quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Gás carbônico ligado à mudança climática aumenta duração da primavera

A emissão de dióxido de carbono (gás carbônico) ligada à mudança climática também antecipa e prolonga a vida das folhas das árvores, o que faz os dias de primavera aumentarem, segundo um estudo da Universidade de Southampton (Reino Unido).

O crescimento dos níveis de dióxido de carbono permite um prolongamento dos processos de fotossínteses das folhas, que utilizam gás carbônico, água e luz do sol para produzirem nutrientes e oxigênio, afirma reportagem na edição de hoje do jornal britânico "The Independent". Esse processo faz com que as folhas permaneçam verdes durante um período de tempo mais longo e demorem a cair.

Segundo o estudo, o processo de envelhecimento sofreu um atraso de entre 1,2 e 1,8 dia a cada década nos últimos 30 anos, período no qual a concentração de dióxido de carbono teve 13,5% de aumento. A primavera também começa a ser percebida mais cedo, com a abertura prematura de botões de
flor nos carvalhos, por exemplo, que chega a ocorrer até dez dias antes com relação a anos anteriores.

O pensamento predominante até agora relaciona os dois fenômenos ao aumento das temperaturas no planeta. Embora tenha sido demonstrado que existe uma relação importante entre as altas temperaturas e as primaveras adiantadas, uma análise dos processos de envelhecimento em 14 países europeus mostrou que existe apenas uma semana de correlação entre as tendências da temperatura e a data das mudanças de cor das folhas e sua queda.

A nova pesquisa sugere que os crescentes níveis de gás carbônico são os reais responsáveis pelo atraso nos processos de envelhecimento das árvores. (Globo Online)

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