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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Além da meta de dois graus

Por Oliver Gedenis* 

Nos círculos internacionais de políticas climáticas existe um amplo consenso sobre a meta de limitar o aquecimento global a um máximo de dois graus acima dos níveis pré-industriais. Ainda assim, atingir essa meta é quase impossível.

Mas se os líderes mundiais abandonarem esse alvo, terão de tomar uma decisão estratégica fundamental em relação à estrutura e aos níveis de exigência de um novo objetivo climático. Portanto, é preciso uma mudança de paradigma. A abordagem científica da tradução da temperatura global em orçamentos nacionais de emissões precisos é politicamente inviável. Em vez disso, países com uma forte agenda de política climática devem defender fórmulas dinâmicas para fixação de metas.

O alvo dos dois graus é o ponto primário de referência para o debate atual. Um aumento correspondente na temperatura média global é normalmente visto como o limite além do qual os efeitos das mudanças climáticas começam a ficar perigosos. Mas, ao contrário da crença generalizada, o último relatório de avaliação do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC) não ligou para a meta dos dois graus, o que, desde o final dos anos 90, tem surgido como um símbolo e um ponto de orientação para uma ambiciosa, porém realista, agenda climática global.

A União Europeia foi a primeira força a impulsionar o alvo dos dois graus internacionalmente. Os ministros do ambiente europeus têm defendido a meta desde 1996. À frente da Conferência de Copenhagen, em 2009, a União Europeia conseguiu fazer com que todos os parceiros relevantes no âmbito das negociações incluindo até China, Índia, Rússia e Estados Unidos se comprometessem com a meta.

Dado que a quantidade de gases de efeito estufa (GEE) emitida até agora vai aumentar as temperaturas em 1,5°C em comparação com a época pré-industrial, decisões políticas maiores são necessárias para garantir o cumprimento da meta de dois graus. A ciência climática pressupõe que o pico das emissões globais deve ocorrer dentro dos próximos anos. Atualmente, entretanto, há poucos indícios de que uma reversão de tendências será mesmo visível no horizonte.

Então, até certo ponto no futuro próximo, um crescente número de vozes da comunidade científica deve definitivamente rejeitar a possibilidade de manter essa meta. Quando isso acontecer, simplesmente defender um alvo mais suave, de 2,5°C ou 3°C, não será suficiente.

De acordo com o paradigma atual, a meta global é definida por categorias científicas e entendida como um limite máximo absoluto. Dada essa abordagem, todos os esforços iniciais têm buscado criar um acordo climático global, levando a um forte foco em negociações globais, negligenciando os esforços concretos de descarbonização por países industrializados e em industrialização.

O resultado é um empate, porque os governos podem sempre culpar pelas falhas a falta de ação dos outros. Mesmo os EUA têm usado esse argumento para justificar sua recusa para aumentar a redução de emissão de GEE de 20% para 30% até 2020.

Um paradigma alternativo teria que combinar realismo com uma visão global positiva. Uma possibilidade é estabilizar uma neutralidade climática como um objetivo global de longo prazo, trabalhar para reduzir em rede as emissões de GEE. Mesmo que esse objetivo fosse inicialmente ligado a um calendário definido de forma ampla, ele estabeleceria o padrão para a ação, segundo o qual todos os países teriam de se basear.

Dentro desse quadro, ambiciosos atores da política climática como EUA, Suíça ou Japão enfrentariam a tarefa de se comprometer com medidas exatas de descarbonização. Eles teriam de reunir provas de que a transição para uma economia de baixo carbono é tecnicamente viável e rentável, gerando efeitos positivos não só para o clima, mas também para os preços da energia e para a segurança do abastecimento. O sucesso estimularia outros países do G-20, atuando fora do auto-interesse, a seguir os passos dos líderes do clima.

Esse tipo de abordagem, de baixo para cima, levaria a significativas reduções de emissões. Para ter certeza, seria impossível de prever, com base no princípio favorecido atualmente, de cima para baixo, quanto de aumento da temperatura o mundo suportaria. Dado que a exploração a um limite de temperatura estrito não é uma opção politicamente viável, focalizando a política do clima em benchmarks flexíveis, tais como a neutralidade do clima , seria mais eficaz no curto prazo e mais promissora no longo prazo.

*Oliver Gedenis é pesquisador sênior no SWP, o maior centro de estudos alemão de política de segurança e relações exteriores.

(Envolverde/Zero Hora)

domingo, 30 de janeiro de 2011

Uma imagem vale mais que mil palavras (e ações)


A imagem se tornou cada vez mais poderosa no cotidiano da população, especialmente quando o soviético Yuri Gagarin exclamou: “a Terra é azul!”. As imagens ganharam uma força muito grande e foi muito bem apropriada pelas agências publicitárias. Na nova fase regulatória do capitalismo, imagem e publicidade adquirem um destaque especial.

Esse processo, iniciado lá pela década de 70, tem hoje importância fundamental nas relações comerciais das empresas (principalmente as grandes, pois têm mais condições) e, inclusive, dos Estados. O discurso ambiental vem se reforçando cada vez mais a partir do fim do século XX, e impõe às empresas novas formas de relação da produção com suas práticas ambientais. Todo mundo quer ser sustentável e, mais do que ser, precisa mostrar isso.

Com certeza, a sociedade evoluiu em importantes áreas nas últimas décadas com o avanço das novas tecnologias, mas, prevalece-se, e com muita intensidade, ações de marketing das empresas, dando-se destaque às suas responsabilidades socioambientais, mas, na verdade, existe muito mais criação de uma imagem responsável através da publicidade. Por isso, se intensifica a obtenção de “selos verdes”, como a série ISO 14.000, mas não muda-se a lógica da produção. Florestas são criadas, ditas de reflorestamento, mas na verdade são fundos de reserva que serão posteriormente utilizadas, como fazem as empresas de celulose. Ou seja, estamos falando muito mais de “produção de imagem” do que ações realmente efetivas para melhorias socioambientais.

Para se conseguir o famoso selo ISO 14.001 não é necessário nenhuma melhoria na prática. A obtenção do selo vem antes da melhoria, trazendo um diferencial para quem o possui em relação aos seus concorrentes. Não é nada mais que intenções! Ou seja, não são nada mais que ações de marketing.

O principal objetivo do marketing, no fim das contas, é fazer vender, fazer com que os produtos ou serviços sejam consumidos e a roda capitalista, enfim, continue a girar. Assim, por mais verde que seja o marketing dentro dessas configurações, o resultado final não será muito diferente do que vemos hoje, aumento dos problemas socioambientais em todo mundo.

Nos círculos de debates ambientais, virtuais ou não, têm-se um nome específico para essas práticas, que é o greenwashing, onde empresas constroem uma imagem ambiental a partir de práticas e produtos ditos sustentáveis. Como disse antes, a publicidade vale muito para as empresas no período atual, e não é à toa o que diz um já famoso ditado: “a propaganda é a alma do negócio”. Mas, como diria a galera da Nação Zumbi, “Como pode a propaganda ser a alma do negócio se esse negócio que engana não tem alma?”

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Relatório: Uma proposta de política pública: Parâmetros e Diretrizes para a Educação Ambiental no contexto das Mudanças Climáticas causadas pela ação humana. DEA/MMA.


A visão preponderante na Ciência admite que as mudanças no clima global são um fato e vem ocorrendo pela ação da atividade humana. O desafio para o enfrentamento das causas e das consequências das Mudanças Climáticas é imensamente complexo. Para a Educação Ambiental (EA) parece ser ainda mais, na medida em que a compreensão do fenômeno Mudanças Climáticas é algo distante, difícil, abstrato, deslocado no tempo e longe no espaço. A chave para a formulação e a implementação de políticas públicas de EA, em tempos de Mudanças Climáticas, deve estar centrada nas transformações humanas, propondo alternativas para o modelo e a cultura materialistas que colocam em risco a humanidade.

A Ciência do Clima demonstra que a humanidade irá enfrentar algum grau de Mudança Climática, além do que já vem ocorrendo; será irreversível, é um processo. As análises apontam que se todas as emissões de gases de efeito estufa fossem paralisadas hoje, os gases presentes na atmosfera (que demoram em média um século para se dissipar) ainda aqueceriam a terra no mínimo em mais 1ºC até 2100, além dos 0,76 ºC que o planeta já ganhou desde a Revolução Industrial.

Nesse sentido, a premência da EA diante desse cenário que se projeta, tem que ser de mobilização e engajamento pela vida. A Educação Ambiental como ação mobilizatória e transformadora pode contribuir para enfrentar esses cenários futuros que se projetam.

Dessa forma, o Departamento de Educação Ambiental da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (DEA/SAIC/MMA) elaborou este documento, a fim de contribuir para a política pública de EA sobre o tema Mudanças Climáticas. A partir dele, o DEA expõe formas de compreensão teóricas conceituais do fenômeno, referenciadas nos campos da Ciência e da Educação Ambiental.

Essa iniciativa visa formular políticas públicas que atendam aos anseios e demandas da sociedade brasileira, no sentido da tomada de consciência, das mudanças de posições socioambientais equivocadas e modelos mentais cristalizados, para viabilizar a transição para uma sociedade de baixo carbono.

A proposta se referencia na EA crítica e transformadora. E para esse exercício, este documento sugere princípios, diretrizes, objetivos e estratégias de ação para a reflexão e a prática de EA no contexto das Mudanças Climáticas.

Clique na imagem para folhear o relatório


Baixe AQUI o Relatório


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Política de combate às mudanças climáticas é insuficiente, diz TCU


As medidas que o governo vem tomando para combater as mudanças climáticas são insuficientes, de acordo com relatório de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU).  A informação é do jornal Folha de S. Paulo.

Os resultados foram apresentados nesta quarta-feira (11), e o relatório vai integrar documento com dados de outros 13 países.  O texto final será apresentado no encontro da Organização Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores, em 2010, na África do Sul.

Quatro áreas foram analisadas: Amazônia, agropecuária, semiárido e zona costeira.  Segundo o TCU, as áreas que apresentam mais problemas são Amazônia e agropecuária.

De acordo com a Folha, o documento mostra que as políticas voltadas para a Amazônia não estão reduzindo os efeitos negativos das mudanças climáticas na região.  O principal problema é que o Plano Nacional de Mudanças Climáticas define metas, mas não o cumprimento das ações.  A auditoria também apontou "graves deficiências" na ação do governo para adaptar o setor de agropecuária às mudanças climáticas, e apontou o risco de queda de produção caso não sejam adotadas medidas efetivas.

(Envolverde/Amazônia.org.br)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Minc destaca políticas para enfrentar mudanças climáticas


O Brasil não vai interromper seu desenvolvimento, ao adotar medidas para conter mudanças no clima, como a emissão de gases-estufa, principal causador do aquecimento no planeta. A avaliação foi feita pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, em palestra realizada na manhã desta terça-feira, 10 de novembro, durante o Seminário Políticas Públicas e Mudanças Climáticas, promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília. 

De acordo com o ministro, "o Brasil é um dos poucos países que podem emitir menos e produzir mais", graças aos recursos naturais que possui e às alternativas sustentáveis que podem ser originadas deles. Segundo Minc, as metas de redução nas emissões de gases-estufa que o país deve levar a Copenhague, em dezembro, na Conveção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), não comprometerão o crescimento do país.

Carlos Minc destacou a reunião ocorrida nesta segunda-feira (9/11), em São Paulo, entre o presidente Lula e ministros das pastas envolvidas na elaboração da proposta brasileira para a COP-15. "Ficou definido que o Brasil levará uma meta muito forte, de redução de 40% nas estimativas de emissões previstas para 2020", contou. 

O ministro explicou que 20% são referentes à queda no desmatamento da Amazônia e a outra metade será proveniente de iniciativas que deverão ser implementadas em setores como a agricultura, por exemplo. "Ações como integração entre pecuária e lavoura, plantio direto e recuperação de áreas degradadas podem ajudar significativamente na redução das emissões de gás carbônico pelo setor da agricultura", disse.

Sobre o desmatamento na Floresta Amazônica, Minc disse que, nos próximos dias, o presidente Lula vai anunciar dados que vão comprovar o menor desmatamento dos últimos 20 anos. "Os números que serão anunciados mostram que estamos no caminho certo." 

AVANÇO Para Minc, a posição do Brasil em relação a questões ambientais e do clima "evoluíram muito", e isso se deve ao fato de o país ter um inventário sobre as emissões, com as responsabilidades de cada setor, e de que as políticas de meio ambiente e clima já estejam permeando as políticas econômica e de desenvolvimento do país.

O ministro também lembrou do Fundo Clima, aprovado recentemente pela Câmara dos Deputados. "O Brasil vai chegar a Copenhague como o único país que tem um fundo para financiar ações contra mudanças climáticas com recursos da exploração do petróleo, que é o combustível fóssil que mais emite CO²".

O ministro elogiou a iniciativa do TCU, em realizar seminário sobre o tema das mudanças climáticas. Para ele, todos os órgãos públicos deveriam seguir o exemplo, e se envolver nesse debate. Além de Carlos Minc, estiveram na cerimônia de abertura do encontro o presidente do TCU, ministro Ubiratan Aguiar, e o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende. O seminário segue até esta quarta-feira, 11, no TCU, sob coordenação do ministro Aroldo Cedraz.

Fonte: ASCOM/MMA

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Lula diz que plano dá ao país autoridade para debater clima

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (8) que o lançamento do Plano Nacional de Mudanças do Clima dará ao Brasil mais autoridade para debater o aquecimento global com os demais países.

Na semana passada, o governo brasileiro assumiu a meta de reduzir a taxa anual do desmatamento da Amazônia à praticamente a metade até 2017, para 5.850 quilômetros quadrados. A destruição da floresta é o principal fator de emissão de gases de efeito estufa no país.

"Nós queremos fazer esse debate sobre a questão climática com o mundo dando exemplo daquilo que o Brasil sabe fazer, pode fazer e está fazendo", declarou Lula em seu programa semanal de rádio, "Café com o Presidente".

Segundo o presidente, para atingir o objetivo, o Brasil terá policiais para proteger a Amazônia e o governo federal fará parcerias com os Estados e municípios a fim de combater o desmatamento. "Nós estamos assumindo um compromisso muito sério, que eu penso que nenhum país do mundo assumiu", complementou.

O desmatamento da Amazônia teve um aumento de 3,8 por cento em um ano (de agosto de 2007 a julho deste ano), alcançando 11.986 quilômetros quadrados.

Foi a primeira alta anual em quatro anos. O dado, no entanto, ainda está longe do pico registrado em 2004, de 27.379 quilômetros quadrados de destruição.
 
Fonte: Estadão Online

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Chile lança plano contra mudança climática

Por Redação da Agência Ansa

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, anunciou nesta quinta-feira (04/12) um plano para enfrentar as mudanças climáticas do planeta, garantindo que "é possível crescer em harmonia com a natureza".

A presidente disse estar convencida de que o clima "é a grande questão ética da humanidade neste século, dadas as severas conseqüências que o descaso para com o tema traria à espécie humana".

"É a vida humana que está em jogo", declarou Bachelet, advertindo que "hoje está claro que se paga muito caro pela negligência ambiental".

"Estamos todos no mesmo barco, e os custos do desleixo pagaremos todos", acrescentou a mandatária chilena.

O plano anunciado abarca três âmbitos: adaptação aos impactos da mudança climática; diminuição das emissões de gases estufa; e criação e fomento de capacidades para abordar o problema no Chile.

Bachelet sustentou que esse é um programa concreto de ação, com metas, prazos e recursos, e mencionou investimentos de US$ 10 milhões em pesquisas aplicadas no desenvolvimento de biocombustíveis.

Além disso, haverá um fundo de US$ 400 milhões para investimentos em outros tipos de energia renovável e um projeto para a instalação de painéis solares em novas casas, por meio de benefícios tributários.

Fonte: Agência Ansa

Países da Europa oriental rejeitam plano para reduzir poluição

O presidente da França e da União Européia (UE), Nicolas Sarkozy, fracassou em sua tentativa de convencer neste sábado líderes de países da União Européia que pertenciam ao bloco comunista a aderirem a um plano do bloco para redução das emissões de poluentes que provocam o efeito estufa.

Em um encontro com líderes de nove países da Europa oriental, Sarkozy ouviu deles que o plano, que prevê uma redução em 20% das emissões da UE até 2020, ignora a dependência que esses países ainda têm da queima de carvão para produzir energia - o que libera poluentes na atmosfera.

Os líderes também argumentaram que a proposta não leva em conta que esses países são mais pobres que outros que integram o bloco.

Sarkozy, porém, disse que a reunião levou a avanços sobre o tema e manifestou confiança de que um consenso possa ser alcançado na cúpula dos 27 líderes dos países da União Européia, a ser realizada em Bruxelas na semana que vem.

Um dos participantes do encontro deste sábado, o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, também indicou que acredita que um acordo é possível em Bruxelas.

Além de Tusk, participaram da reunião com o presidente francês na cidade polonesa de Gdansk os líderes de Estônia, Letônia, Lituânia, Hungria, Eslováquia, Bulgária, Romênia e República Checa.

Liderança

O encontro em Gdansk ocorreu paralelamente a outra reunião que vem acontecendo na cidade polonesa de Poznan, em que representantes de dezenas de países negociam um novo acordo global para substituir o protocolo de Kyoto de redução dos gases do efeito estufa, que expira em 2012.

De acordo com o correspondente da BBC na Polônia Matt McGrath, embora a reunião em Gdansk não tenha tido nenhuma relação direta com a reunião em Poznan, ela foi vista como crucial para manter a liderança do bloco europeu nas negociações sobre mudanças climáticas.

O plano proposto pela França que enfrenta resistência dos países do antigo bloco socialista se concentra em três áreas: corte nas emissões de poluentes, ampliação do uso de fontes renováveis de energia e aumento da economia no uso da energia.

Além de prever que, até 2020, diminuam em 20% as emissões da UE, a proposta sugere que até esse ano aumentem também em 20% o uso de fontes renováveis e a economia de energia.

O presidente francês quer que o pacote já esteja finalizado antes de entregar a Presidência rotativa do bloco à República Tcheca, em janeiro de 2009.

Fonte: Folha Online


Milhares de pessoas protestam em Londres contra o aquecimento global

Milhares de pessoas realizaram uma marcha neste sábado em Londres para protestar contra o aquecimento blobal, numa manifestação que coincide com a conferência sobre a mudança climática organizada pela ONU em Poznan (Polônia).

O protesto, no qual participaram 5.000 pessoas segundo a polícia e 10.000 segundo os organizadores, terminou diante da sede do parlamento.

O objetivo do movimento é pedir uma ação urgente aos delegados da XIV Conferência da ONU sobre o Clima, segundo Phil Thornhill, da Campanha contra a Mudança Climática.

Fonte: Yahoo!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

UE está 'muito perto' de um acordo de clima, diz premiê polonês

A União Européia está "muito perto" de um acordo sobre um novo pacote climático, que deve ser aprovado em uma cúpula na próxima semana, disse o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, na segunda-feira (1°).

A Polônia depende muito do carvão e vem buscando concessões às vésperas de uma cúpula de líderes europeus, marcada para os dias 11 e 12 de dezembro, na qual devem ser aprovados detalhes de um plano para o corte de emissões de gases causadores do efeito estufa em 20 por cento abaixo dos níveis dos anos 1990 até 2020.

"Estamos muito próximos de obter um acordo", disse Tusk, ao ser indagado sobre as negociações climáticas da UE no dia da abertura da conferência de duas semanas sobre o clima em Poznan, na Polônia.

A Polônia apóia a meta de reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa em um quinto, contanto que isso não implique em gastos muito altos nas usinas de carvão a ponto destas terem que ser fechadas ou repassar preços exorbitantes aos consumidores poloneses.

O plano de comércio de emissões da UE limita as emissões de gás carbônico da indústria pesada distribuindo uma cota fixa de créditos de carbono, a maioria dos quais é concedida a empresas de graça até o momento.

A Polônia discorda de algumas das revisões previstas no plano. O país quer continuar a conceder às usinas de energia alguns créditos gratuitos a partir de 2013 e conter os preços do carbono usando um "corredor de preços" pré-definido.

A coalizão dos novos estados-membros da UE já declarou que a proposta não é suficiente. Seus representantes se reúnem em Gdansk, no norte da Polônia, com o presidente francês Nicolas Sarkozy neste final de semana para tentar fechar um acordo antes da cúpula da UE.

"É por isso que o encontro do dia 6 de dezembro é sob medida para a aprovação do pacote durante a cúpula da União Européia no meio de dezembro, e não para sua rejeição ou adiamento", ainda disse Tusk.

Fonte: Estadão Online

UE descarta fechar acordo climático para 2013 em Poznan

A União Européia chegou à reunião das Nações Unidas sobre mudança climática de Poznan, na Polônia, sem esperanças de fechar um texto de acordo internacional para substituir o Protocolo de Kyoto a partir de 2013.

"Se trata de uma reunião intermediária, em que esperamos que sejam tomadas decisões que permitam avançar para um texto concreto", disse um especialista comunitário.

Segundo a Comissão Européia, como a nova administração dos Estados Unidos ainda não está no cargo e é o presidente George W. Bush que está negociando em Poznan, é quase impossível que o encontro tenha um caráter conclusivo.

O que se espera da UE é que fixe um calendário de trabalho e concretize, se necessário, um encontro ministerial extraordinário para o verão (hemisfério norte) do ano que vem, que permita o avanço nas negociações visando a reunião final de Copenhague.

Além disso, Bruxelas confia que se tome uma decisão sobre como colocar a disposição dos países em desenvolvimento, o quanto antes, o fundo de adaptação previsto no Protocolo de Kyoto.

A conferência de Poznan reunirá os 192 integrantes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática.

Fonte: Estadão Online

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Mudança climática: Para a UE, melhor do que fazer é falar

Por David Cronin, da IPS

Bruxelas, 28/11/2008 – Às vésperas da conferência internacional sobre mudança climática que começará dia 1º de dezembro na cidade polonesa de Poznan, altos funcionários europeus apresentam-se como campeões de sólidas políticas ambientais. O comissário europeu para o Meio Ambiente, Stavros Dimas, descreveu esta semana uma série de medidas que a União Européia considera como “o pacote legislativo de maior alcance no mundo para combater a mudança climática”. Mas, ativistas “verdes” que avaliaram detalhadamente essas iniciativas se mostram menos impressionados e consideram que a retórica da UE não corresponde às suas ações.

Uma das principais razões pela qual o bloco não pode afirmar que exerce liderança na matéria – acrescentam – é que até o momento negou-se a tomar medidas drásticas para reduzir as emissões de dióxido de carbono, o gás que mais contribui para o aquecimento global. Em 2007, os 27 governos da UE se comprometeram a reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa no mínimo em 20% até 2020, em relação aos níveis de 1990. Porém, as últimas propostas sugerem que cerca de 65% dessa redução não acontecerão na pratica em território europeu. Por outro lado, serão “compensados” com financiamento de “desenvolvimento limpo” em outras partes do mundo.

Joris den Blanken, ativista do Greenpeace, disse que “a falta total de ação” significa que os governos da UE somente poderão dizer que atingiram suas metas exclusivamente pelo menor consumo de energia derivado de uns poucos invernos não muito rigorosos. Além disso, afirmou que o mecanismo de “desenvolvimento limpo” no qual países europeus colocam suas esperanças tem sérias deficiências. Até agora, cerca de 40% das medidas adotadas como parte dele “não se traduziram em reduções reais” de gases de efeito estufa. Blanken acrescentou que alguns projetos da China prejudicam o ambiente, pois emitem hidrofluorocarbonados, que segundo o Greenpeace são “gases de efeito estufa extremamente potentes”.

A crise econômica internacional levou alguns governos da UE a dizer que algumas das medidas para combater a mudança climática são muito caras. A coalizão direitista liderada pelo primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, integra esse grupo. Embora grupos de pressão empresariais tenham tentado diluir as medidas para enfrentar o aquecimento global, muitos analistas dizem que proteger o ambiente é prudente do ponto de vista econômico. Em um momento em que se verifica aumento no desemprego, os projetos ligados a fontes de energia renováveis têm um enorme potencial para gerar empregos, afirmam.

“Há atualmente 15 mil postos de trabalho no setor ambiental, que facilmente podem ser triplicados com os investimentos corretos. A UE deve analisar as mudanças estruturais necessárias”, afirmou Sonja Meister, da não-governamental Amigos da Terra. Stephan Singer, do Fundo Mundial da Natureza (WWF), disse que países mais pobres do que os europeus levam mais a sério os desafios da mudança climática.

Singer regressou há pouco tempo de uma viagem à China, que em 2006 se converteu no maior emissor mundial de gases de efeito estufa, posição até então ocupada pelos Estados Unidos. Apesar disso, acrescentou, também é o maior investidor em energia renovável e fornece muito dos painéis que estão nos tetos das casas na Alemanha. “A idéia de que a Europa assumirá a liderança em questões ambientais é um disparate”, assegurou.

Os analistas não têm grandes expectativas a respeito da reunião de Poznan, que se estenderá por 11 dias. O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, assumirá no dia 20 de janeiro e o mandatário que sai, George W. Bush, é visto como um “pato coxo”. Mas o encontro deveria preparar o terreno para as negociações que acontecerá em 2009 em Copenhague, das quais deveria surgir um novo acordo internacional sobre mudança climática.

Matthias Duwe, da filial européia da coalizão internacional Climate Action Network, disse que a reunião de Poznan deveria abordar temas como as formas com que os países serão auxiliados para adaptarem-se à escassez de água e outras conseqüências do aquecimento global, as emissões geradas pelo desmatamento e o futuro do mecanismo de “desenvolvimento limpo”.

A organização humanitária Oxfam estima que são necessários no mínimo US$ 49,5 bilhões por ano par ajudar os países pobres a enfrentarem o aquecimento global e considera que a UE deve entrar com um terço desta soma, como reflexo de sua riqueza e sua porcentagem de contribuição para as emissões. Elise Ford, do escritório da Oxfam em Bruxelas, disse estimar-se que 250 milhões de pessoas sofrerão séria escassez de água até 2020. “Os países mais pobres não são responsáveis pela mudança climática, mas são os mais afetados e os que menos recursos têm para enfrentar o problema. A Europa tem uma óbvia responsabilidade neste assunto”, afirmou. (IPS/Envolverde)


Fonte: Envolverde/IPS

Grupos ambientalistas processam governo canadense por não cumprir Quioto

Por Fernanda B Muller, do Carbono Brasil

Os grupos ambientalistas Ecojustice e Friends of the Earth entraram com um processo no Tribunal Federal do Canadá na semana passada exigindo que o governo conservador acate imediatamente o Ato de Implementação do Protocolo de Quioto, que entrou em vigor em junho.

De acordo com a lei, o governo teria um prazo de 60 dias para traçar um plano com o objetivo de cumprir as metas de Quioto até 2012. Os conservadores lançaram um documento no final de agosto com um plano para reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 6% abaixo dos níveis de 1990, mas o prazo seria após 2020.

“Queremos que o tribunal faça uma declaração de que o governo está comprometido a cumprir com a lei”, disse o advogado da Ecojustice, Albert Koehl, segundo a CBC. Ele reconheceu que o caso pode levar meses, mas que, mesmo assim, espera que o próprio processo assegure que Quioto continue sendo um assunto de campanha no caso de alguma eleição federal acontecer neste meio tempo.

* Com informações de agências internacionais.


Fonte: Envolverde/CarbonoBrasil

Minc afirma que combate à desertificação é prioridade

Por Redação do MMA

O combate à desertificação é uma das prioridades do Ministério do Meio Ambiente. A afirmação foi feita pelo ministro Carlos Minc, durante a I Conferência sobre Mudanças Climáticas: Implicações para o Nordeste, que ocorreu nesta quarta-feira (26), no Centro de Treinamento Passaré, em Fortaleza, Ceará. No evento, que encerrou o II Seminário sobre Mudanças Climáticas: Implicações para o Nordeste, iniciado na última segunda-feira, o ministro recebeu a "Carta de Fortaleza", um documento feito pelos especialistas presentes ao seminário, contendo sugestões de políticas públicas a serem adotadas para enfrentamento do problema.

De posse do documento, Minc frisou que, além dos convênios e parcerias que estão sendo fechados com os governos dos estados nordestinos, espera a aprovação do Fundo Nacional de Mudanças Climáticas, que destinará R$ 300 milhões à mitigação do problema. "Deste total, entre 60% e 70% serão destinados ao Nordeste. Não somos um ministério conhecido como samba de uma nota só. A resolução das questões da desertificação, da água e do Rio São Francisco é uma meta, que tenho certeza será alcançada", disse.

Resultado da reunião de mais de 50 especialistas em semi-árido, entre cientistas, técnicos de governo, especialistas em clima e desenvolvimento regional, a Carta de Fortaleza aponta para a ocorrência de temperaturas mais altas na Região Nordeste em função das mudanças climáticas. Isso implicaria em déficit hídrico, menor umidade do solo e maiores índices de aridez. As secas e as enchentes deverão ficar mais freqüentes e intensas. Haverá, por outro lado, a maior ocorrência de veranicos e certas áreas hoje caracterizadas como "sub-úmidas secas" podem passar a semi-áridas e as semi-áridas a áridas.

Por conta disso, atividades econômicas serão afetadas - com destaque para a agricultura, a mineração, a pecuária, a hidroenergia e o turismo. A perda de solos e biodiversidade será acelerada. Na ausência de esforços eficazes para a adaptação ao novo clima, o abastecimento de água limpa sofrerá impacto significativo. O êxodo rural para as cidades aumentará, assim como a pobreza e a fome.

O documento recomenda o fomento ao desenvolvimento sustentável do Nordeste. Serão exigidos grandes esforços de adaptação, sobretudo dos pobres e, por isso, faz-se necessário fortalecer a capacidade de adaptação por meio da educação e da capacitação profissional. Além disso, é necessário ter instituições públicas fortes, gestão de recursos hídricos e naturais, serviços de saúde eficazes e educação de qualidade. A disseminação de informação sobre o tema e suas implicações também foi apontado como necessária e, para isso, o envolvimento da mídia foi considerado fundamental.

O seminário e a conferência contaram com o apoio da Embaixada do Reino Unido, Banco do Nordeste do Brasil, da Fundação Esquel Brasil e Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).


Fonte: Envolverde/MMA

domingo, 16 de novembro de 2008

Governo britânico quer criar 'Copom' do aquecimento global

Comitê independente fiscalizaria ações de combate à mudança climática.
Trabalho trará sugestões para "orçamentos de carbono" do país.

Salvador Nogueira Do G1, em Londres - O jornalista viajou a convite da Embaixada Britânica.

Para controlar e efetivamente ter sucesso em seu plano para combater o aquecimento global, o Reino Unido pretende criar um comitê independente do governo para fiscalizar e garantir que as políticas estão sendo aplicadas corretamente. Grosso modo, é como se fosse um Copom da mudança climática.

A comparação foi feita pelo executivo-chefe desse novo grupo, o CCC (Comitê sobre Mudança Climática, na sigla inglesa). "Somos um órgão independente, que deve funcionar mais ou menos como o Comitê de Política Monetária aqui, que define as taxas de juros", afirmou David Kennedy.

A diferença é que, no caso dos órgãos que lidam com os juros, o poder de decisão (no que diz respeito aos juros) está bastante focado neles. Já o caráter do novo CCC será mais de aconselhador e fiscalizador do governo do que de um comandante do processo.

Embora informalmente ele já esteja trabalhando, o Comitê sobre Mudança Climática ainda não existe. Ele está para ser criado por uma legislação voltada para o aquecimento global que está em fase final de trâmite no Parlamento britânico.

Partiu deles, por exemplo, a sugestão de que a meta de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa para 2050 seja de 80%. O número já foi incorporado ao projeto de lei que está para ser aprovado pelos parlamentares.

Com a lei, o Reino Unido tornar-se-á o primeiro país a ter uma regulamentação própria para o aquecimento global -- o que fará com que seja obrigatório o cumprimento das metas estabelecidas (hoje, as únicas metas oficializadas são as do Protocolo de Kyoto, e não há previsão de punição em caso de não-cumprimento).

Ficará a cargo do novo CCC elaborar sugestões para o orçamento de carbono do Reino Unido -- uma forma de colocar, de forma clara, e em números que envolvem gastos e metas, os objetivos de curto e médio prazo do país. Cada orçamento abrangerá um período de cinco anos, a começar de 2008.

Em dezembro, o órgão deverá apresentar publicamente suas recomendações, que incluirão elementos para os três primeiros orçamentos, referentes aos períodos 2008-2012, 2013-2017 e 2018-2022.

Depois caberá ao Primeiro-Ministro fechar os planos do país e justificar quaisquer alterações com relação ao que propõe o CCC. E com isso o Reino Unido será o segundo país a ter um orçamento de carbono, seguindo os passos da França.

Se tudo correr conforme o esperado, em setembro de 2009 o CCC fará a primeira de uma série de revisões de como o processo está sendo executado para o cumprimento das metas de redução de emissões.

Controvérsias

Entre os ambientalistas, há algum ceticismo com relação à política britânica. Enquanto as recomendações do CCC não são divulgadas, paira no ar a expectativa de que o governo possa construir novas usinas elétricas baseadas em carvão, além de ampliar o parque de usinas nucleares.

"É comum dizerem por aí que a energia nuclear é a forma mais perigosa e cara de ferver água", comenta Charles Kronick, assessor sênio sobre clima da ONG Greenpeace no Reino Unido, brincando com a forma como essas unidades funcionam, a partir de reações nucleares que aquecem água e, com isso, geram energia. Embora não colaborem para o aquecimento global, essas usinas oferecem outros riscos e produzem lixo tóxico.

Outro tema muito levantado é a esperança trazida pela tecnologia de contenção e armazenamento de carbono -- a idéia de reter o carbono emitido pelas usinas mais poluentes e armazená-lo na terra, impedindo que ele contribua para a mudança climática.

"De fato, é uma tecnologia demonstrada -- já há demonstrações da Noruega, e acreditamos que pode funcionar", diz Kronick. "Mas nenhuma usina de verdade, nenhum protótipo, até hoje foi colocado em funcionamento no mundo todo. Então, falar em contenção e armazenamento de carbono pode ser só uma palavra mágica para eles fazerem o que bem entenderem no momento."

David Kennedy preferiu não comentar sobre as recomendações específicas que o novo CCC fará. Mas deu a entender que os ambientalistas têm com que se preocupar. "Nós não queremos nenhuma usina de carvão sem contenção e armazenamento de carbono em 2030", afirmou. "Hoje pode? Pode. Basta que ela receba futuramente uma unidade de armazenamento."

Ainda assim, há sinais de que haverá forte apoio a exploração de energia eólica, que é abundante no Reino Unido e completamente livre de poluição.

Um julgamento final sobre como esse novo Comitê irá agir e qual sua efetividade dependerá da evolução dos trabalhos. Situações não muito diferente, na verdade, de como são recebidas as decisões do Copom, no mundo da economia, a cada trimestre.

Fonte: G1

Príncipe Charles: mudança climática é desafio urgente

O príncipe Charles da Inglaterra afirma que, para a humanidade, "não há desafio mais urgente nem mais fundamental do que a mudança climática", e isso justifica seu projeto Rainforest a favor das florestas tropicais.

"Não se deve perder nenhum minuto", ressalta Charles, em entrevista publicada hoje pela revista "Le Figaro Magazine", acrescentando que uma ação a ser "empreendida a partir de agora para inverter o curso dos eventos é conter a destruição das grandes florestas tropicais".

Esta é a razão do projeto Rainforest, lançado no ano passado com propostas como o controle das emissões de carbono, o aproveitamento de água da chuva e o esfriamento do clima, a fim de preservar o ecossistema.

Caso se alcance o objetivo após sua iniciativa, ele afirma que "não só daremos uma contribuição essencial para o futuro" das próximas gerações, mas haverá uma transformação radical da vida de aproximadamente 1,4 bilhão de habitantes dos mais pobres da Terra que vivem em torno das florestas tropicais".

O príncipe conta que sua fundação para um meio ambiente integrado atua em vários países para estabelecer "verdadeiras comunidades que voltem a colocar as pessoas e a proteção do meio no centro de seu funcionamento".

Trata-se de privilegiar os "princípios de identidade local, de justiça, de proporção e, atreveria a dizer, de beleza. São princípios que foram sacrificados no altar da ''modernidade'' e que, no entanto, refletem nossa verdadeira humanidade", argumenta.

A entrevista, feita por ocasião da visita de Charles à França para participar dos 80 anos do armistício que colocou fim à Primeira Guerra Mundial, também trata desse conflito.

O herdeiro da Coroa britânica diz que participa do aniversário porque é importante "lembrar às jovens gerações os imensos sacrifícios feitos não só em nome dos princípios e dos valores que estavam em jogo, mas também porque se deve entender a pertinência atual de valores como coragem, sacrifício, dever e cortesia".

Fonte: EFE

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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Obama, a crise e o meio ambiente

Por Luciano Martins Costa, do Observatório da Imprensa

A imprensa brasileira tem aumentado o espaço e a freqüência das notícias sobre a questão ambiental. Também oferece atenção generosa aos debates que reúnem representantes dos países mais ricos e dos chamados emergentes, na tentativa de superar divergências em busca de uma saída para a crise financeira internacional. E, como não poderia deixar de ser, ainda acompanha com interesse os primeiros movimentos do futuro presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Que tal fazer um exercício e juntar os três temas? Talvez a solução dos problemas pareça menos remota. Comecemos com a análise do que tem sido de fato a economia mundial no período que convencionamos chamar de globalização acelerada - aquele que se sucede à queda do muro de Berlim, no final de 1989. Aliás, foi no dia 9 de novembro de 1989. A imprensa esqueceu.

De lá para cá, com as reformas políticas e econômicas na matriz da antiga União Soviética e na China comunista, o mundo se convenceu de que passaríamos a viver no paraíso capitalista: reduzindo-se a intervenção do Estado, a iniciativa privada, livre para criar riquezas, iria abrir democraticamente as oportunidades para os cidadãos de todos os países fazerem negócios. Éramos todos capitalistas, finalmente. Sem as tensões da Guerra Fria, a História como a conhecêramos nos séculos 19 e 20 se transformaria, enfim, na tediosa caminhada rumo ao bem-estar permanente.

Desigualdade crescente

A realidade se embalou deliciosamente no sonho capitalista e não se sobressaltou com os primeiros pesadelos. E não foi por falta de capital que a coisa desandou: os fluxos de investimento para os países em desenvolvimento cresceram dez vezes na década seguinte, e o século 21 foi saudado nos computadores pela avassaladora presença da internet, a nova forma de comunicação que iria unificar a humanidade e reduzir a pó as diferenças culturais.

O surgimento da Organização Mundial do Comércio (OMC), em 1995, prometia colocar uma ordem nas demandas de vários tipos, que confrontavam os interesses das estruturas de negócios agrícolas consolidadas desde a Idade Média na Europa com os novos agronegócios dos países emergentes. Ao mesmo tempo, a revolução na comunicação acrescentava novos protagonistas ao debate: os pobres agora queriam mais participação no bolo.

A OMC nunca foi capaz de produzir um acordo que fosse satisfatório para os dois lados da moeda global. O protecionismo se tornou ainda mais rigoroso do que sob os regimes anteriores, em que o Estado se fazia mais presente no controle da economia.

O que aconteceu, de fato, na década seguinte, até a implosão do sistema em setembro passado, foi que, embora tivesse produzido mais riqueza do que em todo o século anterior (sob os critérios adotados majoritariamente pela imprensa especializada), a economia globalizada não foi capaz de responder aos desafios essenciais da humanidade: o planeta se tornou um lugar mais perigoso para a vida, a democracia foi colocada sob risco, as desigualdades sociais se avolumaram, o patrimônio ambiental foi dilapidado e o aquecimento global revelou o cenário das escolhas equivocadas.

A imprensa nunca foi capaz de olhar um pouquinho para fora da caixa dos consensos. Saudou cada recorde de produção das indústrias poluidoras, cada novo salto nos ganhos dos investidores, cada nova iniciativa no movimento de expansão do capitalismo globalizado, estimulando a feroz disputa dos países pobres e em desenvolvimento pela atenção dos investidores.

Até 2002, esse intenso movimento de capital produziu apenas mais desemprego, mais miséria e mais conflitos na maioria dos países do mundo. Um olhar sobre o relatório produzido pela Comissão Mundial sobre as Dimensões Sociais da Globalização, publicado há quatro anos, mostra que 59% da população mundial vivia, no começo deste século, em países com crescentes níveis de desigualdade e que o bem-estar criado pela globalização se concentrava em algumas ilhas de conforto. O desemprego grassava em todo o mundo, com exceção do sul da Ásia, da Europa (ainda assim, pressionada por movimentos migratórios da África e do Leste Europeu) e dos Estados Unidos. Os dados desse estudo foram descritos em vários artigos pelo economista Joseph Stiglitz, um de seus autores.

Razões do otimismo

A imprensa nunca deu muita importância aos efeitos colaterais da expansão global dos capitais, até setembro deste ano, quando Wall Street veio abaixo. A imprensa nunca lamentou os mortos pela fome na África como lamenta as quebras de banqueiros nos Estados Unidos. No entanto, a crise financeira que ocupa as manchetes apanhou um sistema claramente insustentável.

Mesmo nas chamadas ilhas de prosperidade, a situação era absurda, para qualquer nível de consciência. Até mesmo para os mais insanos defensores da absoluta liberdade para o capital, bastaria um dado para acender uma luz de alerta: os 400 americanos mais ricos possuem mais patrimônio do que todos os 150 milhões de cidadãos americanos mais pobres, somados. Apenas durante os oito anos da administração Bush, que coincide com o ápice da euforia globalizante, o patrimônio dos 400 americanos mais ricos - não são 4 mil ou 4 milhões, são 400, mesmo, o suficiente para encher uma sala de cinema - cresceu cerca de 700 bilhões de dólares.

Alguém aí lembra de ter visto a imprensa associar esse número ao valor que o governo americano anunciou em suas primeiras medidas para socorrer as empresas (empresas?) em crise?

Aí é que o tema converge para as especulações sobre o que pode vir a ser um governo Barack Obama. E aqui o leitor carece de um ponto essencial para pensar nas incontáveis análises que louvam o fato de Obama ser o primeiro afrodescendente a vencer uma eleição presidencial nos Estados Unidos. Seria possível estabelecer uma relação absoluta entre os americanos de pele escura, cujos tataravós ou bisavós foram escravizados, cujos pais ou avós foram segregados, e este outro americano de pele escura, cujo pai migrou da África em busca de uma vida melhor, casou-se com uma mulher branca e seguiu adiante buscando uma vida ainda melhor?

Obama é filho de um homem de muita iniciativa, que deixou uma vida relativamente confortável - para os padrões africanos - para buscar melhores oportunidades, com uma americana atípica, que desprezou os preconceitos e viveu fora do país em função de outro casamento. Ele não é fruto dos guetos de Chicago, nunca falou os dialetos da rua. Talvez por isso haja mais razões para o otimismo que assola os jornais. Mesmo assim, a imprensa precisa sair do encantamento e trazer o leitor para mais perto da realidade.

Aplausos e dúvidas

Quanto o provável futuro presidente dos Estados Unidos estará disposto a mudar o sistema que nos trouxe a este momento de crise? Qual é o seu interesse real em trazer para a mesa das grandes negociações os países emergentes, que ainda assistem de fora às tomadas das decisões que afetam seus futuros, se ele, Obama, foi eleito pelos americanos para cuidar dos interesses dos Estados Unidos? Em que a cor de sua pele seria determinante para ele escolher entre proteger o pequeno produtor de compotas na Califórnia e estimular a produção de um concorrente no outro lado do Atlântico?

Essas dúvidas ainda não apareceram claramente no meio da festa pós-eleitoral. Os leitores e telespectadores de São Bento do Una acham que, com Obama, a vida vai melhorar no Agreste Pernambucano.

Pode ser. E entramos na outra quina do triângulo que ainda não vimos composto pela imprensa: é possível pensar em um novo paradigma para o movimento global de capitais sem levar em conta os desafios do aquecimento global e a necessidade de eliminar as pressões sobre as últimas reservas de patrimônio ambiental do planeta?

Por enquanto, a imprensa não parece sensibilizada para o debate sobre uma possível convergência entre regular o sistema financeiro internacional, desobstruir os fluxo do comércio mundial e ao mesmo tempo estabelecer um modelo de criação de riqueza que considere mais valiosa uma árvore em pé do que estendida na carroceria de um caminhão.

Saudações para o interesse crescente da mídia na questão ambiental. Dúvidas para a disposição da imprensa em colocar sob os olhos dos leitores e telespectadores o verdadeiro desafio da sustentabilidade.


Fonte: Observatório da Imprensa

Crise não afeta investimento em tecnologia limpa

Por Leticia Freire, do Mercado Ético

Em entrevista exclusiva para o Mercado Ético, Paul Simpson, chefe do secretariado CDP Londres falou sobre a relação entre a crise financeira e o mercado de carbono, além das expectativas trazidas pela eleição de Obama, nos Estados Unidos.

Mercado Ético - Como a crise financeira está afetando o CDP Project? Ou, como a crise financeira afetará o andamento da iniciativa?

Paul Simpson - No momento, a crise financeira não está afetando os planos do CDP. Muitas pessoas podem achar que as empresas estão agora tomando menos medidas contra o aquecimento global, ou estão investindo menos em tecnologias limpas. Claro que a crise afeta e afetará todos os investimentos, mas em relação específica com as mudanças climáticas os aprendizados sobre os erros cometidos no setor financeiro devem ser mensurados e aplicados a favor de medidas corretivas.

Mercado Ético - E quais seriam os aprendizados em relação à crise financeira que podem ser usados na reflexão sobre a questão das mudanças climáticas?

Paul Simpson - A crise financeira foi causada basicamente por empréstimos de ativos que não podiam ser pagos, sem prestar atenção nesse risco. Se você considerar a questão das mudanças climáticas, verá que se trata da mesma equação, ou seja, basicamente, nós estamos superfaturando os ativos do Planeta Terra, para termos mais agora, mas não estamos nos preocupando com os riscos futuros desses empréstimos. Então, o aprendizado da crise de créditos é clara, nós deveríamos ter nos antecipado à questão para evitar o risco. Alem disso, e não sou eu apenas que defendo essa postura, é mais barato agir agora que esperar pelo pior. O problema da nossa sociedade é que tendemos a ser imediatistas e pouco cautelosos com nossos ciclos financeiros, com a maneira como as empresas conduzem suas ações, os governos estipulam suas metas etc.

Mercado Ético - Então estamos fazendo com as mudanças climáticas o mesmo que fizemos com nosso sistema financeiro, ou seja, adiando a ação.

Paul Simpson - Basicamente, sim. Estamos adiando a tomada de medidas de um risco crescente. Esperamos que a crise financeira faça os governantes agirem de forma mais contundente com a regulamentação do sistema financeiro e com a questão das mudanças climáticas.

Mercado Ético - O CDP considera encorajar os investidores a reportarem as perdas financeiras que estiveram ligadas com investimentos em tecnologia limpa?

Paul Simpson - Por lei, as empresas têm que reportar suas perdas em seus relatórios anuais. Mas o que estamos fazendo é pedindo às companhias que fizeram investimentos relacionados às mudanças climáticas para reportarem o quanto eles investiram, e quanto tempo levará para eles pagarem os ativos. O que vemos é que as empresas estão investindo na redução de emissão de gases de efeito estufa e capitalizando seus ativos. Por exemplo, Britsh Petrone investiu na redução de 10%, equivalente a US$ 4 milhões, e economizou aproximadamente US$ 6 milhões sobre aquela meta de 10%.

Mercado Ético - Estamos falando de empresas, sistemas financeiros etc, mas considerando que todo o sistema depende de pessoas e é feito delas, como o CDP trabalha com a questão da divulgação do projeto e a importância do conhecimento da questão climática nos organogramas das empresas participantes?

Paul Simpson - De fato, você está certa quando considera pessoas. Infelizmente temos sistemas que não prestam atenção às pessoas. No CDP, nós perguntamos às empresas como elas estão comunicando seus empregados, colaboradores, fornecedores, consumidores sobre a questão das mudanças climáticas. As empresas têm grande influencia na divulgação de informações para o mundo, particularmente para seus empregados. Então, nós incentivamos esse diálogo e propomos uma visão de maior transparência entre a atividade da empresa e o impacto da mesma para o mundo.

Mercado Ético
- Falando em mundo, como a vitória de Obama é vista por vocês?

Paul Simpson - Essa é uma ótima notícia. Obama tem uma política mais progressiva na questão das mudanças climáticas. Além disso, ele verbalmente disse que iria promover uma redução de 80% nas emissões de gases dos Estados Unidos até 2050. Isso liga as políticas da Comunidade Européia com a América, potencializando a questão pelo mundo todo. Estamos esperançosos com as boas novas, mas temos que esperar para comprovar o que de fato será feito.


* O Carbon Disclosure Project é a principal iniciativa internacional do setor financeiro, na interface entre os temas das mudanças climáticas e sustentabilidade empresarial. Em 2008, participam mais de 385 investidores globais, administrando US$ 57 trilhões (incluindo 41 brasileiros) e mais de 3.000 empresas de capital aberto (incluindo as 75 maiores brasileiras).


Fonte: Mercado Ético

Brasil terá saldo ambiental positivo em 2050, diz estudo

Por Redação Akatu

O Brasil e a Rússia são os únicos países do mundo que projetam saldos positivos resultantes da combinação entre o crescimento da economia e a conservação dos recursos naturais para 2050. O dado consta do estudo “Balanço das Nações: uma reflexão sobre o cenário das mudanças climáticas”, realizado pela Universidade de São Paulo (USP).

No caso brasileiro, investimentos em matrizes energéticas mais limpas e a abundância de florestas conferem o crédito positivo de 544 bilhões de dólares, o que garante ao país condições melhores para enfrentar as mudanças climáticas e mais oportunidades de negócios. O estudo foi apresentado durante o evento “Amazônia - Dilemas e Oportunidades”, promovido pela Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo.

“Trata-se do excedente de créditos de carbono em relação ao que se polui. O valor é positivo graças às florestas brasileiras, especialmente à Amazônia”, afirma José Roberto Kassai, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA/USP) e coordenador da pesquisa. Uma situação privilegiada, segundo o professor, que precisa ser levada em conta pelos brasileiros: “é dela que dependemos, é nossa maior riqueza”.

Baseada na metodologia básica de contabilidade empresarial, o estudo avaliou os excedentes de sete países (Brasil, Rússia, Índia, China, Estados Unidos, Alemanha e Japão) até 2050. A análise envolveu seis pesquisadores da Universidade de áreas que vão de contabilidade a biologia.

Cenário preocupante

Os números projetados para o Brasil e Rússia são uma exceção no cenário mundial, pois o resto do mundo apresenta um déficit de mais de 15 trilhões de dólares por ano. “O balanço planetário aponta um patrimônio líquido negativo de cerca de dois mil dólares anuais para cada um dos mais de seis bilhões de habitantes, ou seja, eles não terão renda insuficiente para honrar seus compromissos com a preservação do meio ambiente, o que colocará a necessidade de redução das emissões ou negociação de créditos de carbono de outras nações”, explica Kassai.

Para Kassai, as situações privilegiadas do Brasil e da Rússia não serão suficientes para suportar o cenário geral, pois, juntos, os dois países representam menos de 5% do déficit total. “É fundamental que países como os Estados Unidos e a China comecem a tomar medidas concretas para diminuir as emissões”, diz Kassai.

O Estudo

A amostra considerada para o estudo incluiu sete países de grande relevância no mundo moderno. Juntos, eles representam 32% da área emersa do planeta, 50% da população mundial e 68% do Produto Interno Bruto (PIB) global. Os cenários futuros relativos ao meio ambiente empregados no levantamento são os gerados pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU).

A grande inovação do estudo foi a metodologia usada: através da equação básica da contabilidade empresarial, os pesquisadores calcularam o patrimônio líquido ambiental de cada país, buscando saber o custo do crescimento econômico em relação à preservação e manutenção dos recursos naturais. No cálculo, entraram variáveis como o PIB, o consumo médio de energia da população per capita de cada país, suas reservas florestais e matriz energética.


Fonte: Envolverde/Instituto Akatu

Quatro compromissos de Barack Obama para o meio ambiente

Grande parte do mundo ainda festeja a vitória de Barack Obama na corrida à presidência dos EUA. Muito justo. Na esfera socioambiental, aquele que agora é chamado de homem mais poderoso do planeta assumiu em campanha quatro compromissos que, efetivamente cumpridos, representam um sopro de esperança para a qualidade de vida na Terra. Talvez ainda seja pouco, mas é muito mais do que qualquer movimento do senhor George W. Bush que, como se sabe, não deixará nenhuma saudade.

Seguem os compromissos de Obama, compilados pela ONG Avaaz:

1) Reduzir as emissões de carbono dos EUA em até 80% até 2050 e ter um papel mais forte e positivo na negociação do tratado global que irá dar continuidade ao Protocolo de Kyoto;

2) Dobrar o apoio financeiro para reduzir pela metade a extrema pobreza até 2050 e contribuir para a luta contra o HIV/AIDS, a tuberculose e a malária;

3) Somente negociar novos tratados comerciais que contenham proteções trabalhistas e ambientais para os países envolvidos

4) Investir US$ 150 bilhões nos próximos 10 anos em energias renováveis e colocar 1 milhão de carros elétricos nas ruas até 2015.

Floresta Zero

O Projeto de Lei 6.424, mais conhecido como Projeto Floresta Zero, deve ser votado pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara na próxima semana. Sua alcunha deve-se ao fato de o PL permitir que até 50% da vegetação nativa seja derrubada em propriedades privadas na Amazônia, em vez dos 20% atuais.

Além disso, se aprovado, o projeto permitirá que 30% das reservas legais da Amazônia sejam recompostas com espécies alheias a aquele ecossistema, a exemplo de dendê. Por fim, se passar na Câmara, o PL – já aprovado no Senado – vai legalizar todos os desmatamentos dos últimos 40 anos, ou seja, mais de 700 mil km2 destruídos.

O Greenpeace está mobilizando a comunidade contra a proposta no site www.meiamazonianao.org.br. E lembra: “a floresta amazônica é um recurso natural estratégico para o combate ao aquecimento global”.

Menos desperdício em BH

O Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR) está com inscrições abertas para a nova turma do Curso Básico de Educação Alimentar, promovido pelo Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi). As aulas integram o projeto Cozinha Brasil – Alimentação Inteligente e acontecem nos próximos dias 18, 20 e 21, das 13h30 às 17h. As vagas são limitadas e as inscrições, gratuitas.

O curso é direcionado às cantineiras de escolas públicas, cozinheiros, manipuladores de alimentos e donas de casa. Nas aulas, serão preparadas cerca de 10 receitas, como o bolo nutritivo de abobrinha e a carne ensopada de casca de melancia. “Ao invés de ir para a lixeira, as cascas e sementes dão um sabor especial às receitas convencionais. O resultado são pratos altamente nutritivos”, explica a coordenadora da Cozinha Experimental do CMRR, Fernanda Redig.

Fonte: ECOLUNA/AmbienteBrasil