Publicada em 23/11/2007 às 03h48m
O Globo
BRASÍLIA - O Brasil deverá propor na 13ª Conferência das Partes da Convenção sobre Mudança do Clima, em Bali, marcada para o próximo mês, que a queda dos níveis de desmatamento das florestas brasileiras passe a ser computada na meta interna de redução das emissões de gases de efeito estufa a ser estabelecida pelo governo brasileiro.
O governo deve anunciar também que pretende proibir o cultivo de cana-de-açúcar na região amazônica, no Pantanal e em outras áreas a serem definidas como prioritárias em termos de meio ambiente como uma das formas de coibir o desmatamento. Essa regra entraria em vigor a partir de 2008.
As medidas - que deverão ser apresentadas como parte de um pacote global que começará a ser negociado em Bali, para entrar em vigor após 2012 - seriam um contra-ataque às pressões que crescem a cada dia, por conta da expansão da cultura de cana-de-açúcar na região amazônica, voltada para a produção de etanol. As autoridades brasileiras pretendem argumentar ainda que o índice de desmatamento na Amazônia caiu 50% de 2004 a 2006.
No pacote que ainda está sendo fechado em sigilo pelo governo, o Brasil será taxativo no sentido de exigir o estabelecimento de índices mais ambiciosos de redução de emissões a serem cumpridos pelas nações desenvolvidas a partir de 2012 - quando vencem as metas estabelecidas no Acordo de Kioto. Os negociadores brasileiros não admitirão metas para os países em desenvolvimento, mas vão sugerir que essas nações se comprometam a desenvolver políticas públicas que possam minimizar os níveis de poluição e aquecimento global.
O Globo
BRASÍLIA - O Brasil deverá propor na 13ª Conferência das Partes da Convenção sobre Mudança do Clima, em Bali, marcada para o próximo mês, que a queda dos níveis de desmatamento das florestas brasileiras passe a ser computada na meta interna de redução das emissões de gases de efeito estufa a ser estabelecida pelo governo brasileiro.
O governo deve anunciar também que pretende proibir o cultivo de cana-de-açúcar na região amazônica, no Pantanal e em outras áreas a serem definidas como prioritárias em termos de meio ambiente como uma das formas de coibir o desmatamento. Essa regra entraria em vigor a partir de 2008.
As medidas - que deverão ser apresentadas como parte de um pacote global que começará a ser negociado em Bali, para entrar em vigor após 2012 - seriam um contra-ataque às pressões que crescem a cada dia, por conta da expansão da cultura de cana-de-açúcar na região amazônica, voltada para a produção de etanol. As autoridades brasileiras pretendem argumentar ainda que o índice de desmatamento na Amazônia caiu 50% de 2004 a 2006.
No pacote que ainda está sendo fechado em sigilo pelo governo, o Brasil será taxativo no sentido de exigir o estabelecimento de índices mais ambiciosos de redução de emissões a serem cumpridos pelas nações desenvolvidas a partir de 2012 - quando vencem as metas estabelecidas no Acordo de Kioto. Os negociadores brasileiros não admitirão metas para os países em desenvolvimento, mas vão sugerir que essas nações se comprometam a desenvolver políticas públicas que possam minimizar os níveis de poluição e aquecimento global.
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