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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Lula critica EUA, mas comemora acordo feito na COP

Por Luana Lourenço , da Agência Brasil 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a posição dos Estados Unidos na Conferência do Clima (COP-15), em Copenhague, em avaliação que fez sobre a participação brasileira na Conferência nesta segunda-feira (21/12), em seu programa semanal de rádio, Café com o Presidente. Lula, no entanto, considerou que, apesar de um acordo parcial, a conferência conseguiu resolver parte do problema.

Para Lula, a redução de emissões de gases de efeito estufa deve ser encarada como um tema prioritário pelos governantes, principalmente os de países desenvolvidos, que historicamente emitiram mais e são mais responsáveis pelo aquecimento do planeta. O presidente citou os Estados Unidos, que nunca ratificaram o Protocolo de Quioto.

“Os Estados Unidos, ao tomarem essa atitude, fizeram com que muitos países europeus e mais o Japão, que são signatários de Quioto, quisessem acabar com o protocolo, não deixando nada no lugar, para que eles também não tivessem mais os compromissos com metas”.

Apesar das críticas, o presidente considerou um avanço nas negociações climáticas o acordo fechado entre a China, a Índia, a África do Sul, o Brasil e os Estados Unidos no fim da conferência, mas reconheceu que a solução global precisa ser legitimada por todos os países.

“Até o próximo encontro, no México, nós deveremos fazer um acordo e todo mundo concordar para que a gente possa, então, definir uma política mundial para que a gente trabalhe o desaquecimento global”.

O presidente afirmou ainda que as metas brasileiras apresentadas na conferência, de redução das emissões nacionais de gases de efeito estufa entre 36,1% e 38,9% até 2020, serão consolidadas com força de lei.

“Já não é mais a vontade do presidente Lula. Agora, quem quer que governe esse país vai ter que cumprir”. (Edição: Tereza Barbosa)

 
Fonte: Envolverde/Agência Brasil

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Café com o Presidente: Brasil teve posição de destaque na COP 15

O programa Café com o Presidente, transmitido em cadeia de rádio nesta segunda-feira (21/12,) abordou a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP15), realizada na semana passada, em Copenhague (Dinamarca). Na conversa, o presidente Lula disse que após a reunião "o sentimento que fica é de que os governantes do mundo inteiro vão ter que ter esse tema sempre como prioritário, para que a gente encontre uma solução definitiva e possa garantir a manutenção e a existência do planeta Terra, permitindo que a espécie humana sobreviva”. 


Segundo o presidente Lula, “todo mundo sabe que os maiores culpados são os países mais industrializados, ou seja, eles começaram a poluir muito tempo antes do Brasil, da China, da Índia e de outros países, porque há 200 anos eles já são industrializados. O que se discute agora é quais as medidas que nós vamos tomar para que a gente comece a desaquecer o Planeta e a diminuir as emissões de gases de efeito estufa. Então, eu acho que isso foi uma coisa que ficou clara para todo mundo, mesmo aqueles que concordaram e que não concordaram”.E o Brasil teve uma participação bem destacada na COP15. De acordo com o presidente, o País estabeleceu meta de redução de emsisão de gases de efeito estufa, até 2020, de 36,1% a 38,9%, ao mesmo tempo em que propôs reduzir o desmatamento na Amazônia em 80%, também até 2020. 

“Nós também resolvemos mais três coisas importantes: diminuir o desmatamento no cerrado; o setor siderúrgico nosso, nós vamos trabalhar para que ele utilize carvão vegetal e não carvão mineral, para também diminuir a emissão de gases de efeito estufa; e a nossa matriz energética, que já é a mais limpa do mundo, do ponto de vista da energia elétrica, nós temos 85% de energia elétrica limpa. Portanto, o Brasil estava totalmente à vontade. O Brasil foi considerado, durante todo o encontro, como o país que apresentou a melhor proposta, como o país que trabalhou isso corretamente. E, graças a Deus, a decisão do governo que nós enviamos ao Congresso Nacional foi aprovada, e agora é lei. Portanto, já não é mais a vontade do presidente Lula. Agora, quem quer que governe este país, vai ter que cumprir”, disse. 

Fonte: Blog do Planalto

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Minc comemora sanção do Fundo Clima pelo presidente Lula


Por Carlos Américo
 
Foto Minc comemora sanção do Fundo Clima pelo presidente Lula
Brasil será o primeiro país do mundo a utilizar recursos da 
atividade petroleira para ações de mitigação e 
adaptação às mudanças climáticas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quarta-feira (09/12), em Brasília, a lei que cria o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. O fundo é o primeiro no mundo a utilizar recursos do lucro da atividade petroleira para ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Após reunião com o presidente Lula, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, comemorou a criação do fundo, que terá orçamento de RS 800 milhões a R$1 bilhão por ano, proveniente de 10% do lucro do petróleo.

Segundo Minc, o recurso será aplicado em pesquisas e ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. "O recurso vai ajudar regiões vulneráveis às mudanças climáticas, como o Nordeste, que vai ter pouca água e poderá perder um terço de sua economia até o final do século e as regiões litorâneas, que poderá sofrer de alagamentos", explicou o ministro.

Para Minc, a aprovação do fundo deixa o Brasil em uma posição de cobrar dos países desenvolvidos que assumam, na Conferência do Clima (COP-15), em Copenhague, compromissos mais expressivos de redução de emissão de gases de efeito estufa. "Essas ações só reforçam a posição brasileira de dar o exemplo e reforça o poder do Brasil de exigir dos países ricos muito mais do que eles estão se propondo a fazer", salientou.

Ele falou, ainda, que a criação do fundo será o "cumpra-se" para o Brasil atingir suas metas de reduzir em até 39% a emissão dos gases, até 2020.

O projeto de Lei de criação do fundo foi encaminhado ao Congresso Nacional, em julho de 2008, pelo próprio executivo. No início de 2010 será criada uma comissão para avaliar os projetos. O fundo será coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e gerido pelo BNDES.

O ministro Carlos Minc antecipou que o presidente Lula deverá assinar, nesta quinta-feira (10/12), o decreto sobre o prazo para reflorestamento da reserva legal e o programa Mais Ambiente, que dará alternativas para recuperação da reserva legal.

ASCOM/MMA

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Lula diz que plano dá ao país autoridade para debater clima

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (8) que o lançamento do Plano Nacional de Mudanças do Clima dará ao Brasil mais autoridade para debater o aquecimento global com os demais países.

Na semana passada, o governo brasileiro assumiu a meta de reduzir a taxa anual do desmatamento da Amazônia à praticamente a metade até 2017, para 5.850 quilômetros quadrados. A destruição da floresta é o principal fator de emissão de gases de efeito estufa no país.

"Nós queremos fazer esse debate sobre a questão climática com o mundo dando exemplo daquilo que o Brasil sabe fazer, pode fazer e está fazendo", declarou Lula em seu programa semanal de rádio, "Café com o Presidente".

Segundo o presidente, para atingir o objetivo, o Brasil terá policiais para proteger a Amazônia e o governo federal fará parcerias com os Estados e municípios a fim de combater o desmatamento. "Nós estamos assumindo um compromisso muito sério, que eu penso que nenhum país do mundo assumiu", complementou.

O desmatamento da Amazônia teve um aumento de 3,8 por cento em um ano (de agosto de 2007 a julho deste ano), alcançando 11.986 quilômetros quadrados.

Foi a primeira alta anual em quatro anos. O dado, no entanto, ainda está longe do pico registrado em 2004, de 27.379 quilômetros quadrados de destruição.
 
Fonte: Estadão Online

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Brasil divide opiniões em Poznan

A semana decisiva para as discussões diplomáticas da 14ª Conferência do Clima das Nações Unidas, em Poznan, Polônia, dirá se, ao fixar metas para a redução do desmatamento da Amazônia, o Brasil se tornou líder ou vilão na questão ambiental. Apresentadas na segunda-feira, em Brasília, dentro do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, as metas de reduzir 70% o desflorestamento vêm dividindo opiniões em Poznan.

O País é elogiado por se comprometer com números, atitude vista por parte dos analistas como arrojada, em uma conferência marcada por evasivas. Mas enfrenta críticas de ambientalistas por prever objetivos "pouco ambiciosos", reconhecendo, na melhor das hipóteses, a perda 70 mil km² de floresta - um território igual ao da Bélgica e da Holanda somados.

O plano nacional, divulgado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, marca uma reviravolta na política de Estado para a Amazônia. Cobrado desde sempre nos fóruns internacionais, o Brasil até aqui não aceitava estipular metas para redução do desmatamento enquanto nações industrializadas não se comprometessem.

Segundo o consenso da comunidade científica em 2007, 20% das emissões mundiais de gases-estufa têm origem no desflorestamento. No Brasil, essas emissões representam 75% do total. Pelo texto, o governo se responsabiliza a reduzir em 40% o desmatamento médio anual no período 2006 a 2009 comparado a 1996-2005. Nos períodos seguintes (2010-2013 e 2014-2017), a meta passa para 30% em cada etapa. Com isso, o País evitaria a emissão de 4,8 bilhões de toneladas de gás carbônico (CO2) até 2017.

Em Poznan, os primeiros sete dias de discussões foram impactados pelas divergências na União Européia, pelas evasivas de China e Índia e pela indiferença ao tema de parte da delegação dos EUA. Em meio à crise financeira, quando nenhuma delegação se mostra disposta a anunciar metas ambiciosas, o Brasil enviou sinal forte, dizem observadores.

"Estão todos impressionados em Poznan. O fato de as metas serem muito limitadas ainda não ressoou", disse Paula Moreira, advogada do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia. "De maneira geral, o PNMC provocou uma reação positiva", confirmou Juliana Russar, da ONG Vitae Civilis. "Para os outros países, o Brasil, um país em desenvolvimento e com papel-chave nas negociações, apresentar um plano sobre mudanças climáticas é considerado relevante."

Mas o discurso elogioso pode virar crítica ao longo desta semana, quando os representantes das delegações governamentais tentarão detalhar o "mapa do caminho" de um futuro acordo pós-Protocolo de Kyoto, previsto para ser assinado em Copenhague, em 2009. Paulo Adario, coordenador da Campanha de Amazônia do Greenpeace, reconhece que o PNMC criou euforia na Polônia, mas também ceticismo. "Houve um entusiasmo grande. Mas também tive contato com delegações que me disseram: 'O Brasil não está falando sério?'", conta.

Uma prova dos argumentos que podem vir contra o Brasil nesta semana são os discursos dos militantes ambientalistas. Na quinta-feira, Jamie Woolley, da seção britânica do Greenpeace, analisou as intenções do ministério: "Na superfície, o plano deveria soar ambicioso e visionário, mas mesmo que as metas sejam alcançadas, elas reduzirão o desmatamento, mas não acabarão com ele." A ONG diagnosticou pontos fracos: metas restritas ao desmatamento ilegal - quando o Congresso analisa a ampliação da área legal de desflorestamento - e baseadas em previsões de doações ao Fundo da Amazônia que podem não se concretizar.

Um termômetro preciso da reação gerada pela iniciativa brasileira será conhecido na quinta ou na sexta, quando Carlos Minc apresentará o PNMC na Conferência do Clima.

Fonte: Andrei Netto / Estadao.com.br

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Fundos ampliam poder do Brasil nas negociações internacionais de clima

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (1º), no Rio de Janeiro, que a criação do Fundo Amazônia e o encaminhamento, ao Congresso Nacional, do Projeto de Lei que cria o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, possibilitarão ao Brasil fazer as coisas direito e transitar em fóruns internacionais de cabeça erguida e com a sensação do dever cumprido.

Lula disse que as iniciativas são um exemplo para países que falam como se fossem donos da Amazônia mas que sequer assinaram o Protocolo de Quito. Para o presidente, é um dia extremamente importante para um país muito novo e em ao mesmo tempo com tantas responsabilidades sobre a questão climática.

Lula disse que o Brasil "quer falar grosso" nas discussões internacionais sobre o tema e lembrou de sua participação na reunião do G-8, quando destacou que o Brasil possui 85% de sua energia elétrica limpa, 25% de mistura do etanol à gasolina, 90% de seus carros novos de modelo flex-fuel e 64% de suas florestas em pé. "Quem é que pode ter esse discurso no G-8?", questionou. "O Brasil vai cumprir com suas obrigações", completou Lula.

A cerimônia ocorreu no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que fará a gestão dos dois instrumentos. Contou com a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, dos ministros da Saúde e da Ciência e Tecnologia, e do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

Para o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o Brasil deu o primeiro exemplo prático pós-Quito. No caso do Fundo Amazônia, Minc disse que o instrumento é uma forma de "financiar o jeito certo". O Fundo foi criado para captar recursos, exclusivamente por meio de doações, para financiar ações que possam contribuir para a prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento da floresta, além de promover a conservação e o uso sustentável das florestas no bioma amazônico.

Minc destacou a soberania do fundo. "Os doadores não têm assento. Isto é, apenas os brasileiros - os governos, os cientistas, os industriais, as ongs e os sindicatos vão apitar no fundo, vão poder dizer para onde ele vai", destacou. O potencial de contribuições pode chegar a US$ 1 bilhão no primeiro ano de vigência do fundo, sendo que a expectativa é que alcance US$ 21 bilhões até 2021. De acordo com Minc, além da Noruega, que já se comprometeu a depositar US$ 100 milhões este ano, outros dois países, a Alemanha e a Suíça, além de três empresas brasileiras, já se mostraram dispostas a doarem recursos.

O decreto que cria o fundo, assinado nesta sexta-feira pelo presidente Lula, determina que o BNDES coordenará as captações de doações. O instrumento apoiará projetos que visem os seguintes objetivos: gestão de florestas públicas e áreas protegidas; controle, monitoramento e fiscalização ambiental; manejo florestal sustentável; atividades econômicas desenvolvidas a partir do uso sustentável da floresta; zoneamento ecológico- econômico, ordenamento e regularização fundiária; conservação e uso sustentável da biodiversidade; e recuperação de áreas desmatadas.

As ações do fundo devem considerar o Plano Amazônia Sustentável de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia. Adicionalmente, poderão ser aplicados até 20% dos recursos do Fundo Amazônia no desenvolvimento de sistemas de monitoramento e controle do desmatamento em outros biomas brasileiros e em outros países tropicais.

Fundo Clima - No caso do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, Minc destacou que o Brasil vai transformar superávit fiscal em superávit ambiental. Isto porque ao criar o fundo, foram propostas alterações na Lei do Petróleo. O texto atual da lei destina 10% da chamada "participação especial" sobre os lucros da indústria de petróleo para o Ministério do Meio Ambiente, mas esse recurso só pode ser utilizado em casos de acidentes e derramamentos, o que faz com que boa parte dos recursos não sejam usados e se transformem em superávit fiscal.

Com as alterações, esse dinheiro poderá ser utilizado, por exemplo, para estudos e projetos de prevenção e mitigação às mudanças climáticas; em novas práticas e tecnologias menos poluentes, incluindo ações para tratamento de resíduos e rejeitos oleosos e outras substâncias nocivas e perigosas. O Fundo é considerado estratégico para implementação da Política Nacional sobre Mudança do Clima, enviada ao Congresso Nacional no dia 5 de junho deste ano, e do Plano Nacional sobre Mudança do Clima, em elaboração pelo governo federal.

Protocolo Verde - Durante a solenidade no Rio, seis bancos públicos e o MMA assinaram o Protocolo de Intenções dos Bancos pela Responsabilidade Socioambiental. O documento é uma atualização dos compromissos previstos no Protocolo Verde, firmado em 1995. Pelo documento, os bancos participantes reconhecem que podem cumprir papel fundamental na orientação de investimentos privados que pressuponham preservação ambiental e contínua melhoria do bem-estar da sociedade. (Fonte: Gisele Teixeira/ MMA)

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Presidente Lula regulamenta Lei de Crimes Ambientais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina, nesta terça-feira (22), às 15 horas, na Floresta Nacional de Brasília, a regulamentação da Lei de Crimes Ambientais. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o decreto dará efetividade à Lei, uma vez que agiliza sua aplicação e reduz as possibilidades de recursos por parte dos infratores.

Na mesma oportunidade o Presidente instituirá o Programa Nacional de Segurança Ambiental e criará o Corpo de Guarda-Parques e a Guarda Nacional Ambiental.

Os atos presidenciais serão assinados durante a solenidade de inauguração do Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres da Floresta Nacional de Brasília), localizado no entroncamento das rodovias BR-070 e DF-001 (primeira entrada à direita na Via Estrutural após a entrada de Taguatinga Norte).

Centros de Triagem de Animais Silvestres? - Os Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) são unidades estruturadas, dotadas de sala de triagem para o recebimento de animais apreendidos, quarentena para acomodação e recuperação e viveiros de reabilitação. Além de oferecer local e condições adequadas para a recuperação e a destinação desses animais, os Cetas possibilitam o desenvolvimento de pesquisas e o aperfeiçoamento técnico por meio de parcerias com as universidades.

Os fiscais do Ibama apreendem, em média, 45.000 animais silvestres por ano em todo território brasileiro. As aves representam a maior parte dos animais traficados. Em segundo lugar vêm os répteis, seguidos pelos mamíferos.

A média de apreensões na região Centro-Oeste é de 2.500 animais ao ano. A partir de agora eles serão encaminhados ao Cetas da Floresta Nacional de Brasília, construída com recursos de compensação ambiental. (Fonte: Gerusa Barbosa/ MMA)

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Nações pobres devem fixar metas climáticas, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva instou os países em desenvolvimento, incluindo o Brasil, a se juntarem às nações desenvolvidas no estabelecimento de metas para reduzir as emissões de gases poluentes responsáveis pelo aquecimento global. "Todos os participantes, incluindo o Brasil, devem fixar uma meta de redução de acordo com suas próprias emissões de gases estufa", disse Lula em entrevista ao jornal japonês "Yomiuri Shimbun", publicada nesta quarta-feira (2).

Apesar de não ter especificado as metas do Brasil, Lula disse que o mundo deveria reduzir de 60% a 80% as emissões até 2050. O presidente fez as observações antes de sua visita ao Japão para participar de uma cúpula sobre mudança climática com líderes do G-8, que será organizada paralelamente ao encontro anual do grupo, entre 7 e 9 de julho, em Hokkaido (norte do Japão).

As negociações internacionais sobre um novo tratado climático, que cobriria o período após o encerramento das obrigações do Protocolo de Kyoto em 2012, têm sido dificultadas por desentendimentos entre as nações em desenvolvimento e os países ricos. Os Estados Unidos, a principal nação rica a não participar do Protocolo de Kyoto, argumentam que qualquer acordo futuro precisa envolver rapidamente as nações de crescimento emergente, como a China e a Índia. (Fonte: Estadão Online)

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Lula diz que todos querem 'meter o dedo' na Amazônia

Em discurso de improviso na cerimônia em comemoração ao Dia Internacional do Meio Ambiente, no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não teme o debate no mundo em relação à Amazônia e que tem certeza que o Brasil será muito atacado e que terá de responder à altura. Ele reafirmou que não aceita que ninguém dê palpite sobre a Amazônia. "De vez em quando eu fico pensando que a Amazônia é que nem aqueles vidros de água benta que tem na igreja, todo mundo acha que pode meter o dedo. Basta ser católico e entrar na igreja que quer colocar o dedo para se benzer. A Amazônia, além de ser católica, é evangélica. Portanto, tem mais gente querendo colocar o dedo".

Lula disse que os críticos foram os que mais desmataram. "São pessoas que desmataram o que tinham e o que não tinham, são pessoas que emitem CO² como ninguém e depois resolvem dizer na Amazônia, aqui, que precisamos pensar se ela é do Brasil". O presidente afirmou não acreditar que haja no mundo um país como o Brasil, com grande quantidade de terras nativas. "A Europa só tem 0,3% da sua floresta nativa. O Brasil ainda tem 69% e é responsável por 28% das terras nativas que ainda sobrevivem das nossas florestas. Portanto, quando alguém falar grosso com a gente - e a gente nunca fala grosso porque nós somos educados - mas temos de responder, de forma categórica, que nós não precisamos de palpite na nossa vida", afirmou. Lula reafirmou que a Amazônia "tem dono", e disse que as reservas brasileiras representam "uma quantidade de milhões de hectares que dão quase toda a Europa".

Segundo Lula, o governo brasileiro não se recusa a construir projetos conjuntos, mas não pode permitir que as pessoas tentem ditar as regras do que tem que ser feito com a Amazônia. Para o presidente, nos últimos quatro anos foram criados 20 milhões de hectares de unidades de conservação e homologados 10 milhões de hectares de terras indígenas. "Cancelamos 66 mil títulos de posses fraudulentas na Amazônia e ampliamos em dez vezes a área de floresta manejada e certificada, que soma agora mais de três milhões de hectares de terra", afirmou.

Para o presidente, o governo tem o que comemorar no Dia Mundial do Meio Ambiente e ter orgulho. "Sabemos que é uma tarefa muito, mas muito difícil, porque quando a gente pensa que está cuidando da floresta, tem um rio que está sendo poluído. Ou seja, é quase uma revolução cultural que precisamos fazer para atingir a perfeição ambiental". O presidente defendeu que o tema seja discutido nas escolas, pelas TVs e nas comunidades. "Isso não é polícia e nem é lei. É consciência e maturidade política". (Fonte: Estadão Online)

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Lula defende etanol e culpa petróleo e subsídios por crise dos alimentos

Em discurso na Conferência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), nesta terça-feira (3) em Roma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a produção brasileira de etanol e criticou os países que atribuem ao Brasil e às plantações de cana-de-açúcar a responsabilidade pela crise nos alimentos no mundo.

"Esse comportamento não é neutro nem desinteressado. Os biocombustíveis não são os vilões. Vejo com indignação que muitos dos dedos que apontam contra a energia limpa dos biocombustíveis estão sujos de óleo e carvão. muitos dos que responsabilizam o etanol – inclusive o etanol da cana-de-açúcar – pelo alto preço dos alimentos são os mesmos que há décadas mantêm políticas protecionistas, em prejuízo dos agricultores dos países mais pobres e dos consumidores de todo o mundo", criticou o presidente.

Diante de vários chefes de Estado e de Governo presentes ao evento, o presidente criticou o "intolerável protecionismo que atrofia e desorganiza" a produção agrícola dos países pobres.

"Os subsídios criam dependência, desmantelam estruturas produtivas inteiras, geram fome e pobreza onde poderia haver prosperidade. Já passou da hora de eliminá-los", disse, segundo a Agência Brasil. "É indispensável afastar a cortina de fumaça lançada por lobbies poderosos que pretendem atribuir à produção do etanol a responsabilidade pela recente inflação do preço dos alimentos", completou.

'Etanol é como colesterol' - Lula selecionou fatos brasileiros para responder às acusações de que o programa de etanol brasileiro diminuiu a produção de grãos e pode invadir as áreas de mata da Amazônia. Lembrou dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, para não usar dados brasileiros, mostrando que toda a cana-de-açúcar brasileira está concentrada em apenas 2% da sua área agrícola e apenas a metade disse é usado para etanol. O restante é usado em açúcar.

"Há críticos ainda que apelam para um argumento sem pé nem cabeça: os canaviais no Brasil estariam invadindo a Amazônia. Quem fala uma bobagem dessas não conhece o Brasil", criticou.

"A Região Norte, onde fica quase toda a Floresta Amazônica, tem apenas 21 mil hectares de cana, o equivalente a 0,3% da área total dos canaviais do Brasil. Ou seja, 99,7% da cana está a pelo menos 2 mil quilômetros da Floresta Amazônica. Isso é, a distância entre nossos canaviais e a Amazônia é a mesma que existe entre o Vaticano e o Kremlin. Em suma, o etanol de cana no Brasil não agride a Amazônia, não tira terra da produção de alimentos, nem diminui a oferta de comida na mesa dos brasileiros e dos povos do mundo".

Lula, no entanto, se uniu às críticas ao etanol americano, feito de milho, e que tem sido apontado como o possível maior vilão da alta de preços, já que tem sido desviado da produção alimentar para os combustíveis. "É evidente que o etanol do milho só consegue competir com o etanol de cana quando é anabolizado por subsídios e protegido por barreiras tarifárias", disse.

"O etanol da cana gera 8,3 vezes mais energia renovável do que a energia fóssil empregada na sua produção. Já o etanol do milho gera apenas uma vez e meia a energia que consome. É por isso que há quem diga que o etanol é como o colesterol. Há o bom etanol e o mau etanol. O bom etanol ajuda a despoluir o planeta e é competitivo. O mau etanol depende das gorduras dos subsídios".

Petróleo - Lula também disse que considera que entre os fatores que influenciam a alta espetacular dos preços dos alimentos está o elevado preço do petróleo, que passou de US$ 30 a US$ 130 em pouco tempo.

O presidente reclamou daqueles que falam da alta dos alimentos, mas não discutem o preço do petróleo, que seria responsável por 30% do custo final da produção de alimentos no Brasil. "O petróleo pesa muito no custo das lavouras brasileiras. Aí, eu me pergunto: e quanto não pesa o petróleo no custo de produção de alimentos de outros países que dele dependem muito mais do que nós?".

O presidente referiu-se aos países que criticam a produção de biocombustíveis brasileira, mas se recusam a admitir que o preço do petróleo tem influência direta na alta dos alimentos. "É curioso: são poucos os que mencionam o impacto negativo do aumento dos preços do petróleo sobre os custos de produção e transporte dos alimentos", disse.

Ele voltou a pedir a revisão da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) que "permita aos países mais pobres gerar renda com sua produção e exportação". (Fonte: G1)

terça-feira, 27 de maio de 2008

O mundo precisa perceber que a Amazônia tem dono, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (26) que o povo brasileiro é o dono da Amazônia. Ele destacou que é preciso diminuir o desmatamento e as queimadas na região e criticou a interferência de países estrangeiros no debate.

"É muito engraçado que países que são responsáveis por 70% da poluição do planeta agora ficam de olho na Amazônia, como se fosse apenas nossa a responsabilidade de fazer o que eles não fizeram todos os anos passados. O mundo precisa entender que a Amazônia brasileira tem dono. É o povo brasileiro, que são os índios, os seringueiros, os pescadores, mas também somos nós, que temos consciência que é preciso diminuir o desmatamento e as queimadas."

Lula ressaltou, no entanto, que é preciso desenvolver a região amazônica. Ele lembrou que são quase 25 milhões de habitantes na região, que querem ter acesso às condições que os habitantes das regiões de todo o país têm.

"Por que estas pessoas têm de ficar segregadas? Esse é um debate que penso que será o principal para as próximas duas décadas."

O presidente afirmou ainda que o Brasil, por meio dos biocombustíveis, vem fazendo sua parte ao diminuir os níveis de poluição no mundo. Ele destacou que o "Protocolo de Kyoto já faliu" e que muitos dos países que assinaram o acordo o descumpriu.

"Quem tinha de tomar medidas para cumprir o protocolo nem assinou. Nós que referendamos. Somos nós, com a utilização do etanol, que reduzimos as emissões de toneladas de CO2."

Lula participa hoje do 20º Fórum Nacional, que começou nesta segunda-feira e vai até a próxima sexta-feira (30) na sede do BNDES, no Rio de Janeiro.

O evento foi organizado pelo economista João Paulo dos Reis Velloso e tem como tema: Brasil - 'Um novo mundo nos trópicos': 200 anos de independência econômica e 20 anos de fórum nacional (sob o signo da incerteza). (Fonte: Estradão Online)

domingo, 13 de abril de 2008

Lula diz que meio ambiente é 'responsabilidade coletiva'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu, no almoço com o primeiro-ministro da Holanda, Jan Peter Balkenende, o apoio do país à aspiração brasileira de ocupar assento permanente no Conselho de Segurança da ONU reformado. "Isso é um gesto de confiança em nossa capacidade de contribuir para a construção de um mundo mais pacífico e próspero". Ainda em seu discurso, o presidente lembrou que uma das grandes ameaças à paz e à segurança internacional é a mudança climática e advertiu que "a preservação de um meio ambiente saudável para esta e para futuras gerações é uma responsabilidade coletiva".

Lula afirmou que o Brasil está fazendo a sua parte, por meio dos biocombustíveis, lembrando que eles permitem a redução da emissão de gases de efeito estufa, em forma compatível com a segurança alimentar, com os direitos dos trabalhadores (numa referência às denúncias de trabalho escravo na produção da cana-de-açúcar) e a proteção das florestas.

O primeiro-ministro holandês elogiou o compromisso pessoal do presidente Lula de erradicar a fome e a pobreza do mundo e destacou a importância da Amazônia, afirmando que o Brasil "tem ouro nas mãos, não só no sentido figurativo mas literal, com uma única e intensa flora e fauna". "O Brasil tem tudo para fortalecer o papel que desempenha como ator em nível mundial, tanto em termos políticos quanto econômicos", disse Jan Peter. (Fonte: Estadão Online)

Debate sobre biocombustível deve ser feito com fatos, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (11) em Haia, na Holanda que é necessário discutir as barreiras comerciais aos biocombustíveis e ressaltou os benefícios do etanol na redução da emissão de gases do efeito estufa. "É preciso discutir as barreiras ao comércio de biocombustíveis que surgem a pretexto de supostos riscos ambientais, sociais e alimentares. Considero esse debate necessário e urgente mas ele precisa ser feito com base em fatos e não em preconceitos", concluiu o presidente.

Lula afirmou que o Brasil tem feito grandes esforços para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. Segundo ele,o desmatamento caiu 60% nos últimos três anos e foram reservados 20 milhões de hectares de área de preservação ecológica. "Os combustíveis fósseis são os maiores responsáveis pelo aquecimento global e a experiência brasileira com biocombustíveis mostra que é possível uma solução equilibrada para os desafios da segurança energética e da sustentabilidade ambiental, social e econômica.

Ainda segundo dados apresentados pelo presidente Lula, a substituição da gasolina pelo etanol, no Brasil, evitou a emissão de 644 milhões de toneladas de CO2 nos últimos 30 anos e gerou cerca de 6 milhões de postos de trabalho, inclusive nas regiões mais carentes do Brasil. Ele que só 1% das áreas agricultáveis é que plantam cana-de-açúcar para a produção do etanol.

Lula lembrou ainda que em novembro vai haver seminário internacional para discutir o assunto, e pediu para que os empresários participem de um debate racional, onde haverá uma grande dosagem de informações técnicas e científicas, "de forma a não permitir que a gente fique fazendo debate apenas com viés ideológicos, se a cana vai substituir o feijão o arroz".

Lula disse que nos jornais de hoje já tem até charges dizendo que os biocombustíveis estão causando inflação por conta dos alimentos que deixaram de ser plantados. "Isso é uma falácia, uma mentira deslavada de quem não entende ou não quer entender", desabafou Lula, citando que existem mais de 1 bilhão de seres humanos do mundo vivendo abaixo da linha da pobreza e que não conseguem comer as calorias e proteínas necessárias.

"É amplamente possível compatibilizar produção de etanol e biodiesel com a produção de alimentos", afirmou o presidente. "Peço a todos vocês que ao analisarem a questão dos biocombustíveis não avaliem a partir da lógica de um país europeu" afirmou. Segundo o presidente, há espaço extraordinário para uma parceria para produzir novos combustíveis a partir de países que não produzem nada.

Investimentos - Em discurso de improviso para cerca de 200 empresários holandeses e brasileiros, no seminário sobre Oportunidades de Negócios, em Haia, na Holanda, o presidente conclamou os empresários a investirem no Brasil, assegurando que não faltará infra-estrutura ou energia para que as empresas possam produzir. "Estou dizendo isso para que os empresários saibam o que significa o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), afirmou Lula, que citou vários investimentos do governo na área de infra-estrutura. (Fonte: Estadão Online)