terça-feira, 14 de setembro de 2010
Aquecimento de 1,3°C é inevitável, diz pesquisa
A conclusão é de pesquisadores dos EUA, que fizeram um dos mais detalhados levantamentos sobre emissões de carbono ligadas à geração de energia e à estrutura de transportes. O material foi publicado na revista "Science".
O planeta vai esquentar, mas para os os cientistas ele ainda não chegou ao patamar de aquecimento e emissões em que as consequências se tornam irreversíveis.
O aumento de 1,3°C em relação ao período anterior à revolução industrial cerca de 0,5°C a mais que hoje foi considerado até modesto pelos pesquisadores, que esperavam crescimento de pelo menos 2°C.
A concentração de carbono na atmosfera, no mesmo período, deve ficar em 430 ppm (partes por milhão), valor também abaixo do que era esperado inicialmente pelos pesquisadores.
"Esse resultado nos surpreendeu", afirmou Steven Davis, da Instituição Carnegie para a Ciência, que chefiou o trabalho.
PIOR NO FUTURO
Segundo ele, porém, não há motivos para comemorar. Os resultados indicam que as principais ameaças ao planeta ainda estão por vir, devido ao sistema de geração de energia e transportes que são muito dependentes de combustíveis fósseis.
"É importante que nós façamos a coisa certa agora. Ou seja, construir tecnologias que gerem energia com baixa emissão de carbono", disse Ken Caldeira, também do Carnegie e autor do trabalho.
Para chegar ao resultado, os cientistas fizeram um levantamento sobre todas as usinas geradoras de energia em operação no mundo. Eles também estimaram as emissões do sistema global de transportes, que tem dois terços das operações com combustíveis fósseis.
Modelos computadorizados, que simulavam os cenários de emissão previstos pelo IPCC (painel de mudanças climáticas da ONU), chegaram às conclusões.
Por conta da forte presença de termelétricas, a maior parte das emissões se concentra nos EUA, Europa Ocidental e China.
A vida útil média das unidades movidas a carvão é de 40 anos. As usinas chinesas, por serem mais novas, têm potencial para poluírem por mais tempo.
Fonte: Folha Online
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Neves eternas do monte Ararat ameaçadas pelo aquecimento global
"Utilizamos imagens de satélites para analisar a resposta do gelo no topo do monte Ararat ao aquecimento global. Descobrimos que havia perdido 30% de sua superfície entre 1976 e 2008", indicou o cientista, cujo estudo ainda não foi publicado.
"A superfície das neves eternas passou de 8 km² em 1976 para 5,5 km² em 2008, o que significa uma redução de aproximadamente sete hectares por ano", explicou Mehmet Akif Sarikayaun, professor da universidade Fatih de Istambul e pesquisador da universidade americana de Omaha.
De acordo com o geólogo, as mudanças climáticas são a causa mais provável do degelo, e pode ameaçar a existência das neves eternas do monte a longo prazo.
Sarikayaun indicou ainda que a "temperatura aumentou 0,03 graus por ano" na área durante o período estudado. Entretanto, não descartou que outros fatores tenham influenciado no degelo.
O pesquisador reconheceu que não tem elementos para determinar se as causas do aquecimento local estão ligadas ou não ao fenômeno do aquecimento global.
Religiões como o judaísmo e o cristianismo acreditam que o monte Ararat (5.137 m) é o local onde a arca de Noé parou depois do dilúvio universal narrado no Antigo Testamento.
Fonte: AFP - www.terra.noticias.com.brsegunda-feira, 23 de agosto de 2010
Polvo Paul apresenta relatório sobre Aquecimento Global
Polvo Paul volta a se apresentar após encerramento da Copa do Mundo
Ao retomar suas atividades como consultor independente após o término da Copa do Mundo 2010, o alemão Paul der Krake, mais conhecido como Polvo Paul, apresentou um relatório sobre o aquecimento global. O resultado, encaminhado nesta terça-feira ao IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), não traz grandes preocupações. Segundo o molusco, todas as teorias supervalorizam o problema.
A apresentação foi realizada em seu aquário em Oberhausen, na Alemanha. Dentro dele, dois relatórios feitos por cientistas de correntes divergentes foram colocados em caixas separadas com a mesma quantidade de comida em cada uma.
Um dos estudos, feito pelo controverso cientista italiano Filipe Luna, defende a tese de o aquecimento global ser um problema sério e apenas com a mobilização de toda a população mundial poderá ser atenuado. Já o estado-unidense John McFarrell segue outra direção, não acreditando em grandes consequências ao meio-ambiente.
“O aquecimento global não existe. É uma invenção dos comunistas da velha Alemanha Oriental que insistem em interferir em nosso crescimento”, afirmou McFarrell, pesquisador de Wall Street.
Já Luna demonstrou imensa preocupação. “A aquecimento global é real e está diante do nós. É inadmissível que continuemos assim, mas juntos podemos mudar. Não podemos acreditar em um polvo”, afirmou.
A partir do relatório escolhido por Paul, a ONU planeja montar uma conferência para discutir se realmente há a necessidade de métodos para impedir as consequências decorrentes do suposto aumento da temperatura
Fonte: por Plínio Santana, Agência Barrelas, Portugal - 20 de julho de 2010,