quarta-feira, 9 de maio de 2007

ONG propõe "menos filhos" para combater aquecimento global

A forma mais barata e efetiva de combater o aquecimento global é reduzir o número de nascimentos para controlar a população global, afirma uma organização não-governamental britânica que lançou na segunda-feira (07) sua "estratégia para o clima baseada na população".

Para a organização Optimum Population Trust (OPT), dedicada a defender o controle de natalidade, "o crescimento populacional é amplamente reconhecido como uma das principais causas da mudança climática, mas, ainda assim, políticos e ambientalistas raramente discutem isso para evitar polêmica".

Segundo a ONG, mesmo se o mundo todo conseguir uma redução de 60% nos níveis de emissões de CO2 até 2050 - em relação aos níveis de 1990, de acordo com as recomendações do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU) -, o avanço seria praticamente anulado pelo crescimento populacional no período.

"O impacto do crescimento populacional no clima é enorme. Baseado nas emissões médias per capita de 4,4 toneladas de CO2 até 2050 (média traçada pelo IPCC), o crescimento de 2,5 bilhões na população mundial até aquela data, de 6,7 bilhões para 9,2 bilhões, significará emissões de 11 bilhões de toneladas de CO2 a mais por ano", afirma o documento de lançamento da campanha.

Camisinha - Segundo os cálculos da OPT, um cidadão britânico médio gera 750 toneladas de CO2 durante sua vida, num impacto equivalente a 620 vôos de ida e volta entre Londres e Nova York.

Considerando um "custo social" de US$ 85 por tonelada de CO2, de acordo com um relatório do governo britânico, o documento da ONG avalia em cerca de R$ 121,5 mil o custo de cada britânico em sua vida em termos de emissões de dióxido de carbono.

"Uma camisinha de (em média) R$ 1,42, que poderia evitar aquele custo de R$ 121,5 mil em um único uso, significa, assim, um espetacular potencial de retorno para o investimento."

"Uma estratégia para o clima baseada na população envolve menos impostos, regulamentações e outros limites à liberdade individual e à mobilidade, hoje considerados como resposta às mudanças climáticas. Para concluir, seria mais fácil, mais rápido, mais barato, mais livre e mais verde", diz o documento. (BBC Brasil/ Folha Online)

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