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domingo, 19 de dezembro de 2010

Mudanças Climáticas alteram o modo de vida de espécies e podem levá-las à extinção


A Terra é casa para 20 milhões de espécies, número bem maior se considerarmos as que cientistas nunca conseguiram identificar. Segundo eles, as extinções das espécies são cada vez mais frequentes e podem repercutir na vida do homem.

Podendo pesar mais de 700 kg e medir 2,5 m, a Tartaruga-de-couro é a maior espécie de tartaruga do mundo. Entretanto, o seu tamanho não é suficiente para livrá-la da extinção. Seus padrões de reprodução são extremamente sensíveis ao aumento da temperatura: a areia em muitos lugares está tão quente que os ovos não resistem. E tem mais: é a temperatura da areia que determina o sexo do animal. Ou seja, se a areia onde deixarem seus ovos esquentar demais, mais fêmeas irão nascer, destruindo assim o balanço natural dos gêneros, pondo em risco a reprodução e a própria existência da espécie.

Outro problema é a perda dos ninhos e das áreas de alimentação devido ao aumento do nível do mar. Com tudo isso, o número de animais está diminuindo dramaticamente. Recentemente, a espécie entrou na “lista vermelha” de espécies ameaçadas da International Union for Conservation of Nature – IUCN. De acordo com especialistas, se nenhuma medida for tomada para proteger a Tartaruga-de-couro, esses répteis, que existem por mais de 65 milhões de anos, irão desaparecer ainda em nossa geração.

Mudanças Climáticas e Biodiversidade

A ONU declarou 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade, com pesquisas que indicam que, por sua contribuição no aquecimento global, o homem é responsável pela maior extinção da vida selvagem desde a era dos dinossauros, aproximadamente 1/5 de todas as extinções enfrentadas pelos vertebrados, de acordo com a IUCN.

De fato, o papel do aquecimento global nessas transformações é um debate importante. Muitos cientistas acreditam que outros fatores também contribuem, como a caça e pesca ilegal, além do fato de que as consequências das mudanças climáticas acabam sendo intensificadas com a poluição.

As mudanças de temperatura também têm severos impactos nas espécies migratórias. “Ultimamente, você encontra espécies em lugares onde elas nunca existiram antes”, afirma Wendy Foden, do Programa Espécies da IUCN. “Algumas delas estão migrando para regiões mais frias”, continua.

A vida marinha é igualmente afetada, mas os animais têm ainda menos opções de regiões para migrar. O aumento dos níveis de CO2 na atmosfera está mudando os níveis de Ph do oceano, um processo que altera o habitat de muitas espécies. Helen Foden lembra o exemplo do peixe-palhaço: “quando a água está mais ácida que o normal, os peixes-palhaço começam a perder seu olfato”. Como outras espécies, o peixe-palhaço é levado de seus recifes para o mar aberto ainda quando filhotes, e assim usam seu acurado olfato para achar seu caminho de volta. As pequenas larvas dependem do rastro do aroma na água para ajudá-las a localizar o habitat dos adultos.

A ideia é usar a popularidade do peixe-palhaço para conscientizar acerca do impacto das mudanças climáticas nos ecossistemas. “Graças ao filme ‘Procurando Nemo’ todos conhecem o peixe-palhaço”, diz Foden.

Fonte: Threats to biodiversity are costly and widespread“.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Aquecimento global causou extinção dos mamutes, aponta estudo

 
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Herbívoros de grande porte, os mamutes foram extintos há 4 mil anos/Imagem: ecstaticist

Os efeitos das mudanças climáticas sobre a vegetação, pela qual os mamutes se alimentavam, provocaram o desaparecimento desses animais há 4 mil anos, segundo um estudo recente da universidade britânica de Durham.

Até o momento, acreditava-se que a caça desenfreada dos seres humanos seria a principal causa da extinção dos Mammuthus primigenius. Há cerca de 14 mil anos, eles fizeram parte da paisagem europeia, mais precisamente ao Norte da Sibéria, onde acabaram mortos.

A pesquisa revela que a elevação da temperatura do planeta, com o fim da época mais fria da chamada Era do Gelo (cerca de 21 mil anos atrás), registrou um declínio nas áreas de pradarias nas quais os mamutes se alimentavam.

As razões de tal extinção são incertas e viraram alvo de um intenso debate entre os cientistas. Enquanto uns argumentam que o processo está ligado ao aquecimento global, outros defendem que as pressões em decorrência de uma população humana crescente foram as principais causas do desaparecimento. Uma terceira teoria, por sua vez, atribui o fim dos mamutes à colisão de um meteoro.

"O que os nossos resultados sugerem é que as mudanças climáticas, por meio do efeito que teve sobre a vegetação, foi o fator-chave que causou a redução da população e a extinção dos mamutes e de outros herbívoros de grande porte", explicou à BBC o professor Brian Huntley, que coordenou o estudo.

Metodologia
Com auxílio de um computador, a pesquisa recriou modelos que simularam a vegetação na Europa, Ásia e América do Norte nos últimos 42 mil anos. Os cientistas levaram em conta o que se acredita ter sido o comportamento do clima durante esse período e exemplos de como determinados tipos de vegetação crescem em diferentes condições.

Eles concluíram que as baixas temperaturas e as condições especialmente secas da Era do Gelo, combinadas com as baixas condições de emissão de dióxido de carbono (CO2), não favoreciam o crescimento de árvores, que absorvem o gás-estufa.

Em vez de florestas, a paisagem daquela época era marcada por vastas áreas de pradarias, ideais para herbívoros de grande porte, como os mamutes. No entanto, com o passar dos anos, o clima se tornou mais quente e úmido. No fim do período glacial, a concentração de CO2 era mais elevada. Como consequência, as árvores tomaram áreas que antes eram de pradarias.

"No ápice da Era do Gelo, os mamutes e outros herbívoros contavam com mais alimentos, mas à medida que caminhamos para uma etapa pós-glacial, as árvores gradualmente substituíram os ecossistemas herbáceos e isto reduziu muito a área de pastagem", concluiu Huntley.

Com informações da BBC
http://www.ecodesenvolvimento.org.br/noticias/aquecimento-global-causou-extincao-dos-mamutes

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Qual poderá ser a causa mais provável da extinção do homem no futuro?

A destruição do meio ambiente pelo homem é a causa mais provável da extinção da espécie. A poluição, a destruição da camada de ozônio e das florestas, entre outras atrocidades ambientais, estão esquentando a Terra. E isso pode provocar uma extinção em massa da biodiversidade. A baixa diversidade é um problemão: quanto mais indivíduos diferentes há em uma mesma espécie, maiores as chances de ter organismos adaptados a mudanças nos lugares em que eles vivem. Com menos variedade, a coisa complica. Além da destruição ambiental, bombas atômicas, asteróides e vírus podem colocar a humanidade na reta. Há ainda um movimento que prega que todos parem de ter filhos para detonar nossa raça por vontade própria.

Super aquecimento Global
Risco de ocorrer - muito alto.
Quando - em alguns séculos.
O que é - O calor derrete o gelo nos pólos, elevando o nível dos mares, que inundam as áreas litorâneas. As inundações e o aumento da temperatura farão com que a quantidade de terras férteis diminua. A situação se agrava com o crescimento populacional. A fome e a sede acabariam matando a população mundial.
Como evitar - A destruição do planeta já começou, mas ainda dá para tentar evitar com atitudes sustentáveis.

Colisão fatal com um meteoro
Risco de ocorrer - alto.
Quando - a qualquer momento.
O que é - Se um asteróide com mais de 1 quilômetro de diâmetro colidisse com a Terra, levantaria tanta poeira que poderia tapar a luz do Sol durante anos. A falta de luz mataria, na seqüência, plantas (que precisam dos raios solares para fazer a fotossíntese), animais (que comem vegetais) e seres humanos (que se alimentam de ambos)
Como evitar - Monitoramento da movimentação do Universo.

Bomba atômicas
Risco de ocorrer- baixo.
Quando - a qualquer momento.
O que é - Uma instabilidade política entre qualquer dos países donos de arsenais atômicos, como Estados Unidos e Rússia, poderia detonar uma guerra. Seriam necessárias cerca de 8 mil bombas, de 1 megaton cada, para gerar um inverno nuclear na Terra. E quem não morresse nas explosões veria o Sol ser coberto pela poeira do bombardeio.
Como evitar - Destruindo todo o arsenal nuclear do planeta.

Peste Global
Risco de ocorrer- baixo.
Quando - não é possível prever.
O que é - Um ataque com um vírus como o da varíola, considerado erradicado desde 1980, ou com um vírus artificial, poderia matar geral. Essa doença é de fácil transmissão - através de gotículas de saliva - e não tem tratamento específico. Os sintomas demoram dez dias para aparecer, tempo suficiente para a peste se espalhar.
Como evitar - A contaminação é inevitável - quando as autoridades notassem, a peste já teria se espalhado.

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br