso ao clima que o CO2.

Apesar dos possíveis efeitos colaterais, a diminuição dos gases nocivos trouxe importantes benefícios e se não tivessem sido contidos, as emissões atuais seriam 30% maiores. De acordo com o levantamento, nos últimos 10 anos mais de 130 milhões de casos de catarata foram evitados, além de outros 20 milhões de casos de câncer de pele.

Unidades Dobson

A camada de ozônio é medida através de Unidades Dobson (DU) e é calculada medindo-se a área e a profundidade da camada em determinada região. Um buraco é definido quando os níveis na região avaliada situam-se abaixo de 220 unidades Dobson. A unidade descreve a espessura da camada de ozônio contida em uma coluna diretamente acima de um ponto qualquer, a 0ºC e sob a pressão de uma atmosfera. Um valor de 300 Unidades Dobson equivale a uma camada de ozônio de 3 milímetros de espessura.

Buraco na Camada

O buraco na camada de ozônio é um fenômeno que ocorre na região da Antártida somente entre agosto e início de novembro durante a primavera no hemisfério sul e apesar do nome, não se trata propriamente de um “buraco” e sim a de um afinamento da espessura (rarefação) da ozonosfera, localizada entre 16 e 30 quilômetros de altitude. Essa camada apresenta cerca de 20 km de espessura e contém aproximadamente 90% de todo do ozônio que existe na atmosfera.

Em meados de novembro e dezembro, em função do aumento gradual da temperatura, o ar circundante à região onde se encontra o buraco inicia um movimento em direção ao centro. Esse ar trás consigo o ozônio para a alta atmosfera na região do buraco, que tem seus níveis de gás normalizados até a chegada da próxima primavera.

Causas

A ozonosfera é uma camada que age como um filtro solar, impedindo que níveis elevados de raios ultravioleta atinjam a Terra. A diminuição ou aumento da espessura dessa camada é um fenômeno natural e ocorre devido às variações normais da temperatura e das dinâmicas atmosféricas, mas é tremendamente amplificada pelas atividades humanas.

O buraco na camada de ozônio foi reconhecido pela primeira vez em 1985 e durante a última década, em escala global a camada perdeu 0.3% de sua espessura a cada ano, aumentando significativamente os riscos de câncer de pele, cataratas e causando danos à vida marinha.

A diminuição da camada é causada pela presença de elementos que destroem o ozônio, como a clorina e o brometo de metilo, e principalmente pelos gases originados de produtos criados pelo homem, como os clorofluorcarbonos ou CFCs. Conhecido como gás freon, o CFC é usado em grande escala na produção de aerossóis, refrigeradores e produtos de limpeza. Apesar de ainda estar presente na atmosfera, sua concentração vem diminuindo graças ao Protocolo de Montreal, assinado em setembro de 1987. Nele, os países signatários se comprometem a substituir as substâncias que reconhecidamente causam danos à camada.

Fonte: Apolo11

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Proteção à camada de ozônio alcança adesão global

Por Fabiano Ávila, do Carbono Brasil 


Protocolo de Montreal se torna o primeiro pacto ambiental aceito por todos os países integrantes da ONU e cresce o interesse para que ele assuma ainda mais responsabilidades no combate às mudanças climáticas.

O Tratado de Montreal, que estabeleceu em 1987 uma série de diretrizes para a redução do uso de substâncias que destroem a camada de ozônio, se tornou nesta semana o primeiro acordo ambiental a ter a participação de todos os 196 países que integram a ONU ao receber a adesão do Timor-Leste.

“Estamos muito felizes por aderir à luta pela restauração da camada de ozônio. Estamos orgulhosos de ser parte do Protocolo de Montreal e assim nos unir a todos os outros Estados que nos precederam”, declarou o primeiro-ministro do Timor-Leste, Xanana Gusmão.

A cerimônia de assinatura foi realizada durante as comemorações do Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio, nesta quarta-feira (16). O tratado é considerado um sucesso ao conseguir restringir ou eliminar o uso de mais de 100 químicos nocivos à camada. Porém, serão ainda necessários mais 50 anos para que ela se restaure plenamente.

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM) o tamanho do buraco da camada de ozônio projetado para 2009 será menor que em 2008, porém maior que o de 2007.  Até este mês, a brecha já possuía 24 milhões de quilômetros quadrados, contra os 27 milhões do ano passado e 25 milhões em 2007.

“Sem o Protocolo de Montreal e a conseqüente Convenção de Viena, a concentração de substancias agressivas à camada de ozônio teriam se multiplicado por 10 até 2050, o que levaria a mais de 20 milhões de casos de câncer de pele e 130 milhões de casos de catarata, sem falar nos danos para a natureza e para a agricultura”, afirmou o sub-secretário geral e diretor executivo do Programa de Meio Ambiente da ONU (UNEP), Achim Steiner.

Mudanças climáticas

Hoje se sabe que muitos dos gases que são abrangidos pelo Protocolo de Montreal também contribuem para as mudanças climáticas. “De acordo com algumas estimativas, a redução do uso de substâncias nocivas à camada de ozônio desde 1990 ajudou a atrasar o aquecimento global em sete a 12 anos”, disse Steiner.

 É pensando nas mudanças climáticas que uma nova série de gases, os hidrofluorcarbonos (HFCs) e hidroclorofluorcarbonos (HCFCs), que começaram a ser utilizados em refrigeradores no lugar dos clorofluorcarbonos (CFC), se tornaram os novos alvos do Protocolo de Montreal.

Esses químicos, apesar de inofensivos à camada de ozônio, são grandes contribuintes para o efeito estufa. O HFC, por exemplo, tem um potencial de aquecimento global 14.760 vezes maior que o dióxido de carbono (CO2)

Segundo um estudo recente do Laboratório de Pesquisas de Sistemas Terrestres dos EUA (NOAA), atualmente a contribuição dos gases HFCs para o aquecimento global é de menos de 1%, mas em 2050 a participação desses gases para as mudanças climáticas pode chegar a 12%.

Nesta terça-feira (15), os Estados Unidos confirmaram o apoio à idéia das pequenas nações insulares de que o Protocolo de Montreal também seja utilizado para combater os gases do efeito estufa.

“Uma vez adotada, essa proposta ajudará o presidente Obama a alcançar a sua meta de redução de gases do efeito estufa em 80% até 2050, assim como contribuirá para os esforços de cortes globais de emissões em 50% até 2050”, informou o Departamento de Estado dos EUA à AFP.

“No ano passado, os governos já haviam pedido para os secretários executivos do Protocolo de Montreal e a Convenção Quadro das Nações Unidas para as Mudanças do Clima (UNFCCC) trabalharem juntos, em um espírito de uma grande união”, explicou o secretário executivo do secretariado de ozônio da ONU, Marco González.

Em novembro, na cidade de Port Ghalib, no Egito, será realizada uma reunião internacional para traçar as futuras determinações do Protocolo de Montreal, incluindo seu papel no combate do aquecimento global e para o fechamento de um acordo climático mundial.

“Será o primeiro encontro a reunir o maior número possível de representantes de Estados sob o mesmo tratado. Será um evento histórico”, afirmou Marco González.

Segundo cientistas, as pesquisas sobre a camada de ozônio nos anos 1980 não davam 100% das explicações, mas apontavam para um problema sério que deveria ser combatido.

De forma semelhante, atualmente não há uma unanimidade com relação às mudanças climáticas, mas seus efeitos já são percebidos ao redor do mundo e a sensação de que o momento de agir é agora cresce a cada dia.

Brasil

Ao participar das comemorações do Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que o país está “bem na fita” quando o assunto são as medidas para proteger a camada de ozônio.

Minc anunciou a doação de um equipamento de origem alemã que vai auxiliar na troca de gás CFC (clorofluorcarbono) em geladeiras velhas. O ministro lembrou que as novas geladeiras não possuem mais CFC, mas que as velhas, ao serem levadas para o conserto ou mesmo para o ferro-velho, passam por um processo onde o gás poluente é liberado.

Fonte: Pnuma

(Envolverde/CarbonoBrasil)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozonio

(16 de Setembro de 2009)

O desenvolvimento sustentável depende, em grande medida, da implementação dos objetivos e metas acordados em matéria de meio ambiente. Entre o considerável número de acordos ambientais multilaterais adotados entre os Países durante os últimos 40 anos, destacam-se a Convenção de Viena para a Protecção da Camada de Ozono e, em especial, o Protocolo de Montreal. A forma como este instrumento foi financiado e executado para a proteção da Camada de Ozônio é um exemplo inspirador para possibilidades do que é preciso fazer.

A celebração do Dia Internacional para Preservação da Camada de Ozônio neste ano registra outro momento histórico com a adesão à Convenção de Viena e ao Protocolo de Montreal pela mais jovem democracia do mundo: Timor-Leste. Era o único País que ainda não fazia parte deste Tratado Internacional. A Convenção e o Protocolo contam com uma participação universal, um caso único entre as centenas de tratados depositados junto ao Secretário-Geral. A ação de Timor-Leste representa uma mensagem forte de solidariedade mundial, não só para combater a redução da camada de ozono, como também para encontrar soluções para os demais problemas multilaterais prementes, entre os quais se devem salientar as mudanças climáticas.

Desde 1990, os países signatários do Protocolo de Montreal contribuiram para a prorrogação dos impactos das mudanças climáticas em pelo menos 12 anos por meio do cumprimento de seus compromissos relacionados a eliminação gradual das substâncias conhecidas como CFCs - clorofluorcarbonos. A cooperação internacional no domínio dos CFCs é uma afirmação oportuna de que, se houver uma visão comum e ação conjunta, podemos minimizar os riscos para o planeta e construir um mundo mais seguro para as gerações futuras. É uma lição que deve ser levada a sério, num momento em que nos preparamos para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudançasa Climáticas, que ocorrerá em Dezembro de 2009, em Copenhagen/Dinamarca.

Há algumas semanas, peritos do Protocolo de Montreal e da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas/Protocolo de Quioto se reuniram em Genebra/Suiça para definir uma estratégia sobre um grupo de substâncias químicas causadoras das mudanças climáticas, os HFCs – Hidrofluorocarbonetos. Essas substâncias são utilizadas na substituição de outras substâncias destruidoras da camada de ozônio que são utilizadas no setor de manufatura de espumas e em sistemas de refrigeração e ar condicionado. Se amplamente utilizados poderão contribuir consideravelmente para as mudanças climáticas até 2050, comprometendo, assim, os esforços no sentido de reduzir o efeito estufa causado pelos mais conhecidos gases: o dióxido de carbono e o metano, provenientes da combustão de combustíveis fósseis e do desmatamento.

Uma atuação conjunta entre os tratados sobre ozônio e sobre mudanças climáticas poderá contribuir na multiplicação de seus efeitos no desenvolvimento sustentável e, podem figurar também, uma maior eficiência energética dos processos e equipamentos industriais e domésticos. Sem mencionar de outros benefícios no domínio a longo prazo das substâncias químicas, incluindo áreas como a de gestão de resíduos e a de saúde humana.

O Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozonio é celebrado 80 dias antes da conferência de Copenhagen sobre Mudanças Climáticas. Os governos deverão aproveitar essa ocasião para celebrar um novo acordo ambicioso, amplo e equitativo nessa matéria. Se não forem tomadas medidas no domínio das mudanças climáticas, o mundo enfrentará uma profunda ruptura nos planos social, econômico e ambiental. O exemplo do Protocolo de Montreal transmite uma mensagem firme de que não só a ação perante os grandes desafios mundiais é possível como os seus benefícios financeiros e humanos excedem invariavelmente os custos.

(Fonte: comunicado de imprensa SG/SM/12449 de 11/09/2009)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Evento estimula uso de fluidos refrigerantes alternativos a HCFC



Foto Evento estimula uso de fluidos refrigerantes alternativos a HCFC
Seminário acontece dia 11 em Porto Alegre para disseminar tecnologias com outros tipos de substâncias menos ofensivas à camada de ozônio entre fabricantes, empresas de manutenção e projetistas de sistemas de refrigeração.

Os fluidos refrigerantes usados hoje, no Brasil, nos sistemas de refrigeração de equipamentos como geladeiras e condicionadores de ar são os HCFCs (hidroclorofluorcarbonos). O uso desse gás foi uma opção da indústria brasileira para substituir o CFC, que teve seu uso proibido no País devido ao alto potencial de destruição da camada de ozônio. Agora, está em curso no Brasil a criação de um programa de eliminação dos HCFCs, que, apesar de menos ofensivos, são da mesma família dos CFCs e também atingem a camada de ozônio. 

Em 2013 terá início a redução obrigatória no consumo dessas substâncias muito utilizadas pela indústria de refrigeração, ar-condicionado, solventes e extinção de incêndio, além de empresas que utilizam espumas em seus processos de produção ou como isolamento térmico, tais como construção civil, movelaria e calçados. 

Essa proibição decorre de uma decisão adotada em setembro de 2007 pelas partes do Protocolo de Montreal sobre substâncias que destroem a camada de ozônio, do qual o Brasil é signatário.

Com o objetivo de preparar a indústria brasileira para essa realidade e apresentar alternativas ao uso dos HCFCs, o Ministério do Meio Ambiente está promovendo uma série de seminários em todas as regiões do País. Já foram realizados encontros nas regiões Sudeste e Nordeste e agora é a vez da região Sul.

No próximo dia 11, a partir das 8h30, será realizado em Porto Alegre o Seminário Difusão do Uso de Fluidos em Sistemas de Refrigeração e Ar-Condicionado. O encontro será no Hotel Deville, na Avenida dos Estados, 1.909 - Anchieta. 

O público-alvo do seminário são fabricantes, empresas de manutenção e projetistas de sistemas de refrigeração que poderão disseminar em suas áreas de atuação as tecnologias apresentadas por especialistas que já atuam no mercado nacional e internacional com outros tipos de substâncias menos ofensivas à camada de ozônio.

Mais informações sobre o seminário pelo email ozonio@mma.gov.br.
ASCOM

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Buraco na camada de ozônio aumentará por mais 20 anos

Por Sabrina Domingos, do Carbono

Brasil Os maiores buracos na camada de ozônio serão vistos nos próximos 20 anos, afirma o físico Luiz Carlos Molion, da Universidade Federal de Alagoas. Isso porque, segundo ele, a destruição do ozônio está mais relacionada com a atividade solar do que com a emissão dos clorofluorcarbonos (CFCs) usados em abundância na década de 70 em tubos de spray e geladeiras.

Nas últimas semanas, o buraco sobre a Antártica tem aumentado rapidamente, já tendo alcançado 27 milhões de quilômetros quadrados, mais do que o máximo registrado em 2007. Até agora, o ano de 2006 foi o que apresentou a maior destruição da camada de ozônio, com o buraco chegando a 29,5 milhões de quilômetros quadrados.

Pesquisadores defendem que, se não fosse o Protocolo de Montreal, ratificado em 1987, pelo qual 193 países se comprometeram em eliminar a produção e uso dos CFCs em 95%, o afinamento da camada de ozônio dobraria em 2050 a quantidade da radiação ultravioleta capaz de alcançar a superfície terrestre no hemisfério norte e quadruplicaria a do hemisfério sul.

Já, pela teoria defendida por Molion, a produção da radiação ultravioleta é reduzida quando o Sol está em uma fase de pouca atividade. E, como o ultravioleta é essencial para produção de ozônio (pois quebra a molécula de oxigênio que, ao se recombinar, forma o ozônio), a falta dessa radiação faz com que a camada fique menor.

O físico acrescenta que é um erro fundamental dizer que o ozônio filtra os raios ultravioleta. “Na verdade, para formação do ozônio, o ultravioleta é consumido, é diferente”.

Ele explica ainda que o Sol possui ciclos de 90 anos e que o ponto máximo de atividade solar foi registrado pela última vez em 1960. “Com base nisso, eu posso prever que lá pelo ano de 2050 a camada de ozônio se recuperará e voltará aos mesmos níveis, independente de CFCs ou não”, afirma.

Atualmente, no entanto, o Sol se encaminha para o mínimo de atividade, o que fará com que a camada de ozônio continue diminuindo, explica Molion. “Eu não tenho dúvida de que vamos presenciar nesses próximos 20 anos, enquanto o Sol estiver quieto, os maiores buracos na camada de ozônio já vistos até então”, declara.

As opiniões de Molion têm sido deixadas de lado pela comunidade científica desde a década de 90, quando Mário Molina, recebeu o Prêmio Nobel de Química com uma série de seis equações químicas, sendo que a quinta delas era crucial para explicar a liberação do cloro que viria a destruir o ozônio. Com isso, os CFCs foram acusados como responsáveis pela destruição da camada de ozônio.

Na época, Molion argumentou que a tal equação química não seria a realizada pela natureza, porque seguia num caminho de maior consumo de energia, enquanto, segundo ele, a natureza sempre opta pela baixa energia. “Eu simplesmente argumentei sob o ponto de vista teórico, mas com aquele conjunto de equações o Mário Molina virou Prêmio Nobel de Química em 1995. E eu fui posto na geladeira entre 1992 e 1997, e nunca mais fui convidado para nada”, recorda.

Eis que em abril deste ano pesquisadores da NASA deram força para Molion retomar a defesa de sua teoria. Experimentos realizados em um dos laboratórios da agência espacial norte-americana demonstraram que a probabilidade da quinta equação descrita pelo vencedor do Prêmio Nobel ocorrer é de 10-7. “Ou seja, não existe”, exclama Molion.

“Finalmente apareceu alguém para mostrar que, mesmo em laboratório, é muito difícil conseguir que essa reação exista. Portanto o cloro não pode ser liberado e não pode cataliticamente destruir o ozônio”, enfatiza o físico.

Ele explica que, como a molécula de CFC tem um peso molecular de cinco a seis vezes maior do que o ar, é muito difícil fazê-la subir na atmosfera. “Se levantar ar seco já é difícil, imagina uma molécula mais pesada, que ainda teria de viajar, passar pela propopausa (que é uma inversão de temperatura) e chegar a 40 quilômetros de altura, para depois ser quebrada pelo ultravioleta e liberar o cloro que destrói o ozônio”, indaga Molion ao destacar que o Protocolo de Montreal foi tão rapidamente aceito por prever sanções severas aos países que não o assinassem.

Fonte: Envolverde/CarbonoBrasil

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Associação mundial para obter benefícios mundiais

Por Sylvie Lemmet*

Paris, 15 de setembro (Terramérica) - O Protocolo de Montreal, sobre as substâncias que afetam a camada de ozônio, ratificado por 193 países, constitui uma das histórias de cooperação internacional de maior êxito no mundo. Devido ao alto grau de comprometimento demonstrado por todos os atores envolvidos com a eliminação do uso de substâncias que afetam a camada de ozônio, a presença delas na atmosfera está diminuindo e há sinais incipientes de que o escudo vital desse gás, que nos protege das mortais radiações ultravioletas do Sol, está se regenerando.

As medidas adotadas para eliminar as substâncias químicas que afetam a camada de ozônio geraram benefícios ambientais adicionais, já que muitas contribuem para o aquecimento global. Reduzi-las drasticamente também ajudou a enfrentar o fenômeno da mudança climática. A substituição completa dos clorofluorocarbonos (CFC) está plenamente avançada, tanto nos países industrializados quanto nas nações em desenvolvimento. Na América Latina e no Caribe, a redução do consumo de CFC atingiu 95% no ano passado.

No entanto, ainda há muito a ser feito a respeito dos hidroclorofluorcarbonos (HCFC) e do brometo de metila, também prejudiciais para a camada de ozônio. Em 2005, o consumo de HCFC dos países desenvolvidos havia diminuído 72% em relação ao nível básico, embora se espere que as futuras reduções prossigam em um ritmo um pouco mais lento. Nas nações em desenvolvimento, o consumo de HCFC atingiu cerca de 20 mil toneladas de PAO (potencial de esgotamento da camada de ozônio) em 2005, e estudos recentes indicam que esse índice poderia duplicar, ou ir mais além, até 2015.

As atuais tendências de uso dos HCFC deverão ser revertidas para cumprir os ajustes acordados no ano passado, na 19ª Reunião das Partes do Protocolo de Montreal. A decisão adianta em uma década a eliminação de produção e consumo de HCFC para todos os países-partes do Protocolo. Além disso, controla o nível de produção e consumo a partir do qual os países não industrializados deverão iniciar suas reduções, respeita os prazos necessários para a introdução de substâncias alternativas e fomenta que esses gases refrigeradores não sejam substituídos por outros com alto potencial de aquecimento global ou outros riscos ambientais.

Algumas estatísticas indicam que a eliminação dos HCFC poderia resultar em reduções equivalentes a 18 a 25 bilhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono, o principal gás causador do efeito estufa. Isto representa por ano uma redução igual ou superior a 3,5% de todas as emissões mundiais desses gases. Sem dúvida, os compromissos do Protocolo de Montreal para uma eliminação acelerada do HCFC cumprem o duplo propósito de abordar a mudança climática e a redução do ozônio estratosférico.

Esta associação mundial de sucesso que é o Protocolo de Montreal deve concluir plenamente, para cumprir seu objetivo principal, a restauração da camada de ozônio, prevista para meados deste século. O desafio é importante, mas se prosseguir o esforço comum dos governos, das indústrias e dos consumidores, o êxito está assegurado. Nestes avanços, a participação dos governos e da sociedade civil, incluindo os setores industrial, educacional e os meios de comunicação, tiveram um papel primordial em criar consciência e, sobretudo, em implementar as soluções de maneira comum. Aí reside o êxito do Protocolo de Montreal.

No dia 16 de setembro, será comemorada a edição 2008 do Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, em celebração à assinatura do Protocolo de Montreal, em 1987, e em reconhecimento à sua relevância para proteger a saúde e o meio ambiente. Para consolidar os êxitos, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização Mundial da Saúde prepararam em conjunto um pacote educativo para facilitar a transmissão de conhecimentos sobre a proteção da atmosfera na educação secundária, editado em espanhol, francês e inglês.

Trata-se de materiais de trabalho tanto para professores como para os estudantes. Por meio do uso de uma via interativa, com jogos, busca-se sensibilizar sobre a situação atual da camada de ozônio e sua ligação com a mudança climática. O Pnuma, a Unesco, o Unicef e a OMS estão promovendo o uso deste pacote educativo, chamado Ação pelo Ozônio, em todos os países do mundo e incentivando as autoridades nacionais a incluírem o tema nos programas de ensino. Na América Latina e no Caribe, o Pnuma participa das cerimônias oficiais do Dia do Ozônio na Colômbia, no Haiti e no Suriname, para difundir esta publicação e assim contribuir para redobrar os esforços nacionais.

* A autora é diretora da Divisão de Tecnologia, Indústria e Economia do Pnuma.

LINKS

Protocolo de Montreal relativo às substâncias que afetam a camada de ozônio http://ozone.unep.org/spanish/Ratification_status/montreal_protocol.shtml

Secretaria do Ozônio
http://ozone.unep.org/spanish/

Ação pelo Ozônio http://www.pnuma.org/ozono/Espanol/index.php?menusup=2&menuinf=1

Estados Unidos se opõem a tratado sobre ozônio
http://ipsnoticias.net/nota.asp?idnews=42243

Crédito de imagem: Fabrício Vanden Broeck

Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde.


(Terramérica)

Buraco na camada de ozônio levará até duas décadas para diminuir

O buraco na camada de ozônio, que surgiu nos anos de 1980 sobre a Antártica, não deve se reduzir antes de 10, ou 20 anos, e não desaparecerá, se todas as medidas forem cumpridas, antes de 2075, previu a Organização Meteorológica Mundial (OMM), nesta sexta-feira (12).

"A situação continuará sendo grave nos próximos 10, ou 20 anos, antes que o buraco comece a desaparecer, sob a condição de que se respeite o protocolo de Montreal", avaliou a organização, às vésperas do Dia Internacional de Preservação da Camada de Ozônio, em 16 de setembro.

"Serão necessárias várias décadas até que o buraco desapareça e se volte à situação anterior a 1980", explicou à AFP o especialista da OMM Geir Braathen. "Calculamos (que isso vá acontecer) para 2075", completou.

Segundo Braathen, "a concentração dos gases CFC diminui a um ritmo de 1% ao ano". (Fonte: Yahoo!)

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Brasil terá previsão diária de gás ozônio

A partir de junho, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) deve pôr na internet a previsão para o dia seguinte da poluição por ozônio, um dos poluentes mais nocivos à saúde humana.

Até agora, a previsão de qualidade do ar do Inpe mostra apenas a concentração de monóxido de carbono e de material particulado (meioambiente.cptec.inpe.br).

Saulo Freitas, pesquisador do Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) do Inpe, espera que a previsão seja útil para a população. "Assim como as pessoas se preparam para um dia de chuva, também poderão se preparar para um dia poluído por ozônio", afirma. Num dia com alta concentração de ozônio, por exemplo, não é indicado que se pratique exercícios ao ar livre.

Na capital paulista, onde o ozônio é o maior culpado pela qualidade do ar ruim, os veículos são os principais responsáveis por sua formação. Mas até a região da Amazônia sofre com o poluente - isso porque as queimadas também propiciam a sua formação.

"Nós pensamos que o problema de poluição só ocorre nas grandes cidades. Mas na estação seca, de muita queimada na Amazônia, municípios menores podem ter qualidade do ar pior do que regiões metropolitanas", diz Freitas.

Segundo ele, o Ministério da Saúde tem um convênio com o Grupo de Modelagem da Atmosfera e Interfaces do Inpe para estudar a relação da qualidade do ar com doenças na região Norte do país.

Poluente do tipo secundário, o ozônio se forma a partir de reações químicas entre óxidos de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis, na presença de luz solar. Poluente primário é aquele emitido diretamente pela fonte para a atmosfera.

Para fazer o modelo de qualidade do ar de ozônio foi necessário unir dados meteorológicos (já que vento, chuva e sol influenciam a poluição), informações sobre as emissões dos poluentes precursores e, ainda, incluir equações para as reações químicas que ocorrem.

"É bastante complexo", afirma Freitas. Ele e a pesquisadora Karla Longo, da Divisão de Modelagem e Desenvolvimento do instituto, são os responsáveis pelo trabalho.

Na opinião de Carlos Lacava, da Cetesb (agência ambiental paulista), apesar de a formação de ozônio ter muitas variáveis e o modelo provavelmente não conseguir chegar a um dado muito preciso, a previsão pode ajudar a alertar para os dias com tendência de nível alto do poluente. A Cetesb e o IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas), da USP, também trabalham num modelo de previsão da qualidade do ar - entretanto, ele ainda não está pronto.

Bandido e herói

O ozônio na estratosfera (a cerca de 25 km de altitude) tem a função de proteger a Terra dos raios ultravioleta. Porém, na troposfera (mais próximo ao solo), onde as pessoas respiram, ele é tóxico.

Quando a qualidade do ar está ruim para ozônio, pessoas com doenças respiratórias têm os sintomas agravados e a população em geral pode apresentar ardor nos olhos, nariz e garganta, tosse seca e cansaço. Além de afetar a saúde, o ozônio também causa danos à vegetação e prejudica plantações.

O modelo não vai apenas antecipar o nível de ozônio no país, mas mostrar o transporte do poluente e de seus precursores a longas distâncias. Pode ajudar, assim, a observar a contribuição do Brasil na formação de ozônio em países vizinhos.
(Fonte: Afra Balazina / Folha de S.Paulo)

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Ozônio de baixa altitude mata, diz relatório dos EUA

A exposição por um pequeno período de tempo ao smog, ou ozônio de baixa altitude, está claramente ligada a mortes prematuras que deveriam ser levadas em consideração na medição dos benefícios para a saúde da diminuição da poluição do ar, concluiu um relatório da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos nesta terça-feira (22).

As descobertas contrariam argumentos de alguns representantes da Casa Branca, de que a ligação entre o smog e as mortes prematuras não é suficientemente evidente, e que o número de vidas salvas não deveria ser calculado entre os benefícios do ar limpo.

O relatório, elaborado por um grupo do Conselho de Pesquisa da Academia Nacional, disse que agências governamentais "deveriam dar nenhum ou pouco peso" para esses argumentos.

"O comitê concluiu, da revisão de evidências de saúde, que a exposição por um curto período de tempo ao ozônio ambiente pode contribuir para mortes prematuras", disse o grupo, de 13 membros.

O comitê acrescentou que "estudos levantaram fortes evidências de que essa exposição ao ozônio pode exacerbar problemas pulmonares, causando doenças que podem potencialmente levar à morte."

O Gabinete de Gestão e Orçamento da Casa Branca, que em seu relatório sobre regulamentação da qualidade de ar levantou questões sobre a certeza da ligação entre mortalidade e poluição, não retornou imediatamente a ligação da reportagem.

"O relatório é uma reprovação da administração Bush, que consistentemente tentou diminuir a importância da conexão entre o smog e as mortes prematuras", disse Frank O'Donnell, presidente da Clean Air Watch, uma organização de lobby de Washington.

Vickie Patton, conselheira geral adjunta para o Fundo de Defesa Ambiental, disse que as descobertas da Academia "refutam o ceticismo e a negação da Casa Branca." Os argumentos do governo têm sido usados para diminuir a importância das vantagens para a saúde da diminuição da poluição do ar, ela disse.

A Academia examinou exposições por curtos períodos de tempo - até 24 horas - a altos níveis de ozônio, mas disse que mais estudos são necessários para análise de exposições longas ao gás, nas quais o riscos de morte prematura "podem ser ainda maior que o observado no estudo de efeitos agudos apenas."

O ozônio troposférico é formado a partir do oxido de nitrogênio e de componentes orgânicos criados na queima de combustíveis fósseis, evidencia-se, muitas vezes, na névoa amarela, ou smog, que paira no ar. Exposição a ozônio é uma importante causa de doenças respiratórias e afeta principalmente os idosos, pessoas com problemas respiratórios e crianças.

Embora as mortes prematuras causadas pelo ozônio sejam mais freqüentes entre indivíduos com problemas de pulmão e coração, o relatório disse que tais mortes não estão restritas às pessoas já em situação de risco.

Os cientistas disseram não poder determinar, baseados na revisão de estudos de saúde, se existe um limite abaixo do qual nenhuma morte pode ser atribuída à exposição ao ozônio. Se há um limite, ele fica abaixo dos níveis permitidos para a saúde pública.

Ambientalistas e defensores da saúde pública argumentam que diversos estudos e pesquisas mostram que a exposição ao smog não só agrava problemas respiratórios, mas causa dezenas de mortes por ano.

Patton afirmou que o Gabinete de Gestão e Orçamento da Casa Branca, em diversas regulamentações da poluição do ar, procurou minimizar a relação entre a poluição e mortes prematuras.

"Isso tem sido usado pela indústria para tentar atacar os padrões de saúde através da minimização dos benefícios sociais", disse.

Um desses casos envolve a decisão do órgão de regulamentação ambiental do governo americano, a EPA, que no mês passado tornou mais rigorosos os padrões de saúde do ozônio, reduzindo a concentração aceitável do gás no ar.

Quando a análise do custo-benefício estava sendo preparada em conexão com a regulamentação, o Gabinete de Gestão e Orçamento argumentou a "considerável incerteza" da ligação entre ozônio e mortes.

Como resultado, a EPA publicou uma vasta gama de cálculos de custo-benefício que vai um de custo social líquido de US$ 20 milhões (R$ 33 milhões) até uma poupança de US$ 23 milhões (R$ 38 milhões), dependendo, em grande escala, sobre se seriam ou não levadas em conta as vidas salvas de mortes relativas ao ozônio.

Representantes do Gabinete de Gestão e Orçamento fizeram objeções à quantificação da EPA dos benefícios de mortes prematuras relativas ao ozônio evitadas dentro do novo padrão de emissões para cortadores de grama e outras pequenas máquinas que liberam grandes quantidades de poluição formadora de ozônio.

Em resposta, a EPA removeu "todas as referências aos benefícios da diminuição do ozônio" na regulamentação proposta, de acordo com um e-mail da EPA para o Gabinete de Gestão e Orçamento. A regulamentação de pequenas máquinas está esperando por uma decisão final. (Fonte: Estadão Online)

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Miniguerra nuclear já causaria rombo na camada de ozônio, diz pesquisa

Na década de 1980, em plena Guerra Fria, foi comum discutir os efeitos de um confronto de escala mundial travado com armas nucleares. Isso levou ao consenso universal de que ninguém poderia realmente sair "vencedor" de um conflito assim. Mas e quanto a uma guerrinha nuclear em pequena escala? Também não é uma boa idéia, segundo um grupo de cientistas da maior potência nuclear do mundo, os Estados Unidos. E uma das maiores vítimas de um conflito assim seria a camada de ozônio da Terra.

Os pesquisadores liderados por Michael Mills, da Universidade do Colorado em Boulder, conduziram uma simulação climática e química detalhada do que aconteceria caso duas potências nucleares emergentes (o grupo cita Índia e Paquistão, rivais no sul da Ásia que vivem trocando farpas, como potenciais adversários) travassem um conflito nuclear.

Eles especularam um uso "modesto", de 100 dispostivos atômicos do mesmo porte do usado em Hiroshima, no Japão, pelos Estados Unidos, em 1945 - mais ou menos metade de cada lado.

Isso, como já se sabe, levantaria uma quantidade brutal de fuligem para a alta atmosfera. E aí a simulação da equipe entrou em ação, para ver o que acontecia.

Os resultados mostraram que os efeitos de uma guerra nuclear local estão longe de ficar circunscritos aos países envolvidos. Na alta atmosfera, a poluição produzida causa imensa destruição à camada de ozônio. O buraco hoje existente na Antártida seria fichinha perto do resultado - um rombo em escala global nesse cobertor que serve de proteção contra os raios nocivos emitidos pelo Sol. Sem ela, as taxas de câncer se elevariam brutalmente no mundo todo e os ecossistemas sofreriam modificações radicais.

"As reduções em escala global do ozônio previstas aqui por injeções relativamente pequenas de fumaça e fuligem na troposfera superior e na estratosfera inferior indicam uma sensibilidade inesperada associada a perturbações desse tipo e sugerem que certos eventos - como conflitos nucleares regionais - podem apresentar um perigo sem precedentes para a biosfera", escreveram os autores do estudo, num artigo publicado pela "PNAS", revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

"A ameaça potencial ao ozônio global, e portanto ao biota terrestre, merece análise cuidadosa pelos governos do mundo, aconselhados pela comunidade científica", concluem os cientistas. (Fonte: Globo Online)

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Buraco da camada de ozônio volta ao tamanho normal

O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida voltou ao tamanho normal, encolhendo 16% em relação à abertura recorde registrada em 2006, informa a Nasa. Agora, ele tem "apenas" uma área igual à da América do Norte. Em setembro, o buraco atingiu o tamanho máximo para este ano de 25,1 milhões de quilômetros quadrados, abaixo do pico de 28,5 milhões, registrado no ano passado, disse o cientista Paul Newman, da Nasa.

Gases produzidos por atividade humana, contendo cloro e bromo, danificam a camada de ozônio, que protege a Terra dos gases ultravioleta do Sol. Como esses raios podem ser prejudiciais à saúde humana, há 20 anos países de diversas partes do mundo concordaram em proibir muitos compostos à base desses gases.

O buraco foi detectado pela primeira vez em 1985. Na taxa atual, deverá se fechar por volta de 2070, segundo Newman.

A despeito do sucesso da proibição dos gases que consomem o ozônio, esses compostos permanecem na atmosfera por até 100 anos, e o total de gases contendo cloro no ar caiu apenas 3,1% desde 2001, de acordo com Newman. O cientista atribui as variações no tamanho do buraco a condições climáticas.

"Não há como dizer que estamos vendo uma melhora real. Está menor por conta da situação do clima", afirmou.
(Fonte: Estadao.com.br)

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Buraco no ozônio da Antártida em 2007 é 'relativamente pequeno'

O buraco na camada de ozônio existente sobre a Antártida está 'relativamente pequeno' neste ano, com cerca de 25 milhões de quilômetros quadrados, mas ainda levará décadas até que consiga recuperar-se, afirmou na terça-feira (16) a OMM - Organização Mundial de Meteorologia.

O buraco, cujo tamanho equivale ao da América do Norte, apareceu mais cedo que o costume em 2007, surgindo em agosto, e é o terceiro menor da última década.

"O buraco na camada de ozônio da Antártida em 2007 é relativamente pequeno. Isso, no entanto, não deve ser interpretado como um sinal de recuperação dela", afirmou a jornalistas Geir Braathen, cientista da OMM.

A camada desse gás protege a Terra dos nocivos raios ultravioletas, que podem causar câncer de pele.

O tamanho do buraco em 2007 deve-se às temperaturas relativamente amenas na estratosfera da Antártida durante o inverno. As baixas temperaturas intensificam o processo de perda de ozônio, explicou o cientista.

A OMM e o Unep - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente disseram que a camada de ozônio deve regressar, até 2049, a seus níveis pré-1980 em grande parte da Europa, América do Norte, Ásia, Austrália, América Latina e África. Mas na Antártida a recuperação deve demorar até 2065.

No entanto, o volume crescente de gases do efeito estufa na atmosfera pode fazer que com que os buracos na camada de ozônio aumentem ainda mais nas próximas décadas. (JB Online)

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Buraco na camada de ozônio recua em 2007

O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida já diminuiu 30% este ano com relação ao recorde registrado em 2006, informou a Agência Espacial Européia (ESA). Segundo as medições feitas com o satélite Envisat, da ESA, neste ano a perda de ozônio alcançou um pico de 27,7 milhões de toneladas, frente às 40 milhões do ano passado, disse a agência em comunicado.

Para os cientistas, o fato de o buraco ser inferior este ano não é um sinal de uma tendência a longo prazo, mas se deve às variações naturais de temperaturas e de dinâmica atmosférica, segundo a ESA.

Para se calcular a perda de ozônio são medidas a superfície e a profundidade do buraco. A espessura da camada é medida em unidades Dobson.

Este ano, a área do buraco - onde o ozônio é inferior a 220 unidades Dobson - é de 24,7 milhões de quilômetros quadrados, ou seja, aproximadamente a superfície da América do Norte. O valor mais baixo da camada de ozônio beira as 120 unidades Dobson, explicou a ESA.

"Embora o buraco esteja um pouco menor que de costume, não podemos chegar à conclusão de que a camada de ozônio já está se recuperando", advertiu um cientista do Instituto Meteorológico Real da Holanda, Ronald van der A, citado na nota.

O pesquisador explicou que este ano o buraco na camada de ozônio estava menos concentrado no Pólo Sul do que em outros anos, o que permitiu misturar-se com um ar mais quente e reduzir seu crescimento. (Globo Online)

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Grupo de Trabalho do Ozônio se reúne para discutir eliminação de HCFCs

O Grupo de Trabalho do Ozônio se reúne nesta quarta-feira (03), em São Paulo. Ele discutirá os primeiros passos para colocar em prática, no Brasil, a recente decisão da 19ª Reunião das Partes do Protocolo de Montreal de antecipar os prazos de eliminação dos hidrofluorcarbonetos (HCFCs) - gases que destroem a camada de ozônio, têm efeito estufa e são usados, entre outros fins, como fluidos refrigerantes em geladeiras e aparelhos de ar-condicionado.

De acordo com a decisão, em 2013, os países em desenvolvimento deverão congelar os níveis de consumo desses gases, conforme os registros de 2009, e de produção, a partir dos registros de 2010. Dois anos depois, deverá haver um redução de 10% em relação a 2009/2010. Em 2020, a redução será de 35% e, em 2025, de 67,5%. Tudo para eliminar completamente os HCFCs em 2030.

Todos os setores da iniciativa privada que usam esses gases foram convidados a participar da discussão. No encontro, serão debatidos: a necessidade da realização de um diagnóstico refinado sobre o consumo dos HCFCs no Brasil; em quais segmentos a conversão das indústrias é prioridade; e como identificar as indústrias que poderão receber recursos do Fundo Multilateral do Protoloco de Montreal para financiar suas conversões. "É o início de um plano nacional para eliminação desses gases. O debate é importante porque as empresas não podem mudar sua produção da noite para o dia", explica o diretor do Departamento de Mudanças Climáticas da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, Ruy de Góes.

O GT do Ozônio é formado por representantes do governo, da sociedade e do setor de indústrias. A reunião é aberta e inicia às 14h, no auditório da Abrava - Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento, na Avenida Rio Branco, nº 1492, em São Paulo. (MMA)

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Camada de ozônio dá sinais de recuperação

A camada de ozônio da Terra está sendo recuperada graças às medidas tomadas pelos 191 países signatários do Protocolo de Montreal, disse nesta quinta-feira (13) a Agência para a Proteção Ambiental (EPA) do Governo dos Estados Unidos.

A EPA assinalou que desde 1998, devido aos esforços dos EUA e da comunidade internacional, "a redução da camada de ozônio foi reduzida em quase todo o mundo".

O tratado, assinado inicialmente por 24 nações em 1987, estabelece a gradual eliminação do uso de produtos químicos que castigam a camada de ozônio, situada na estratosfera e que serve como um escudo contra as nocivas radiações de raios ultravioleta (UV).

O administrador da EPA, Stephen Johnson, elogiou os avanços da estratégia global para a proteção da camada de ozônio, às vésperas das celebrações pela assinatura do tratado multilateral, em 16 de setembro de 1987, em Montreal (Canadá).

De 16 a 21 de setembro, representantes da comunidade internacional se reunirão em Montreal para celebrar o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio e analisar os avanços neste tema.

O Protocolo de Montreal é um "brilhante exemplo de como o engenho humano, a liderança e a determinação podem criar um mundo melhor e mais saudável", enfatizou Johnson em comunicado.

Durante os anos 80, os cientistas tinham notado a redução da camada de ozônio, mas, nos últimos 20 anos, o tratado multilateral contribuiu para a busca de medidas alternativas e eficazes para resistir à destruição da camada de ozônio e melhorar a proteção do meio ambiente e a saúde humana, disse a EPA.

Os cientistas prevêem que a camada de ozônio na zona do Antártico, por exemplo, voltará aos níveis de antes de 1980 a partir de 2060.

O Governo dos Estados Unidos, através da EPA, aprovou mais de 300 alternativas a substâncias químicas que destroem a camada de ozônio.

Globo Online