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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Tecnologia verde criou 1 milhão de empregos


SÃO PAULO - Mais de um milhão de empregos no Brasil foram gerados pelo crescimento da chamada “economia verde”.

Os dados constam no relatório Empregos Verdes: Rumo ao Trabalho Decente em um Mundo Sustentável e com Baixas Emissões de Carbono, da Organização internacional do Trabalho (OIT).

De acordo com o relatório, o mercado exige uma maior capacitação profissional dos jovens para os chamados empregos verdes e deve ter cada vez mais oportunidades nos próximos anos.

Uma das razões para o aquecimento dessa nova economia é a quantidade de investimentos mundiais que serão feitos em busca de deter as mudanças climáticas causadas pelo efeito estufa.

No Brasil, pelo menos 500 mil postos de trabalho foram criados por causa dos investimentos em bioenergia e outros 170 mil por causa da indústria de reciclagem de alumínio. Na China, o investimento em energia solar já garantiu emprego para 600 mil pessoas.

Segundo o relatório, 2,1 milhões de empregos serão criados por causa da energia eólica no mundo. Já a energia solar, será responsável por 6,3 milhões de novas vagas até 2030. Até este mesmo ano, a indústria dos biocombustíveis terá absorvido cerca de 12 milhões de trabalhadores.

Fonte: http://info.abril.com.br/

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Investir em tecnologias limpas é lucrativo

É o que confirma relatório da Rede WWF, divulgado hoje em Copenhague. Relatório lembra que Brasil lidera, por exemplo, a tecnologia de biocombustíveis.

Copenhague, Dinamarca - As tecnologias para a geração de energia limpa estão despontando como um caminho que traz inovação, sustentabilidade e lucratividade. Com isso, está em vias de se tornar o terceiro maior setor industrial mundial, segundo relatório da Rede WWF, divulgado hoje em Copenhague.

A construção de uma indústria forte em tecnologias limpas pode transformar um país em liderança mundial. Já é possível observar o pioneirismo de alguns países neste aspecto, como é o caso da Dinamarca, com a energia eólica, e do Brasil, com o biocombustível, que já lideram o conhecimento sobre essas tecnologias sustentáveis, além da Alemanha, que já vem desenvolvendo com sucesso iniciativas para a produção de energia eólica e solar.

O relatório da Rede WWF prevê que os ganhos das indústrias que desenvolvem essas tecnologias devem movimentar 1.600 bilhões de euros em 2020, atrás apenas da indústria de produtos eletrônicos e automóveis, ocupando o terceiro lugar no ranking industrial. Para se ter uma idéia comparativa, já em 2007, as tecnologias de energia limpa movimentaram 630 bilhões de euros, mais que a indústria farmacêutica.

A receita das vendas de produtos de eficiência energética em 2007 foi mais de cinco vezes a receita dos produtos de energia renovável. Porém, isso deve se alterar significativamente em 2020, com a taxa de crescimento das energias renováveis em 15% ao ano, que representa três vezes mais do que os ainda respeitáveis 5% das vendas de produtos e processos ligados à eficiência energética.

“Avaliando estes dados, chega-se à conclusão óbvia de que os governos e a iniciativa privada devem investir em tecnologias limpas – com subsídios e recursos diretos, respectivamente. Primeiro porque se trata da segurança energética do planeta. Segundo porque é lá, na energia limpa, onde estará o dinheiro. Claramente, a partir de uma perspectiva nacional, há muito a ganhar e nada a perder ao investir em energia limpa“, analisa Denise Hamú, secretária geral do WWF-Brasil.

Os bancos centrais podem ajudar, incentivando a inclusão do "risco carbono" no modelo financeiro. O acesso ao capital de risco também tem sido um fator para o sucesso da energia limpa nos países, que já estão buscando a liderança no desenvolvimento desse tipo de tecnologia. O relatório sublinha, também, a importância de se desenvolver um forte mercado interno para essas tecnologias. Isso permite às empresas experimentar, ganhar experiência e rapidez ao percorrer a curva de aprendizado, dando-lhes uma vantagem competitiva e dotando-as de referências e exemplos de projetos.

Os governos podem apoiar tais mercados domésticos com subsídios, energias renováveis, metas e políticas de contratos. Isso poderia beneficiar muitos países, como o grupo da União Européia, que se classificou em 18º lugar no ranking do PIB, atrás da Alemanha, mesmo em termos absolutos, e do Reino Unido, que ficou com a 19° posição. Ilustrando as oportunidades perdidas, a Austrália, que desperdiçou uma vantagem inicial de seus técnicos em energia solar, está classificada em 28°. A China é o quarto país classificado em termos de vendas absolutas e sexto em vendas relativas ao seu PIB.

Para o WWF-Brasil, renunciar a estas oportunidades por causa do velho hábito de se utilizar combustíveis fósseis poluentes, em razão das fortes pressões do lobby da indústria tradicional é uma demonstração de que se está agindo contra os interesses mundiais.

Sobre o WWF-Brasil

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e de promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Tecnologia é chave para enfrentar as mudanças climáticas

O primeiro dia do seminário As Mudanças no Clima e a Agricultura de Mato Grosso: impactos e oportunidades terminou com uma lição comum: é preciso melhorar as tecnologias de produção no campo para enfrentar qualquer um dos cenários de mudança no clima que estão sendo apontados pelos especialistas como o futuro que nos espera.

Que as mudanças vão ocorrer a comunidade científica já não tem mais dúvidas. As incertezas giram em torno de quão severas elas serão. Alguns sintomas do que está por vir já começaram a ser sentidos em todo o planeta, com secas, enchentes e furacões cada vez mais frequentes e severos. Os cientistas são cautelosos em afirmar que há uma relação causa-efeito entre as mudanças no clima e esses eventos extremos, mas é fato que eles têm se intensificado nos últimos anos por conta da interferência humana no ambiente.

“Além de elevar a temperatura do planeta, as mudanças no clima afetarão os regimes de chuva. A Amazônia e o estado de Mato Grosso serão afetados por essas mudanças e pela intensificação de eventos extremos. Há necessidade de medidas de adaptação a essas mudanças” aponta Antonio Ocimar Manzi, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Em sua apresentação, Manzi mostrou o tamanho da responsabilidade do Brasil sobre suas florestas. Os dados mostram que a floresta amazônica armazena uma grande quantidade de carbono, da ordem de 10 vezes a emissão anual global de gases de efeito estufa. Ao lado disso, o desmatamento da Amazônia libera gases para a atmosfera calculados em 3% das emissões anuais globais – no Brasil, isso representa pelo menos a metade das emissões. “A redução dos desmatamentos, além de conservar a biodiversidade, contribui para atenuar o aquecimento”.

Reduzir o desmatamento para diminuir as emissões brasileiras e atenuar o aquecimento global coloca um problema delicado para o Brasil: como manter a economia agropecuária, responsável por boa parte do superávit primário do país nos últimos anos, sem abertura de novas áreas?

Em sua apresentação, o pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária Giampaolo Pellegrinno, aponta um caminho: a solução da crise que ameaça a existência da espécie humana exige mudar o modelo atual de gestão dos recursos naturais. “Temos que substituir um sistema político baseado no crescimento e na competição excludente para um outro modelo que teria que considerar os recursos limitados da Terra e visar uma colaboração que inclua a toda a população”.

Se a resposta parece utópica, considerar os dados do estudo da Embrapa Aquecimento Global e a Nova Geografia da Produção Agrícola no Brasil, do qual Pellegrino é um dos autores, pode dar concretude à idéia. O estudo mostra que o aquecimento global pode comprometer a produção de alimentos, levando a perdas que chegam a R$ 7,4 bilhões em 2020, podendo atingir R$ 14 bilhões em 2070. A soja deve ser a cultura mais afetada. No pior cenário, as perdas podem chegar a 40% em 2070, levando a um prejuízo de até R$ 7,6 bilhões.

O estudo considerou os diversos cenários de mudanças no clima calculados pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). O objetivo foi avaliar o impacto econômico-financeiro das mudanças climáticas e propor ações de adaptação e mitigação para minimizar os seus efeitos nos próximos 50 anos.

As ações mais óbvias propostas pelo estudo incluem a eliminação de queimadas, a utilização de biocombustíveis e o reflorestamento. Mas não param por aí. Giampaolo afirma que há espaço para o Brasil manter e até mesmo melhorar seu desempenho na agricultura e na pecuária, mesmo considerando a necessidade de reduzir as emissões do desmatamento. A chave é aprimorar as tecnologias de produção, com melhoramento genético e adoção de novas técnicas e sistemas de produção, como sistemas agrosilvipastoris, plantio direto, rotação de culturas e integração lavoura-pecuária. As tecnologias existem, urge que sejam adotadas.

O seminário As Mudanças no Clima e a Agricultura de Mato Grosso: impactos e oportunidades começou nesta terça-feira, dia 9, e vai até quinta-feira. O evento é realizado pelo Instituto Socioambiental, Instituto Centro de Vida e Secretaria Estadual de Meio Ambiente de Mato Grosso.

Faça download das apresentações deste primeiro dia.

Faça download do estudo da Embrapa Aquecimento Global e a Nova Geografia da Produção Agrícola no Brasil

Por Gisele Neuls Publicada em: 09/09/2008 - www.estacaovida.org

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Termodinâmica para estudo das brisas

Por Alex Sander Alcântara, da Agência Fapesp

Agência FAPESP – Por meio de simulações numéricas, pesquisadores da Universidade Federal de Campina Grande-PB (UFCG) e da Universidade de São Paulo (USP) testaram uma nova teoria termodinâmica para estudo das brisas – ventos próximos à superfície terrestre.

O estudo, publicado na Revista Brasileira de Meteorologia, mostra que as circulações de brisa se formam pela diferença de entropia entre duas regiões com características distintas, mas sua intensidade é influenciada também por outros fatores, como a presença de montanhas – que no período noturno, por ocasião da brisa terrestre, tende a limitar sua intensidade.

O objetivo da pesquisa era testar uma teoria termodinâmica das brisas marítimas-terrestres acopladas com brisas de vale-montanha utilizando simulações numéricas tridimensionais e topografia realística.

Essa teoria de diferença de pressão, formulada pelo professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosférica (IAG) da USP, Enio Pereira de Souza, um dos autores do artigo, possibilita verificar fatores que podem influenciar nas características dessas circulações de vento, como intensidade e profundidade.

De acordo com a co-autora Clênia Rodrigues Alcântara, da Unidade Acadêmica de Ciências Atmosféricas da UFCG, a compreensão da dinâmica das brisas é fundamental, uma vez que ela afeta direta ou indiretamente a vida de milhões de pessoas.

“As brisas são circulações que interagem diretamente com centros urbanos, influenciando a dispersão de poluentes e alterando o clima local. Elas podem, além disso, interagir com outros fenômenos atmosféricos e contribuir para sua amplificação, com formação de tempestades, por exemplo”, disse à Agência FAPESP.

De acordo com a pesquisadora, a utilização de modelos numéricos da atmosfera para estudar fenômenos meteorológicos como as brisas permite um melhor detalhamento espacial e temporal dos dados.

“Há estudos desse tipo de circulação com dados provenientes de observações feitas com instrumentos meteorológicos. Mas é bastante difícil e caro obter conjuntos de dados que contenham informações colhidas com freqüência de menos de uma hora e com resolução espacial que permita verificar a presença da brisa. Para isso seria preciso instalar vários conjuntos de instrumentos em uma área pequena”, afirmou Clênia, que é doutoranda no IAG da USP

Outra dificuldade, segundo ela, é que os erros são inerentes aos instrumentos meteorológicos, assim como o próprio ato de leitura dos dados. No caso das simulações numéricas, esse tipo de imprecisão não existe. “Embora também existam erros no desenvolvimento do modelo, as respostas passam a ser mais confiáveis”, disse.


Entropia e energia

Os testes foram realizados em João Pessoa, levando em conta a topografia do local. A teoria desenvolvida por Souza, destaca Clênia, funciona como uma ferramenta que pode ajudar a entender um pouco mais sobre as brisas.

“Com ela se tem a possibilidade de verificar a intensidade dessas circulações a partir de informações mais elementares, como temperatura à superfície. A teoria é baseada na Segunda Lei da Termodinâmica e usa o conceito de entropia – grandeza que mede o grau de desordem de um sistema – para explicar como a energia é disponibilizada para gerar a brisa”, explicou.

A teoria mostra a diferença de pressão entre dois pontos, que pode ser traduzida simplificadamente na intensidade da circulação de brisa que se forma entre eles.

“A eficiência termodinâmica é uma variável da qual depende essa intensidade. Ela está contida na equação e influencia a brisa. Quando a eficiência é maior, a intensidade da brisa tende a crescer também, embora essa relação não se mostre linear”, disse Clênia.

A teoria pode ser aplicada, segundo ela, a quaisquer áreas onde se observe uma diferença de temperatura que possa gerar circulações do tipo brisa. “Em estudos anteriores que aplicam essa mesma teoria foram estudadas brisas geradas em uma área desmatada dentro da floresta amazônica”, afirmou.

Segundo Clênia, o próximo passo do estudo será a realização do cálculo do trabalho de expansão no ramo inferior das brisas. “O objetivo é compreender a energia envolvida no processo e como essa energia pode ser usada para a formação das nuvens associadas às brisas. A teoria também deve ser aplicada para estudar as linhas de instabilidade da Amazônia, que têm origem em brisas que se formam na costa norte do Brasil”, disse.


(Envolverde/Agência Fapesp)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Conferência de Bali decide supervisionar transferência de tecnologia

A transferência de tecnologias limpas dos países ricos aos pobres será supervisionada por um órgão oficial graças a uma das primeiras decisões tomadas nesta terça-feira (04) na conferência mundial sobre a mudança climática em Bali.

No segundo dia do encontro, foi decidido que um dos órgãos permanentes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática supervisione que os países ricos transfiram a tecnologia prometida.

O órgão será dirigido pelo novo presidente da Convenção, o indonésio Rachmat Witoelar, encarregado de conceber o foco e o calendário das negociações sobre as mudanças climáticas depois de Bali.

Estas tecnologias permitirão, por exemplo, que as centrais térmicas dos países emergentes reduzam suas emissões de gases causadores do efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global.

"O organismo poderá ver em que medida os países industrializados cumpriram com seus compromissos de transferência de tecnologia aos países em vias de desenvolvimento", declarou Yvo de Boer.

"É muito importante que este problema seja tratado", afirmou, dado que "os países em desenvolvimento têm a impressão de que os países ricos não fazem o suficiente para transferir tecnologia" que lhes permitam produzir energia menos poluente.

Conferência - Representantes de mais de 190 países se reúnem na ilha indonésia de Bali até 14 de dezembro para planejar o roteiro das negociações destinadas a prolongar para além de 2012 a aplicação do Protocolo de Kyoto sobre a redução das emissões de gases poluidores.

A outra decisão técnica importante tomada nesta terça-feira é a criação de um grupo de trabalho encarregado de conceber o início e o calendário das negociações sobre a mudança climática depois de Bali.

A missão deste grupo será identificar os elementos-chave que farão parte das futuras negociações e preparar o terreno para a chegada dos ministros a Bali na próxima semana.

As delegações começaram a avançar seus peões em uma negociação das quais os países em vias de desenvolvimento esperam obter ajuda técnica e financeira.

"Financeiramente não temos recursos suficientes para nos adaptar ao impacto da mudança climática", afirmou Thy Sum, um delegado cambojano.

"Necessitamos pedir aos países ricos ajuda econômica e tecnológica para suportar as conseqüências da mudança climática", acrescentou.

Gases-estufa - Do outro lado do tabuleiro, os países industrializados insistiram na necessidade de que as nações em vias de desenvolvimento se somem aos esforços de redução de emissões poluentes.

"Acreditamos firmemente que, dentro de um acordo global sobre o clima, é necessário que os países em desenvolvimento reduzam suas emissões em 30% antes de 2020", declarou Nuno Lacasta, coordenador da delegação portuguesa e porta-voz da UE (União Européia).

A UE já se comprometeu em reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em pelo menos 20% até 2020 e, inclusive, 30% se os outros países industrializados também o fizerem.

Os Estados Unidos poderiam, segundo o porta-voz europeu, reduzir suas emissões em 4,5 gigatoneladas antes de 2030 "com um custo moderado". "Esta quantidade representa a totalidade do que atualmente a UE emite em seu conjunto", explicou.

Apelo - Por fim, representantes de alguns dos países mais pobres do mundo lançaram um apelo às nações industrializadas para que os ajudem a lutar contra as inundações, secas e outras catástrofes causadas causadas pela mudança climática.

O grupo de cientistas já advertiu que as perturbações nos sistemas climáticos do planeta condenarão os países pobres às piores ondas de fome, secas, inundações e tempestades violentas. (Folha Online)

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Califórnia/EUA é líder em novas tecnologias

Inovação não é novidade na Califórnia (EUA). Um novo relatório indica que atualmente a Califórnia está na liderança na luta contra as mudanças climáticas, e o seu desenvolvimento, e investimentos, em tecnologias energéticas limpas e eficientes provavelmente trará novos avanços.

O California Green Innovation Index, realizado pela organização não governamental Next 10, descobriu que o estado é mais eficiente energeticamente e com emissões per capita mais baixas do que a Alemanha, Inglaterra, Japão, e Estados Unidos.

O estado conseguiu inovar ambientalmente sem destruir a sua prosperidade. O seu produto interno bruto é um dos maiores dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que as emissões per capita estão mais baixas hoje do que há quinze anos.

Em parte devido ao clima, o consumo de energia per capita na Califórnia é menor do que o do país e de outros estados, como o Texas e a Flórida. Por outro lado, isto também pode ser explicado pelas regulamentações e programas de eficiência energética em edifícios e usinas.
Mas a sociedade também tem seu papel, demonstrando amplo reconhecimento das ameaças impostas pelo aquecimento global ao adotar práticas e produtos econômicos em energia, como sistemas de energia solar e veículos híbridos.

A criação destes produtos ‘verdes’ deve continuar a crescer ao passo que as patentes de tecnologias limpas e os investimentos de firmas de capital de risco (venture capital) aumentam.

O relatório, composto por dez indicadores ambientais e econômicos, também ressalta as inovações que precisam ser desenvolvidas para que a Califórnia alcance as metas de redução das emissões de gases do efeito estufa.

A importância da utilização da inovação tecnológica para explorar a adoção das energias limpas é um dos pontos destacados pelo documento. Segundo o relatório, os investimentos do governo federal em pesquisas para as tecnologias limpas também estão atrasados. (CarbonoBrasil)

Premiê britânico pede 'revolução tecnológica' contra mudança climática

A mudança climática representa a necessidade de uma "revolução tecnológica" para cortar a emissão de gases poluentes e poder salvar o planeta, afirmou na segunda-feira (19) em Londres o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown.

Em discurso perante o Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês), Brown disse que impulsionar um setor de tecnologia ecológica poderia gerar 25 milhões de empregos e bilhões de dólares anuais no mundo antes de 2050.

O chefe do Governo britânico defendeu uma "grande mudança em nossa economia energética", o que requereria uma "quarta revolução tecnológica".

Explicou que "no passado o motor a vapor, o motor de combustão interna e o microprocessador transformaram não só a tecnologia, mas também a forma de organização da sociedade e a forma de vida das pessoas".

"Agora, estamos a ponto de embarcar em uma transformação tecnológica similar: uma energia baixa em carbono e eficiência energética", disse Brown, em seu primeiro grande discurso sobre este tema desde que substituiu Tony Blair na chefia do Governo em junho deste ano.

Na opinião do premiê britânico, "a crise da mudança climática é produto de muitas gerações, mas superá-la deve ser o grande projeto desta geração".

O Reino Unido já se comprometeu a cortar suas emissões de gases que causam o chamado efeito estufa em 60% antes de 2050, mas Brown pedirá a um comitê de especialistas que estudem se essa percentagem pode ser aumentada para 80%. (Globo Online)