Brasília (DF), Brasil — Agora é brigar para que o relatório da Comissão Mista Especial de Mudanças Climáticas subsidie Plano Nacional do governo.
Zerar o desmatamento, investir em energias renováveis e em programas de eficiência energética são fundamentais para combater as mudanças climáticas. Isso a gente sabe há algum tempo e temos alertados às autoridades governamentais para a importância dessas medidas. Pois parece que elas finalmente se deram conta disso. Foi aprovado, quarta-feira (18) em Brasília, o relatório final da Comissão Mista Especial de Mudanças Climáticas do Congresso Nacional, elaborado pelo senador Renato Casagrande (PSB-ES).
O documento, que faz um diagnóstico da atual situação climática, analisa os recursos destinados à pesquisa e ao financiamento das atividades de adaptação e mitigação, e consolida os debates, recomendações (51 ao todo) e propostas legislativas referentes ao tema, traz em seu texto as três pedras de toque que o Greenpeace sempre levanta nas discussões sobre o assunto.
“Esperamos que esse documento não seja arquivado e esquecido, e que sirva como base para subsidiar o Plano Nacional de Mudanças Climáticas anunciado pelo governo brasileiro e que no momento está atrasado. É muito importante que o executivo dialogue com o legislativo de forma transparente e que incorpore as recomendações propostas pelo relatório, pois durante as audiências públicas ficou claro que a sociedade brasileira reconhece a necessidade e a urgência de se enfrentar a crise climática de forma efetiva, com compromissos mensuráveis de redução de emissões”, afirma Luis Piva, coordenador da campanha de clima do Greenpeace Brasil.
Ao longo de um ano e meio de atividades, foram debatidos temas importantes sobre clima no Brasil e no mundo tais como florestas, energia, mercado de carbono, agricultura, recursos hídricos, zonas costeiras, transportes, entre outros. As audiências públicas realizadas pela Comissão contaram com a participação da sociedade civil – entre elas o Greenpeace -, instituições de pesquisa e do setor privado.
O relatório é enfático ao priorizar a redução de emissões pelo combate ao desmatamento, já que esse é o grande vetor de emissões do Brasil - cerca de 75% das emissões vêm da derrubada de florestas, principalmente a amazônica, e faz referência ao pacto do desmatamento zero, proposto pelo Greenpeace e outras organizações ambientalistas.
No setor energético, o documento propõe a realização de leilões específicos para aquisição de energia eólica e biomassa, e criação de cooperativas de pequenos produtores para geração de energia, além de fazer referência ao relatório Revolução Energética, do Greenpeace. O documento recomenda também a adoção de políticas e estratégias para reduzir o consumo de energia e promover a eficiência energética.
Crédito da imagem: Greenpeace / Daniel Beltra
(Envolverde/Greenpeace)
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Desmatamento zero e revolução energética chegam ao Congresso
Por Redação do Greenpeace
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