Segundo um novo estudo, que pode melhorar a nossa compreensão dos impactos das mudanças climáticas, existem “guarda-chuvas arbóreos” que interceptam quase dois trilhões de litros de chuva por ano – cerca de 20% da chuva que cai sobre as florestas do mundo. Com bilhões de folhas sobrepostas, que se estendem às vezes centenas de metros acima do solo, as árvores das florestas tropicais do mundo agem como guarda-chuvas gigantes: elas capturam a chuva antes que ela tenha uma chance de chegar ao chão da floresta. Essa grande quantidade de chuva “empoça” em cima das folhas antes de evaporar para a atmosfera. A equipe de estudo utilizou dados de satélite da Nasa para quantidade de chuvas, intensidade (volume de chuva por hora, por exemplo) e cobertura vegetal. A intensidade da chuva foi calculada usando dados de relâmpagos de certos tipos de nuvens, em particular as nuvens cumulonimbus, que despejam grandes quantidades de chuva em um curto período de tempo. Os pesquisadores também usaram um modelo conhecido como modelo de Gash, que tem sido aplicado com sucesso em diferentes florestas ao redor do mundo desde o início dos anos 80. A singularidade desse estudo é que eles também fizeram observações por satélite da precipitação e da cobertura da floresta, e adaptaram este modelo para criar resultados globais, pela primeira vez. Até agora, a equipe fez mapas mensais do volume e da percentagem de precipitação interceptada por blocos de vegetação coberta, cada um com uma área de 400 quilômetros quadrados. Florestas compostas de árvores com folhas finas capturaram 22% da precipitação, enquanto as florestas de folhas largas caducas interceptaram 19%, e florestas verdes 13%. Embora as florestas de folhas finas tenham capturado a maior parte da água, os pesquisadores disseram que não é por causa de sua estrutura foliar. Segundo eles, não há uma clara relação entre a quantidade de água que uma árvore pode segurar e seu tipo de folhas. O que eles supõem é que o principal fator determinante do quanto a árvore pode prender a chuva é a área total projetada da copa. Segundo os pesquisadores, essas estimativas podem ser usadas para melhorar as previsões do clima global. Embora dois dos três parâmetros do modelo de ciclo da água usado (parte dos modelos de clima global) sejam bem conhecidos, a peça de evaporação foi o “elo fraco”. Mais estudos devem ser realizados para estimar a quantidade de água recolhida pela copa das árvores, o que poderia ajudar predizer o impacto do desmatamento sobre as mudanças climáticas. Agora, a equipe está trabalhando em mapas de 30 anos na esperança de identificar tendências na coleta de precipitação e evaporação. Segundo os pesquisadores, se a Terra está aquecendo, essa coleta de chuva deve mostrar sinais de aceleração ao longo das últimas décadas. [LiveScience]
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Florestas tropicais retêm 20% da chuva que cai sobre elas
Segundo um novo estudo, que pode melhorar a nossa compreensão dos impactos das mudanças climáticas, existem “guarda-chuvas arbóreos” que interceptam quase dois trilhões de litros de chuva por ano – cerca de 20% da chuva que cai sobre as florestas do mundo. Com bilhões de folhas sobrepostas, que se estendem às vezes centenas de metros acima do solo, as árvores das florestas tropicais do mundo agem como guarda-chuvas gigantes: elas capturam a chuva antes que ela tenha uma chance de chegar ao chão da floresta. Essa grande quantidade de chuva “empoça” em cima das folhas antes de evaporar para a atmosfera. A equipe de estudo utilizou dados de satélite da Nasa para quantidade de chuvas, intensidade (volume de chuva por hora, por exemplo) e cobertura vegetal. A intensidade da chuva foi calculada usando dados de relâmpagos de certos tipos de nuvens, em particular as nuvens cumulonimbus, que despejam grandes quantidades de chuva em um curto período de tempo. Os pesquisadores também usaram um modelo conhecido como modelo de Gash, que tem sido aplicado com sucesso em diferentes florestas ao redor do mundo desde o início dos anos 80. A singularidade desse estudo é que eles também fizeram observações por satélite da precipitação e da cobertura da floresta, e adaptaram este modelo para criar resultados globais, pela primeira vez. Até agora, a equipe fez mapas mensais do volume e da percentagem de precipitação interceptada por blocos de vegetação coberta, cada um com uma área de 400 quilômetros quadrados. Florestas compostas de árvores com folhas finas capturaram 22% da precipitação, enquanto as florestas de folhas largas caducas interceptaram 19%, e florestas verdes 13%. Embora as florestas de folhas finas tenham capturado a maior parte da água, os pesquisadores disseram que não é por causa de sua estrutura foliar. Segundo eles, não há uma clara relação entre a quantidade de água que uma árvore pode segurar e seu tipo de folhas. O que eles supõem é que o principal fator determinante do quanto a árvore pode prender a chuva é a área total projetada da copa. Segundo os pesquisadores, essas estimativas podem ser usadas para melhorar as previsões do clima global. Embora dois dos três parâmetros do modelo de ciclo da água usado (parte dos modelos de clima global) sejam bem conhecidos, a peça de evaporação foi o “elo fraco”. Mais estudos devem ser realizados para estimar a quantidade de água recolhida pela copa das árvores, o que poderia ajudar predizer o impacto do desmatamento sobre as mudanças climáticas. Agora, a equipe está trabalhando em mapas de 30 anos na esperança de identificar tendências na coleta de precipitação e evaporação. Segundo os pesquisadores, se a Terra está aquecendo, essa coleta de chuva deve mostrar sinais de aceleração ao longo das últimas décadas. [LiveScience]
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terça-feira, 13 de abril de 2010
Chuvas em excesso este ano no Brasil são atípicas, diz OMM
Por Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.
Antônio Divino Moura, 3º vice-presidente da Organização Meteorológica Mundial, diz que El Niño está atuando na área central do Pacífico, provocando desde novembro do ano passado chuvas fortes, principalmente no sudeste brasileiro, incluindo o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.
2010 tem sido um ano atípico em relação ao volume de chuvas no Brasil, principalmente nas regiões sul e sudeste do país.
A afirmação é do diretor-geral do Instituto Nacional de Meteorologia do Brasil, Inmet, Antônio Divino Moura, que também ocupa o cargo de 3º vice-presidente da Organização Meteorológica Mundial, OMM.
Excesso
Segundo Moura, o fenômeno climático conhecido como El Niño está atuando de maneira moderada a forte na área central do Pacífico, provocando desde novembro do ano passado chuvas fortes, principalmente no sudeste brasileiro, incluindo o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.
Em entrevista à Rádio ONU, de Brasília, ele disse que a entrada de uma nova frente fria no Rio esta semana trouxe chuvas em excesso, piorando as condições do solo que já estava encharcado.
"Nós temos por exemplo várias medições na cidade do Rio de Janeiro, em regiões típicas como Tijuca, Santa Teresa e Copacabana, com mais de 200 milímetros de chuvas em 24 horas. Para se ter uma ideia 200 milímetros significa que, num quadrado de um metro por um metro, choveu de 20 a 200 litros de água. É uma coisa enorme, uma quantidade muito grande", afirmou.
Condições do Solo
Antônio Divino Moura ressaltou que as condições do solo associadas à ocupação irregular e à topografia da cidade, que tem muitos morros, encostas e bueiros com lixo, provocaram a recente tragédia na capital fluminense e em Niterói.
Segundo agências de notícias, as chuvas no Rio de Janeiro já provocaram mais de 180 mortes em todo o estado.
O representante da OMM ressaltou que os alertas de previsão do tempo foram passados de maneira adequada à Defesa Civil e aos governos, e que há uma tendência no litoral sul e sudeste do Brasil, devido às alterações climáticas, de aumento de chuvas, baseado em dados dos últimos 50 anos.
*Apresentação: Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.
Para ouvir esta notícia clique em: http://downloads.unmultimedia.org/radio/pt/real/2010/1004093i.rm
ou acesse: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/178586.html
Rádio ONU
Antônio Divino Moura, 3º vice-presidente da Organização Meteorológica Mundial, diz que El Niño está atuando na área central do Pacífico, provocando desde novembro do ano passado chuvas fortes, principalmente no sudeste brasileiro, incluindo o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.
2010 tem sido um ano atípico em relação ao volume de chuvas no Brasil, principalmente nas regiões sul e sudeste do país.
A afirmação é do diretor-geral do Instituto Nacional de Meteorologia do Brasil, Inmet, Antônio Divino Moura, que também ocupa o cargo de 3º vice-presidente da Organização Meteorológica Mundial, OMM.
Excesso
Segundo Moura, o fenômeno climático conhecido como El Niño está atuando de maneira moderada a forte na área central do Pacífico, provocando desde novembro do ano passado chuvas fortes, principalmente no sudeste brasileiro, incluindo o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.
Em entrevista à Rádio ONU, de Brasília, ele disse que a entrada de uma nova frente fria no Rio esta semana trouxe chuvas em excesso, piorando as condições do solo que já estava encharcado.
"Nós temos por exemplo várias medições na cidade do Rio de Janeiro, em regiões típicas como Tijuca, Santa Teresa e Copacabana, com mais de 200 milímetros de chuvas em 24 horas. Para se ter uma ideia 200 milímetros significa que, num quadrado de um metro por um metro, choveu de 20 a 200 litros de água. É uma coisa enorme, uma quantidade muito grande", afirmou.
Condições do Solo
Antônio Divino Moura ressaltou que as condições do solo associadas à ocupação irregular e à topografia da cidade, que tem muitos morros, encostas e bueiros com lixo, provocaram a recente tragédia na capital fluminense e em Niterói.
Segundo agências de notícias, as chuvas no Rio de Janeiro já provocaram mais de 180 mortes em todo o estado.
O representante da OMM ressaltou que os alertas de previsão do tempo foram passados de maneira adequada à Defesa Civil e aos governos, e que há uma tendência no litoral sul e sudeste do Brasil, devido às alterações climáticas, de aumento de chuvas, baseado em dados dos últimos 50 anos.
*Apresentação: Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.
Para ouvir esta notícia clique em: http://downloads.unmultimedia.org/radio/pt/real/2010/1004093i.rm
ou acesse: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/178586.html
Rádio ONU
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