segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Grupos cidadãos de todo o mundo reclamam planos de Lixo Zero

Adital - No Dia de Ação Global contra o Lixo Zero e Incineração, celebrado ontem (28) e que está no seu sexto ano, agrupamentos que lutam pela saúde e a justiça ambiental em todo o mundo realizaram diferentes atividades para mostrar o rechaço cidadão à promoção e financiamento de aterro sanitários e incineradores de resíduos, e advertir que as tecnologias sujas não limparão o desastre climático. Demandaram apoiar a nível local, nacional e internacional as alternativas de Lixo Zero, que levam ao abandono do uso de lixeiras, aterros sanitários e incineradores.

"Pedimos aos governos e investidores que deixem de contaminar nossas comunidades com as substâncias tóxicas que emitem com o aterro e a incineração de resíduos, que também contribuem significativamente com a crise de mudança climática. Em troca, chamamos para que apóiem e atuem a nível mundial sobre políticas de Lixo Zero, que em definitivo, eliminarão o lixo e a contaminação, marcarão um avanço para os sistemas sustentáveis de manejo de dejetos, preservarão materiais, economizarão energia e criarão fontes de trabalho verdes e sustentáveis para a gente", disse Neil Tangri, da Aliança Global para Alternativas à Incineração/ Aliança Global Anti-Incineração (GAIA).

Na Argentina continua-se promovendo a instalação de mega aterro sanitário apesar das experiências nefastas que existem nos lugares onde funcionam instalações deste tipo, como o da Grande Buenos Aires. Preocupante, alguns governos estão falando de recorrer à incineração de resíduos sólidos urbanos para "solucionar" a problemática. Falam inclusive de gerar energia a partir do lixo e utilizam eufemismos como "valorização energética" ou tecnologias de arco de plasma, gasificação e pirólise, que não são outra cosa que incineradores disfarçados.

O certo é que a incineração é uma tecnologia contaminante, insustentável, extremamente custosa e difícil de controlar, e contribui com o aquecimento global. A quantidade de energia que se pode recuperar com a incineração é muito baixa comparada com a que se economiza mediante a prevenção da geração de resíduos e a reciclagem de materiais.

Os incineradores também estão classificados como fontes de emissão de gases de efeito estufa no Protocolo de Kyoto, e liberam por suas chaminés mais dióxido de carbono (CO2) por unidade de eletricidade gerada que as centrais térmicas que operam com carbono. Elas também geram cinzas tóxicas e liberam ao ambiente substâncias perigosas como as dioxinas, mercúrio, chumbo, cromo, arsênico, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, entre muitos outros.

Por outro lado, os aterros sanitários são uma importante fonte de emissão de metano (CH4) para atmosfera; a terceira nos Estados Unidos. O metano é um gás de efeito estufa 23 vezes mais potente que o CO2.

A nota completa em www.noalaincineracion.org

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